LOGÍSTICA
Os conflitos estão REMODELANDO as ROTAS MARÍTIMAS globais e a AUMENTANDO os RISCOS dos seguros marítimos - Insurance Business
28/08/2025
GIRO
Baixa nos estoques de café consolidam fortes ganhos nas bolsas internacionais no fechamento desta 4ª feira (27) - Notícias Agrícolas
28/08/2025
GIRO
Vendas de máquinas agrícolas crescem em julho, apesar de juros altos e tarifaço dos EUA - Globo Rural
28/08/2025
Criminosos falsificam café e vendem produto adulterado em SP - Folha de São Paulo
GIRO
...Tem quadrilha profissional de falsificadores de café na praça.
A alta dos preços e a vulnerabilidade dos consumidores —principalmente os mais pobres— abrem brecha para a atuação dos criminosos, que veem na situação uma oportunidade para lucrar às custas da saúde da população.
Preocupada, a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), entidade que representa os industriais, emitiu uma nota na segunda-feira (25) na qual "alerta os consumidores de café sobre a venda de café torrado e moído em locais não convencionais, com adulteração de embalagens por falsificadores profissionais".
A associação não deu detalhes, mas a reportagem apurou que as falsificações são sofisticadas e usam réplicas muito fiéis de embalagens de marcas consagradas. Dentro dos pacotes, porém, há produtos sem procedência.
Ao mencionar vendas em "locais não convencionais", a Abic se refere, por exemplo, a ambulantes que comercializam produtos nas ruas e em vagões de trens, como o caso registrado na última semana, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.
Na ocasião, duas pessoas foram detidas com 275 quilos de café que usavam rótulos da marca Pilão, mas, que, na verdade, eram falsificados. Os suspeitos também falsificavam outros produtos, como roupas e sabão, segundo a polícia.
A semelhança da embalagem, que exibia até falsos selos de pureza e qualidade da Abic, despertaram preocupação entre os industriais. Isto porque, diferentemente dos chamados cafés fakes, essas falsificações agora reveladas usam rótulos idênticos aos de marcas tradicionais.
Por isso, a Abic emitiu uma nota na qual recomenda aos consumidores que comprem café somente em estabelecimentos confiáveis e autorizados, que desconfiem de preços muito abaixo da média e que, se possível, escaneiem o QR Code que consta no selo de pureza e qualidade para verificar a autenticidade dele.
27/08/2025
Preços do café sobem com tarifas dos EUA e redução da safra brasileira - Globo Rural
MERCADO
...Fatores como a previsão de queda na produção brasileira de café arábica, os impactos do clima para as lavouras e o tarifaço de Donald Trump contra as exportações de produtos do Brasil estão dando impulso aos preços do café. A avaliação é de Vanúsia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC).
"É a questão da quebra da safra brasileira, o anúncio de que não teremos o que era esperado, que teremos menos café, somado aos eventos climáticos, além das tarifas", disse Nogueira à agência Reuters durante evento do setor realizado em Bogotá, na Colômbia.
A diretora da OIC ressaltou que o mercado global de café enfrenta escassez devido a sucessivos anos de déficit na produção, decorrentes das condições climáticas nas principais regiões produtoras, o que causou aumentos de preços. Nos últimos 12 meses a cotação subiu 24% na bolsa de Nova York, mostra levantamento do Valor Data.
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café arábica, os problemas com o clima adverso reduziram cada vez mais o potencial de colheita em 2025/26. Além disso, as geadas registradas recentemente em áreas produtoras do país também trazem preocupação para a safra 2026/27.
"Não sabemos quando a colheita do Brasil voltará ao normal; estamos enfrentando eventos climáticos muito fortes todos os anos", observou.
Nesta semana, a StoneX reduziu a previsão da safra de café 2025/26 no Brasil para 62,3 milhões de sacas de 60 kg, queda de 3,4% se comparado com a última projeção, divulgada em abril. A expectativa com o arábica puxou para baixo os números da consultoria. Houve corte de 5,7% em relação à última estimativa, que agora deve ser de 36,5 milhões de sacas.
*Com informações da Reuters
27/08/2025
Preços do café no varejo no Brasil podem disparar em meio às tarifas dos EUA, diz grupo do setor - US News
GIRO
... Os preços no varejo do café torrado e moído no Brasil, que caíram em média 12% até agora em agosto, podem reverter a tendência à medida que os custos dos grãos crus aumentam para os torrefadores brasileiros, informou a associação da indústria de café do país na segunda-feira.
Os preços do café cru se recuperaram nas últimas três semanas, recuperando-se das mínimas de julho em meio a ganhos na bolsa ICE em Nova York, impulsionados por fatores como tarifas dos EUA e geadas no Brasil, disse Célirio Inácio, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café, em uma entrevista.
Os contratos futuros do arábica da ICE subiram cerca de 35% em agosto, com o contrato sendo negociado perto de US$ 3,80 por libra na segunda-feira.
O aumento nos preços do café em Nova York repercutiu no mercado interno brasileiro, com dados da ABIC mostrando que os preços do café cru subiram quase 25%, para 2.191 reais por saca de 60 quilos, de julho a agosto.
"Ainda não houve um repasse significativo para os consumidores, mas se o mercado continuar subindo — ou mesmo se mantiver nos níveis atuais — é inevitável que os preços nas prateleiras subam", disse Inácio.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, além de ser o segundo maior consumidor da commodity, depois dos Estados Unidos.
O café torrado e moído tradicionalmente estava sendo vendido por uma média de 58,99 reais (cerca de US$ 10) por quilo nas lojas brasileiras em agosto, uma queda de cerca de 12% em relação a maio, quando os preços giravam em torno de 70 reais por quilo antes da colheita de 2025 ganhar força e ajudar a baixar os preços.
No entanto, uma tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros, incluindo café, pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, gerou preocupação nos Estados Unidos sobre o fornecimento de café.
Marcio Ferreira, presidente do conselho dos exportadores de café do Brasil, Cecafé, disse à Reuters na sexta-feira que a tarifa é o principal fator por trás do aumento dos contratos futuros em Nova York.
25/08/2025
MERCADO
Ações da JDE Peet’s disparam após oferta de aquisição de US$ 18 bilhões pela Keurig Dr Pepper - Investing
25/08/2025
Passagem de tufão no Vietnã obriga retirada de 600 mil pessoas - CNN Brasil
GIRO
...O Vietnã anunciou planos para retirar mais de meio milhão de pessoas, neste domingo (24), enquanto o país se prepara para a passagem do Tufão Kajiki.
A previsão é de que a tempestade passe pela costa sul da província insular de Hainan, na China, a partir da noite de domingo, antes de seguir para o Vietnã, disse o Centro Meteorológico Nacional da China
Mais cedo, o tufão ganhou força, com ventos atingindo 166 km/h (103 mph), de acordo com a agência nacional de previsão do tempo do Vietnã. A expectativa é que o fenômeno se fortaleça ainda mais, com ventos de até 180 km /h.
Autoridades do Vietnã planejam evacuar mais de 586.000 pessoas das províncias centrais de Thanh Hoa, Quang Tri, Hue e Da n ang, onde o tufão deve atingir na manhã de segunda-feira (25), informou a mídia estatal.
O governo anunciou que as pessoas não devem circular nas ruas a partir da tarde de domingo e colocou soldados para ajudar a população. rno.
Sete províncias costeiras do Vietnã proibiram os barcos de deixarem a costa. Além disso, a companhia aérea do país, a Vietnam Airlines, cancelou pelo menos 22 voos de e para cidades centrais entre domingo e na segunda-feira. A Vietjet Aviation informou que estava cancelando ou atrasando voos, mas não forneceu detalhes.
Tufão também deve atingir o território chinês
A agência meteorológica da China prevê fortes chuvas e ventos fortes em Hainan e nas províncias vizinhas de Guangdong e Guangxi, com áreas em Hainan programadas para receber até 320 mm (12,6 polegadas).
Sanya emitiu um alerta vermelho de tufão — o mais alto no sistema de alerta codificado por cores da China — e elevou sua resposta de emergência ao nível mais severo, de acordo com postagens na conta WeChat do governo local.
Autoridades da cidade convocaram uma reunião, pedindo preparação para os "piores cenários", disse o governo.
Todas as aulas e obras foram suspensas, e shopping centers, restaurantes e supermercados foram fechados a partir de domingo. As embarcações receberam ordens para interromper a operação nas águas de Sanya.
Desde julho, chuvas recordes atingiram o norte e o sul da China, no que os meteorologistas descreveram como clima extremo ligado às mudanças climáticas.
Desastres naturais, incluindo inundações e secas, causaram US$ 7,28 bilhões em perdas econômicas diretas na China no mês passado, afetando milhões de pessoas e deixando 295 mortos ou desaparecidos, segundo dados do Ministério de Gestão de Emergências.
O governo vietnamita comparou a força do Kajiki à do Yagi, que atingiu o país há menos de um ano, matando cerca de 300 pessoas e causando US$ 3,3 bilhões em danos materiais.
25/08/2025
Café: Com oferta brasileira ainda baixa, preços avançam com força - Notícias Agrícolas
MERCADO
...O mercado de café permaneceu altamente volátil nos últimos dias, em meio às incertezas no comércio entre os Estados Unidos e o Brasil e na disponibilidade do produto. Após um início mais lento em agosto, quando os futuros do Arábica e do Robusta apresentaram pouca variação, os preços voltaram a subir com força na semana passada em meio a crescentes preocupações com a oferta. Na segunda-feira, 11 de agosto, foram registradas geadas fracas em partes do sul de Minas Gerais e do Cerrado Mineiro, no Brasil.
Segundo a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, embora se espere que as geadas tenham um impacto não tão amplo na safra 26/27, uma vez que foram menos intensas e afetaram uma área menor do que as de 2021 – ano com grande impacto desse evento nas lavouras de café – o efeito real do tempo frio só poderá ser verificado após a floração da próxima safra.
Além das geadas, o mercado também tem acompanhado as quedas consecutivas nos estoques certificados pela ICE para o Arábica na semana passada (veja o relatório aqui). “Os estoques estão abaixo da média e dos níveis de 2024, com uma queda significativa da participação dos grãos brasileiros e um baixo volume de café pendente para classificação, o que pode potencialmente destacar um desafio na recuperação do volume. Não só os diferenciais brasileiros atuais não favorecem o envio de café para estoques certificados, mas os cafeicultores continuam a mostrar pouco interesse em negociar grandes volumes”, diz.
Café: Com oferta brasileira ainda baixa, preços avançam com força
Publicado em 22/08/2025 13:56
O mercado de café permaneceu altamente volátil nos últimos dias, em meio às incertezas no comércio entre os Estados Unidos e o Brasil e na disponibilidade do produto. Após um início mais lento em agosto, quando os futuros do Arábica e do Robusta apresentaram pouca variação, os preços voltaram a subir com força na semana passada em meio a crescentes preocupações com a oferta. Na segunda-feira, 11 de agosto, foram registradas geadas fracas em partes do sul de Minas Gerais e do Cerrado Mineiro, no Brasil.
Segundo a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, embora se espere que as geadas tenham um impacto não tão amplo na safra 26/27, uma vez que foram menos intensas e afetaram uma área menor do que as de 2021 – ano com grande impacto desse evento nas lavouras de café – o efeito real do tempo frio só poderá ser verificado após a floração da próxima safra.
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Além das geadas, o mercado também tem acompanhado as quedas consecutivas nos estoques certificados pela ICE para o Arábica na semana passada (veja o relatório aqui). “Os estoques estão abaixo da média e dos níveis de 2024, com uma queda significativa da participação dos grãos brasileiros e um baixo volume de café pendente para classificação, o que pode potencialmente destacar um desafio na recuperação do volume. Não só os diferenciais brasileiros atuais não favorecem o envio de café para estoques certificados, mas os cafeicultores continuam a mostrar pouco interesse em negociar grandes volumes”, diz.
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A comercialização da safra 25/26 e as exportações brasileiras também seguem muito lento, abaixo da média de 5 anos, tanto para o Arábica quanto para o Conilon. No caso do Robusta/Conilon, é interessante notar que grande parte do volume já vendido deverá ser redirecionado para o mercado interno devido aos seus preços mais baixos em comparação com o Arábica.
“Os embarques podem seguir mais baixos devido à falta de interesse dos cafeicultores em novas vendas e às incertezas em torno do comércio global. Muitos agricultores no Brasil estão esperando o início das floradas da temporada 26/27 para retornar ao mercado, essencial para estimar a produção no próximo ciclo”, explica.
Esse cenário de menor oferta brasileira, queda dos estoques certificados e incertezas climáticas também vêm estimulando os fundos especulativos a aumentarem suas posições compradas, o que também se refletiu na forte escalada dos preços nos últimos dias. O contrato Dezembro/25 do Arábica, agora o mais líquido, já está em seus níveis mais altos em mais de três meses, se aproximando dos patamares de 380 c/lb novamente.
Comercialização Global
Em relação ao comércio global, novos negócios entre os EUA e o Brasil continuam travados, uma vez que ainda não foi alcançado um acordo. Segundo a Cecafé, os compradores norte-americanos começaram a pedir às empresas sediadas no Brasil que adiassem os embarques de café para o país, a fim de evitar a tarifa de 50%. Na semana passada, o presidente da Cecafé, Marcio Ferreira, comentou que as indústrias de café dos EUA têm estoques para 30 a 60 dias, o que lhes dá alguma margem para esperar um pouco mais pelas negociações em andamento e uma possível isenção das tarifas sobre o café.
No entanto, de acordo com análises da Hedgepoint, a maior parte das outras origens estão na entressafra, com estoques limitados, e não se espera maior disponibilidade até meados de novembro, após o início da colheita principal da safra 25/26. Os diferenciais na maior parte da Ásia, América Central, Colômbia e África Oriental aumentaram nas últimas semanas, refletindo esse cenário.
“Esse quadro de menor oferta pode forçar os importadores e torrefadores dos EUA a procurar café brasileiro. Enquanto isso, o governo brasileiro divulgou um pacote de ajuda para empresas afetadas pelas altas tarifas dos EUA. O pacote se concentra em linhas de crédito para exportadores e compras governamentais de produtos com dificuldade em encontrar mercados alternativos. Se o governo brasileiro começar a competir com o setor privado pelo café, isso poderá afetar os diferenciais de preço físico. No entanto, nenhuma medida adicional foi tomada até o momento”, afirma.
22/08/2025
Café brasileiro é essencial para os americanos, diz representante do setor - CNN
GIRO
...Representantes do setor cafeeiro brasileiro buscarão diálogo com autoridades americanas para discutir tarifas, destacando importância do produto para controle inflacionário
O setor cafeeiro brasileiro intensifica esforços para dialogar com autoridades americanas sobre as tarifas impostas ao produto, ressaltando a importância estratégica do café brasileiro para o mercado dos Estados Unidos. O Brasil representa mais de 30% do fornecimento de café para os consumidores norte-americanos.
A missão brasileira, liderada pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), planeja encontros com representantes do governo americano e parlamentares republicanos para discutir as tarifas comerciais.
Em entrevista à CNN, Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, traz suas expectativas para as negociações.
Diálogo e esclarecimentos
O Cecafé já iniciou conversações preliminares com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, identificando a necessidade de corrigir informações imprecisas sobre o mercado cafeeiro. As discussões abordam especialmente as projeções de safra e as atuais dificuldades enfrentadas pela produção brasileira.
A iniciativa privada brasileira destaca que o café nacional é fundamental para evitar pressões inflacionárias no mercado americano. No entanto, o setor reconhece que as negociações precisam avançar também no âmbito governamental, considerando que outros setores da economia brasileira foram igualmente afetados pelas medidas tarifárias.
As negociações serão conduzidas em parceria com a National Coffee Association, buscando estabelecer um diálogo construtivo que beneficie ambos os países. O setor enfatiza a urgência das discussões para resolver as questões comerciais pendentes entre Brasil e Estados Unidos.
22/08/2025
Em alta, preço do café atinge maior valor em três meses na bolsa de Nova York - Globo Rural
GIRO
...Com a colheita de café no Brasil já encerrada, o mercado volta a se deperar com dificuldades para encontrar novas fontes de fornecimento. Nesse cenário de oferta restrita, os preços do café arábica subiram 3,27% na bolsa de Nova York nesta quinta-feira (21/8), com o contrato para dezembro precificado a US$ 3,65 a libra-peso, maior patamar em três meses.
Os preços do café estão pressionados positivamente pelas preocupações com o clima no Brasil. As geadas no início do mês ainda reverberam no mercado, à medida que as perdas calculadas podem reduzir o potencial de produção do Brasil no próximo ano. Segundo projeção da StoneX, o fenômeno teve impacto de 424 mil sacas no Cerrado Mineiro. Um número maior que previsto anteriormente pela Expocacer.
"Essa geada pegou o mercado de surpresa, pois ela não aparecia nos modelos de clima. E as perdas provocadas pelo frio podem ser ainda maiores, mas só dá para confirmar isso após a florada", destaca Fernando Maximiliano, analista de StoneX.
As notícias sobre a disponibilidade de café também são pessimistas para o ciclo 2025/26, cuja colheita foi concluída recentemente. Sem revelar detalhes, Maximiliano afirmou que a StoneX irá reduzir novamente a previsão de colheita de café brasileira. Em abril, última estimativa da consultoria, a projeção indicava 64,5 milhões de sacas.
"Iremos efetuar um corte na estimativa de produção de uma safra que já era pequena. Então nós temos um cenário de oferta e estoques restritos, geada inesperada, e ainda o tarifaço que estão mantendo os preços do café em patamares elevados", detalha.
22/08/2025
GIRO
Nestlé Brasil sabe quando o cafezinho vai acabar - Baguete.com
21/08/2025
Ainda pressionados pela oferta, preços do café trabalhavam com ganhos na manhã desta 5ª feira (21) - Notícias Agrícolas
MERCADO
"...Os preços do café seguiam trabalhando com ganhos nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (21).
Preocupações climáticas no Brasil, com a oferta mais restrita de café nos EUA, já que compradores americanos estão anulando novos contratos de compra de grãos brasileiros devido às tarifas de 50%, e os baixos níveis dos estoques estão deixando o mercado nervoso.
A menor produção da atual safra brasileira, e o rendimento abaixo das expectativas para a safra de arábica, também vêm pressionando os contratos em NY. "Os contratos futuros do café arábica avançaram em Nova York para o nível mais alto em dois meses, já que os produtores no Brasil estão retendo os grãos e persistem as preocupações sobre o clima frio restringindo a produção da safra 26", aponta informações do portal Bloomberg.
Ainda pressionados pela oferta, preços do café trabalhavam com ganhos na manhã desta 5ª feira (21)
Publicado em 21/08/2025 09:58 e atualizado em 21/08/2025 11:53
Tarifa americana segue no radar do mercado
Logotipo Notícias Agrícolas
Os preços do café seguiam trabalhando com ganhos nas bolsas internacionais na manhã desta quinta-feira (21).
Preocupações climáticas no Brasil, com a oferta mais restrita de café nos EUA, já que compradores americanos estão anulando novos contratos de compra de grãos brasileiros devido às tarifas de 50%, e os baixos níveis dos estoques estão deixando o mercado nervoso.
A menor produção da atual safra brasileira, e o rendimento abaixo das expectativas para a safra de arábica, também vêm pressionando os contratos em NY. "Os contratos futuros do café arábica avançaram em Nova York para o nível mais alto em dois meses, já que os produtores no Brasil estão retendo os grãos e persistem as preocupações sobre o clima frio restringindo a produção da safra 26", aponta informações do portal Bloomberg.
Perto das 9h30 (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 185 pontos no valor de 362,10 cents/lbp no vencimento de setembro/25, um ganho de 330 pontos no valor de 356,75 cents/lbp no de dezembro/25, e um aumento de 320 pontos negociado por 346,90 cents/lbp no de março/26.
O robusta trabalhava com baixa de US$ 1 no valor de US$ 4,645/tonelada no contrato de setembro/25, um aumento de US$ 15 cotado por US$ 4,416/tonelada no de novembro/25, e um ganho de US$ 23 no valor de US$ 4,281/tonelada no de janeiro/26.
21/08/2025
CLIMA
Preços sobem no Vietnã, chuvas fortes podem prejudicar cerejas indonésias.
21/08/2025
Empresas dos EUA que compram café do Brasil dizem que não devem renovar contratos - Folha de São Paulo
GIRO
...As empresas exportadoras de café nos EUA estão evitando novos negócios com o Brasil, principal produtor mundial, após a tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump entrar em vigor no começo deste mês.
Empresas não assinaram novos contratos e estão buscando flexibilidade nos acordos existentes para não pagar as taxas mais altas, segundo uma dúzia de corretores, torrefadores e exportadores contatados pela Bloomberg. Alguns compradores dos EUA estão pedindo extensão dos prazos de envio na esperança de que as tarifas possam ser reduzidas posteriormente, de acordo com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Negócios entre os EUA e o Brasil "estagnaram completamente", afirmou o corretor de café Thiago Cazarini. "Ninguém está realmente comprando nada", disse.
Cerca de um terço do produto não torrado dos EUA normalmente vem do Brasil, um país com o qual Trump está envolvido em um conflito comercial, em parte devido ao que ele chama de "perseguição politicamente motivada" ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliado político de Trump, Bolsonaro enfrenta julgamento por tentativa de golpe contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que derrotou Bolsonaro nas eleições de 2022.
Trump anunciou inicialmente tarifas de 10% sobre o Brasil e outros países em abril, antes de impor taxas de 50% sobre a potência agrícola sul-americana que entraram em vigor em 6 de agosto.
A Zaza Coffee, torrefador da Flórida, obtém cerca de um quarto de seus grãos do Brasil e atualmente tem estoque para 14 a 16 semanas. A empresa está procurando substituí-los por café da América Central, Peru e México, comentou JP Juarez, diretor de inovação de café da Zaza.
"Temos uma certa janela dentro dessas 14 semanas em que talvez algo possa mudar no caso das tarifas", disse Juarez. "[Mas] no cenário de manter as tarifas nesses níveis, provavelmente não vamos pedir café brasileiro", revelou.
Muitos torrefadores relutam em mudar misturas de longa data por causa do que pode ser uma política de curto prazo. A participação dominante do Brasil torna seus grãos quase insubstituíveis, com poucas alternativas capazes de igualar seus volumes, apontou Christian Wolthers, diretor executivo da importadora Wolthers Douqué, com sede na Flórida.
Os torrefadores também podem não querer alterar o perfil das misturas às quais os clientes estão acostumados. O Brasil é o maior exportador mundial do café arábica, considerado mais suave que o robusta e é o único tipo de grão usado pela rede de cafeterias Starbucks.
"Os torrefadores têm misturas que gostam de manter o mais consistentes possível em qualquer ambiente de custos", disse o analista Jim Watson, do Rabobank.
Mesmo assim, o comércio de café entre os EUA e o Brasil pode continuar a desacelerar, seguindo uma tendência observada até agora este ano. A marca de café estilo cubano Café Aroma está entre os torrefadores "trabalhando para importar cafés onde a tarifa aplicável tem mais previsibilidade", disse a vice-presidente Bernadette Gerrity. Também está comprando mais futuros de café para se proteger contra custos mais altos.
Depois do Brasil, Colômbia, Vietnã e Honduras são as maiores fontes de café para os EUA em termos de quantidade, de acordo com o Departamento de Agricultura. O Vietnã produz principalmente o café robusta, uma variedade mais barata que a maioria dos norte-americanos conhece apenas do café instantâneo.
As importações norte-americanas desses grãos poderiam subir para "máximos históricos", já que as tarifas sobre o país são de apenas 20%, segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.
Os EUA também poderiam aumentar as importações da Indonésia e Uganda, que têm tarifas substancialmente mais baixas que o Brasil, disse ela. Ofertas limitadas de café hondurenho já estão com preços entre 0,30 e 0,40 libras (de R$ 2,21 a R$ 2,95) acima do mercado futuro, enquanto exportadores colombianos não têm oferecido preços caso o mercado dispare posteriormente, disse Tomas Araujo, trader sênior da StoneX.
Uma mudança para longe dos grãos brasileiros nos EUA provavelmente desviaria mais desses suprimentos para a Europa, oferecendo alívio para compradores de lá que buscam grãos que cumpram as próximas regras de desmatamento do bloco, de acordo com Dave Behrends, chefe de negociações da Sucafina. Mais grãos também iriam para o crescente mercado de café na China, deixando os torrefadores norte-americanos enfrentando um mercado mais caro.
Enquanto a Gregorys Coffee, com sede em Nova York, teve a sorte de receber seu último carregamento do Brasil em 2 de agosto, antes das tarifas mais altas entrarem em vigor —deixando-a abastecida até meados de novembro— eventualmente precisará importar outro lote já contratado com a taxa mais alta, disse o CEO, Gregory Zamfotis. A empresa, assim como outros torrefadores menores, está se preparando para o impacto.
"Absorver uma tarifa de 10% é quase impossível para uma pequena empresa fazer inteiramente por conta própria", comentou Daria Whalen, diretora de café da Ritual Coffee Roasters, de San Francisco. "Parte disso tem que ser repassada aos clientes —e 50% parece impressionante e intransponível".
20/08/2025
Nova pesquisa esclarece as maiores ameaças ao Arábica - Global Coffee Report
GIRO
...Cientistas climáticos chineses identificaram os fatores estressantes que têm o maior impacto na produtividade do café arábica em ambientes subtropicais, sendo o estresse pelo frio o mais prejudicial.
Os pesquisadores estudaram 30 anos de dados climáticos e de produtividade de café em Yunnan , a região cafeeira mais produtiva da China. A maior parte do que se sabe sobre o impacto dos estressores climáticos na produtividade do café se baseia em regiões tropicais de cultivo, enquanto Yunnan é classificada como subtropical.
“Como as mudanças geográficas para latitudes mais altas são propostas como uma adaptação ao aquecimento climático, compreender a resposta da produtividade do café aos estressores climáticos em áreas marginais de cultivo é crucial”, escrevem os autores.
Utilizando modelos aditivos generalizados, os pesquisadores identificaram os estressores climáticos críticos e quantificaram seu impacto na produtividade. Seus resultados demonstraram que a produtividade do café pode diminuir em 18,9% a cada grau Celsius de redução na temperatura mínima diária do ar durante a maturação.
No período estudado, o estresse pelo frio (geada) foi o que mais contribuiu para a perda de produtividade em 66% dos condados estudados, seguido pela seca e, por fim, pelo estresse pelo calor. Os pesquisadores destacam que o estresse pelo frio foi pouco abordado em análises anteriores.
“Nossos resultados podem enriquecer a compreensão das interações entre clima e produção de café e ressaltar a necessidade de focar no estresse pelo frio em potenciais regiões produtoras de café sob futuras mudanças climáticas”, escrevem os autores.
“Nossa análise pode fornecer explicitamente informações importantes para apoiar as iniciativas de Yunnan na melhoria da infraestrutura de prevenção de desastres para a proteção da produção de café.”
18/08/2025
Como a Green Coffee Company se tornou a maior produtora de café da Colômbia e está conquistando os EUA. - Forbes
GIRO
...Com alianças estratégicas com a NFL e o Chicago Cubs, e um investimento de US$ 35 milhões em uma zona de livre comércio em Ciudad Bolívar, Antioquia, a Green Coffee Company está avançando em seu objetivo de transformar a indústria do grão à prateleira.
Em apenas oito anos, a Green Coffee Company (GCC) passou de operar três fazendas em Salgar, no sudoeste de Antioquia, para se estabelecer como a maior produtora de cafés especiais da Colômbia.
Com mais de 9 milhões de árvores plantadas em 2.100 hectares produtivos, de um total de 4.200 em 45 fazendas que possui atualmente, a empresa, que faz parte da empresa de investimentos americana The Legacy Group , opera em seis municípios do sudoeste de Antioquia e tem um modelo de negócio que combina a produção própria com a compra direta de cerejas de café de pequenos e médios cafeicultores.
Este último programa teve um impacto significativo na região: em 2022, a GCC comprou 2 milhões de quilos de cerejas; em 2024, esse número chegou a 19 milhões, de 1.300 produtores, 90% deles pequenos produtores, em 10 municípios do sudoeste de Antioquia. Além de oferecer preços competitivos, a empresa promove o programa "G Plus", que oferece treinamento técnico, financeiro e de sustentabilidade aos cafeicultores parceiros.
Com a verticalização como roteiro, a GCC controla toda a cadeia de valor, dos viveiros ao café torrado, explica Yvonne Windmüller, presidente e diretora financeira global da empresa desde março deste ano.
“Com a verticalização, queremos ir do viveiro à muda e abastecer todo o processo produtivo com o objetivo de chegar às gôndolas dos supermercados ou diretamente ao cliente nos Estados Unidos”, explica o presidente da empresa, que também exporta para Europa (12%) e Ásia (3%).
Com ampla experiência no setor varejista, onde atuou como Chief Financial Officer (CFO) do Grupo Éxito, liderando a dupla listagem da rede nas Bolsas de Valores do Brasil e de Nova York em dezembro de 2020 e setembro de 2023, respectivamente, Windmüller também foi associada na área financeira à Uniban, maior comercializadora internacional de produtos agrícolas do país.
Em 2024, a GCC deu um salto estratégico ao assinar uma parceria com Juan Valdez para distribuir seu café para mercados institucionais e de varejo nos EUA e Canadá.
Essa parceria não só permite que a empresa entre no mercado com uma marca reconhecida, mas também fortaleça o posicionamento do café colombiano de alta qualidade, certificado pela Rainforest Alliance e Fair Trade.
Germán Bahamón, gerente da Federação de Cafeicultores, explica que a aliança — criticada por alguns cafeicultores — permitirá ao sindicato aumentar em quase dez vezes sua receita no segmento institucional e no grande varejo, chegando a US$ 100 milhões até 2030.
A estratégia comercial da GCC é apoiada por alianças com franquias esportivas como o Los Angeles Rams e o Chicago Cubs, buscando se conectar com consumidores jovens do mercado de massa por meio do futebol americano e do beisebol, e reforçar a narrativa global da marca de café premium 100% colombiano de alta qualidade e rastreável nos lares norte-americanos.
"Somos a força que abre mercados, e essas alianças com o Chicago Cubs e o Los Angeles Rams representam um passo fundamental na estratégia de posicionamento da Juan Valdez nos Estados Unidos", explica Windmüller, que projeta vendas de US$ 8 milhões em café torrado neste ano nos canais de varejo e institucionais nos Estados Unidos.
O café verde é importado pela GCC nos Estados Unidos e torrado pela Royal Cup Coffee, uma das principais empresas do setor naquele país, antes de ser comercializado por vários canais.
Planos futuros
Até o momento, o GCC investiu mais de US$ 100 milhões em fazendas, infraestrutura e recursos humanos na Colômbia.
A empresa sediada na Flórida levantou pela primeira vez a possibilidade de um IPO em 2026 em junho de 2023.
"Para isso, estamos trabalhando na construção e fortalecimento de processos e controles como bases sólidas para um crescimento lucrativo e sustentável", diz Windmüller.
Na Colômbia, a empresa está desenvolvendo um ambicioso projeto para estabelecer uma zona de livre comércio em Ciudad Bolívar, no sudoeste de Antioquia. O projeto inclui uma nova debulhadora, um moinho úmido de alta capacidade para processar 500.000 quilos de cerejas por dia e um destilador para usar subprodutos do café, como mucilagem e casca, para produzir etanol. O investimento total é de cerca de US$ 35 milhões.
"Vamos começar pela debulhadora, que é a questão principal, visto que já temos duas unidades de beneficiamento em operação", disse o presidente da GCC, que emprega cerca de 400 pessoas, embora o número aumente dez vezes durante a época da colheita.
Sobre a queda dos preços, Windmüller disse que para lidar com a volatilidade do mercado — gerada pelas expectativas para a safra brasileira — eles vão se concentrar em processos internos, "tentando controlar o que pode ser controlado, que são eficiência e produtividade".
Em relação às expectativas de produção, ele revelou que projetam aproximadamente 10 milhões de quilos de cerejas este ano e a compra de 13 milhões de quilos, o equivalente a uma produção de 46.000 sacas de café verde. Esses números são inferiores aos de 2024, quando Antioquia alcançou uma colheita historicamente alta.
Ele também se referiu ao impacto da tarifa de 10% sobre as exportações colombianas para os Estados Unidos. "Na verdade, acaba tendo um impacto no consumidor final. Em termos de competitividade, não tivemos um impacto significativo porque todos os países produtores estão no mesmo barco."
Embora 2024 seja um ano de transição e margens menores devido ao acúmulo de estoque de café torrado nos EUA, para sair de um negócio comoditizado (café verde) graças à aliança com Juan Valdez, a GCC espera fechar o ano do café com lucratividade, embora menor do que em 2024.
"A subsidiária colombiana está atualmente fazendo um investimento significativo em seu capital de giro e despesas. É uma questão sazonal, que nos obriga a passar do prejuízo para a lucratividade quando colho minha colheita e a vendo", disse Windmüller, que observou que, por enquanto, o mercado local colombiano não está em seus planos imediatos, embora a exploração futura não esteja descartada.
15/08/2025
Exportadores de café ainda aguardam isenção tarifária dos EUA - Valor Econômico
GIRO
...Os exportadores de café brasileiros receberam bem as medidas anunciadas recentemente pelo governo federal para apoiar as empresas afetadas pelo aumento de tarifas dos EUA, mas os líderes do setor dizem que ainda estão aguardando detalhes e permanecem focados em garantir um acordo bilateral para remover as tarifas sobre as remessas de café para o mercado americano.
A principal questão é se o programa Reintegra — por meio do qual os exportadores podem recuperar a totalidade ou parte dos impostos federais pagos durante a produção — se aplicará aos grãos de café verde. Essa categoria representa mais de 90% das exportações de café do Brasil para os EUA.
Marcos Matos, CEO do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou que o café verde não é atualmente coberto pelo Reintegra, ao contrário dos cafés torrados, moídos e solúveis, que têm direito a créditos tributários de 3% a 6%, dependendo do porte da empresa. "Precisamos incluir os códigos NCM para café verde no Reintegra para que os exportadores possam se beneficiar", disse ele em um vídeo divulgado ontem.
O Sr. Matos enfatizou que a principal prioridade do setor é negociar a inclusão do café na lista de isenções tarifárias dos EUA. “Brasil e EUA são insubstituíveis como produtores e consumidores, respectivamente”, disse ele. “Uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro significa perda de competitividade e custos mais altos em um momento em que a oferta de arábica já está escassa.”
Vinicius Estrela, diretor executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), classificou o pacote do governo como "positivo" e afirmou que ele oferece iniciativas de curto prazo que "dão ao setor algum direcionamento para enfrentar a crise", embora também tenha observado que mais detalhes são necessários. "As medidas atendem às necessidades imediatas do setor e dão tempo para o governo negociar uma solução permanente", disse ele.
A tarifa americana terá um "impacto significativo" nas exportações da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, segundo seu presidente, Carlos Augusto Rodrigues de Melo. Em discurso no Fórum Café e Clima online ontem, o Sr. Melo disse que a cooperativa está trabalhando com parceiros americanos e o Cecafé para encontrar uma maneira de manter os embarques.
Os EUA consomem 25 milhões de sacas de café anualmente, enquanto o Brasil exporta 8,1 milhões de sacas para o país. Só a Cooxupé responde por entre 1,5 milhão e 1,8 milhão dessas sacas. "É um volume muito relevante para a cooperativa", disse Melo. "Temos mantido um diálogo direto com nossos clientes, que compram grandes quantidades para abastecer a Starbucks."
O Sr. Melo reconheceu que a tarifa pode prejudicar os embarques, mas disse que isso não torna as exportações inviáveis por enquanto, dada a oferta global restrita. Isso pode mudar, alertou, quando outros países produtores recolherem suas colheitas nos próximos meses.
Para diversificar mercados, a Cooxupé enviará uma delegação à Ásia para promover seu café. “Não deixaremos de fornecer para os EUA. Acho que é só uma questão de tempo até que isso se resolva, mas não podemos ficar inertes. Precisamos permanecer vigilantes e engajados”, disse o Sr. Melo.
O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, observou que a cooperativa exporta café de alta qualidade para os EUA, que ainda pagam mais de US$ 4 por libra. "Precisamos desse mercado para o nosso café premium. É difícil encontrar outro comprador disposto a pagar esse preço", disse ele.
15/08/2025
Tarifa dos EUA sobre café pressiona cadeia brasileira e ameaça exportações, diz diretor do Cecafé - CNBC
GIRO
...As tarifas impostas pelos Estados Unidos afetam diretamente a competitividade do café brasileiro e ameaçam uma relação comercial histórica, disse o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“O Brasil é insubstituível na produção e os EUA são o maior consumidor mundial. Hoje, 50% de taxação tira nossa competitividade, mas prejudica principalmente o consumidor norte-americano, que não tem onde buscar esse café. Nosso foco principal tem que ser a negociação bilateral e a inclusão na lista de exceção”, afirmou.
Sobre o plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal como forma de mitigar os efeitos das tarifas, ele disse que ainda há falta de clareza. “Avaliamos o que foi publicado no Diário Oficial e o projeto de lei sobre o Reintegra, mas ainda temos mais dúvidas do que respostas. Precisamos entender quais serão os limites de crédito, as taxas de juros e como os recursos serão aplicados”.
Para o especialista, a ausência do café na lista de isenções tarifárias também gerou frustração. “Tudo indicava que estaríamos na lista pela importância econômica do café e pelo momento crítico dos estoques mundiais. As estatísticas enganam: a produção brasileira caiu, o beneficiamento teve rendimento menor, e o mercado está apertado. Mesmo assim, vemos concorrentes como Vietnã e Indonésia avançando em acordos bilaterais, e o Brasil precisa agir com urgência”.
Apesar da queda no volume exportado, a receita cambial do setor atingiu recordes. “Tivemos embarques 20% menores, mas batemos recorde de receita em julho. Isso é reflexo direto da estrutura de mercado: quando o Brasil produz menos, o preço sobe. Estamos no quarto ano seguido em que o consumo global supera a produção, e as variáveis climáticas tornam o cenário futuro ainda mais incerto, o que pressiona os preços para cima”.
Matos explicou que, por enquanto, os embarques seguem dentro da normalidade, mas o futuro preocupa. “Os contratos de curto prazo começam a ser postergados, o que é ruim porque o mercado está invertido, ou seja, o futuro é mais barato que o presente. Além disso, os juros são altos e, se houver quebra de contrato, vira dívida cara para o exportador”. Precisamos de medidas mais amplas e, acima de tudo, de negociação direta entre os governos para resolver esse impasse”.
15/08/2025
Café barateou por causa do tarifaço? Veja o que dizem especialistas - CNN Brasil
GIRO
...Pela primeira vez em um ano e meio, os preços do café moído registraram queda no Brasil. Segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados na terça-feira (12), o valor caiu mais de 1% em julho.
O respiro é bem-vindo. Isso porque, no ano, o produto registra uma alta de 41,46%. Em 12 meses, a porcentagem é ainda mais significativa: 70,51%.
Levando em conta as mercadorias registradas pelo índice do IBGE, o preço do grão é, de longe, o que mais subiu no período.
Se a notícia é boa para adictos de cafeína Brasil afora, do outro lado, a história é outra. A queda no IPCA acontece em um momento delicado para a indústria, que ficou de fora da lista de isenções à tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo de agosto.
Questionados pela CNN sobre uma possível correlação dos fatos, especialistas foram unânimes: as tarifas não impactaram o dado do IBGE — ainda.
Melhora de safra
Primeiro: os dados são de julho, e o tarifaço entrou em vigor no dia 6 agosto.
Pavel Cardoso, presidente da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), também explica que já existia uma expectativa de melhora nas safras brasileiras de café tipo arábica e robusta no 1º trimestre.
Safras mais produtivas — leia-se: maior quantidade de café por porção de terra disponível — geraram uma queda no preço ao produtor a partir de abril. Mas, para que esse impacto saia do campo e chegue às xícaras brasileiras, "é preciso colher o café, secar, beneficiar, torrar, embalar e transportar às prateleiras.
O processo, via de regra, demora em torno de três a quarto meses. Por isso vemos uma queda agora", complementa Matheus Dias, economista do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia).
Além disso, diversos fundos não-comerciais (os mesmos que tracionaram esse mercado no ano passado, levando às porcentagens exorbitantes citadas no início deste texto) saíram do mercado, espantados com a previsão positiva.
Felippe Serigati, coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio do FGV Agro, explica: sempre há um lado financeiro que impacta diretamente a cotação de preço.
"Os fundos apostam a favor ou contra a commodity. Quando ele acredita que o preço vai subir, monta posição. Quando entende que vai cair, desmonta. Como isso contribui para a formação de preço, a entrada do fundo eleva os valores, a saída ajuda a cair", diz.
Os fundos, que haviam apostado na alta do preço, repensaram estratégia.
Dias também atribui a queda, naturalmente, ao nível de preços atual. Com o preço tão elevado, há uma retração na demanda. É aquilo: quando a busca um produto diminui e a oferta permanece a mesma, o preço tende a cair.
"Enxergo que estes são os principais componentes para o dado do IPCA", adiciona.
No futuro, quem sabe?
Sobre as tarifas de 50% aos Estados Unidos, os especialistas divergem acerca do impacto. Cardoso, da Abic, ainda está esperançoso com uma renegociação das tarifas, incluindo o café aos 694 produtos cujas exportações à terra do Tio Sam foram taxadas em apenas 10%.
Na hipótese de manutenção, ele acredita que haverá uma desestabilização em toda cadeia de suprimentos mundial.
A linha de raciocínio do especialista é a seguinte: a indústria americana deve tentar acessar o mercado do Vietnã, que já tem destinos devidamente formados. Isso causará um desarranjo nos contratos já firmados. Somado a isso, os países da América Central, como a Colômbia, por exemplo, já exporta grandes volumes aos EUA.
"Na nossa avaliação, isso vai aumentar os preços no longo prazo, ou trazer maior volatilidade. Não o contrário", argumenta.
"Somado a isso, vivemos um ambiente em que os estoques, tanto nos países produtores quanto cconsumidores são historicamente baixos. Apesar das previsões positivas, avaliamos que a safra de 2025 será inequivocamente menor do que 2024", complementa.
Matheus Dias, por sua vez, traz outro fator relevante: a China. O consumo de café no país disparou nos últimos 10 anos, e o Brasil vem assumindo papel de exportador para lá.
Contudo, a compensação do mercado norte-americano é improvável: enquanto, em 2024, os EUA recebeu 8 milhões de sacas daqui, a China comprou menos de 1 milhão.
"O país não vai suprir, mas talvez consiga absorver parte da demanda. Ou, ainda, fazer a triangulação: comprar o café em grão, industrializar, colocar um selo chinês e revender aos EUA", diz o especialista do Ibre.
"Isso escoaria a produção e não geraria uma sobreoferta aqui".
Enquanto o cenário não se concretiza, a depender do avanço das safras, Peçanha entende que o preço poderá, sim, ser impactado no Brasil: para baixo. Mas é tudo especulativo.
"Depende do clima, da qualidade da terra, de pragas", explica.
Fatores naturais, portanto. Algo que nenhum produtor, consumidor ou fundo controla.
Serigati acredita que a queda no preço deve, sim, continuar. Mas finaliza com uma comparação: em maio deste ano, as granjas do sul do país foram impactadas por um surto de gripe aviária, que levou a morte de milhares de aves e bloqueou as exportações brasileiras do produto para mais de 20 destinos.
"O embargo foi enorme, muito maior que o tarifaço. Mas alguém chegou a ver o preço do frango mais barato? Se alguém viu, avise o IBGE, pois ele não captou", brinca.
Na linha do especialista, o impacto para cima ou para baixo deve fazer pouca diferença para o bolso do consumidor. A ver.
15/08/2025
GIRO
Clima afetou rendimento das lavouras de café, diz Cooxupé - Globo Rural
15/08/2025
Brasil encerra colheita de café com arábica em queda e conilon em alta; clima foi decisivo - Dinheiro Rural
GIRO
A safra de café 2025 no Brasil apresentou um cenário distinto para as duas principais espécies cultivadas no país. Embora a estimativa inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada em maio, indicasse um crescimento de 2,7% na produção total em relação a 2024, os números da colheita podem dar um panorama mais complexo.
O café arábica foi o mais afetado, com queda estimada de 6,6% na produção, resultado da bienalidade negativa e de um período prolongado de seca que prejudicou o desenvolvimento dos grãos. Já a espécie canephora (robusta/conilon) confirmou as expectativas de alta, com crescimento próximo de 27,9%, sustentando o volume total da safra.
Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, a colheita nacional está 94% concluída, com o conilon mantendo bons resultados e o arábica em 91%, mas com relatos crescentes de produtores sobre quebra de renda, sugerindo que o volume final pode ser ainda menor do que o previsto.
“A safra de 2025 evidenciou como as oscilações climáticas influenciam diretamente a produtividade do café no Brasil. Tivemos períodos de chuva acima da média em regiões-chave, o que beneficiou o conilon, mas também enfrentamos estiagens prolongadas em áreas de arábica, impactando a formação e a qualidade dos grãos”, afirma Gabryele de Carvalho, meteorologista da AtmosMarine.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontam que, em maio, o Sul de Minas e o litoral do Espírito Santo registraram chuvas acima da média, enquanto Rondônia e Paraná tiveram déficit hídrico. Em junho, o cenário se inverteu, com precipitações acima da média no Sudeste e Sul, incluindo Espírito Santo, Sul de Minas, São Paulo e Paraná. Em julho, a maior parte das regiões produtoras, como Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rondônia, registrou índices dentro da média histórica, mas o Paraná seguiu com chuvas abaixo do normal.
A previsão para agosto indica manutenção da precipitação na média na maior parte do país, mas com possibilidade de chuvas acima do normal no norte de São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. No Paraná, a tendência é de índices abaixo da média. Rondônia deve registrar entre 60mm e 80mm no mês, enquanto Espírito Santo, norte de São Paulo e sul da Bahia e Minas Gerais devem receber cerca de 60mm.
15/08/2025
Entenda como vai funcionar a compra de produtos atingidos pelo tarifaço - Globo Rural
GIRO
...A Medida Provisória 1.309/2025, publicada nesta quarta-feira (13/8), com iniciativas para apoiar setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, autoriza de forma excepcional a aquisição, por órgãos da administração pública, de alimentos que deixaram de ser exportados por produtores rurais ou pessoas jurídicas em virtude da imposição das tarifas adicionais pelos americanos.
A norma prevê que os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário deverão publicar um ato para estabelecer a forma de comprovação dos requisitos para fins de habilitação à contratação das compras governamentais e a lista de gêneros alimentícios que poderão ser adquiridos.
Na aquisição excepcional de gêneros alimentícios será permitida a contratação direta, por meio de dispensa de licitação. Além disso, o governo vai admitir a apresentação simplificada de comprovações, bem como dispensar a elaboração de estudos técnicos preliminares para basear as aquisições.
O preço estimado para compra dos produtos será definido a partir da média dos valores encontrados em pesquisa entre os potenciais fornecedores de produtos enquadrados. Os contratos terão vigência de até 180 dias.
Machiaveli citou ainda o esforço do governo para abrir novos mercados para produtos da agricultura familiar que fazem parte da cesta de exportação aos EUA, como açaí, frutas e pescados. "Há um esforço para pactuar outros destinos e amparar a agricultura familiar", disse a jornalistas.
O termo de referência simplificado, para comprovação das compras, deverá prever a definição do objeto, a fundamentação simplificada da contratação, a descrição resumida da solução apresentada, os requisitos da contratação, os critérios de medição e de pagamento, a estimativa de preços obtida por meio dos critérios estabelecidos, e a adequação orçamentária.
A MP diz ainda que os órgãos e as entidades da administração pública deverão disponibilizar, em seus sites oficiais, informações sobre a estratégia adotada para mitigar os efeitos das tarifas adicionais aos produtos brasileiros pelos EUA, indicando as políticas públicas que serão atendidas com a aquisição dos alimentos.
A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, disse que as medidas anunciadas na MP "Brasil Soberano" também têm um "olhar específico" para a agricultura familiar. Segundo ela, o segmento está dentro da cadeia exportadora, com produtos como frutas, pescados, castanhas e mel, que poderão ser adquiridos pelos órgãos públicos de maneira "muito simplificada".
A secretária disse que essa é uma forma de absorver a produção que deixará de ser embarcada aos americanos e destinar os produtos à alimentação das crianças nas escolas do país e de outras pessoas em outras entidades contempladas pelas compras governamentais.
Machiaveli disse ainda que o governo vai retomar a modalidade de Formação de Estoques do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), como forma de apoiar as cooperativas que serão afetadas pelas tarifas. Segundo ela, a iniciativa vai permitir que essas entidades tenham capital de giro para fazer o carregamento de estoques durante o período mais turbulento das relações comerciais.
14/08/2025
Governo apresenta plano 'antitarifaço', com medidas tributárias e crédito - Globo Rural
GIRO
...O governo federal apresenta nesta quarta-feira (13/8) o chamado plano de contingência, pacote elaborado pela equipe econômica para reduzir os efeitos do tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
A medida provisória (MP) batizada de plano "Brasil Soberano" vai estender o Reintegra para todas as empresas que exportam aos EUA, informou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin.
O programa Reintegra permite que as empresas que exportam recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção de bens exportados. Segundo Alckmin, micro e pequenas empresas passarão a receber 6% de volta. Médias e grandes empresas, receberão 3% dos tributos de volta. As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto limitado de até R$ 5 bilhões.
O vice-presidente disse também que a MP vai suspender por um ano o pagamento de tributos previstos no regime especial de “drawback” para as principais empresas exportadoras afetadas pelo "tarifaço" imposto pelo presidente dos Estado Unidos, Donald Trump.
O “drawback” é um instrumento do governo federal que isenta ou suspende por um período específico a incidência de determinados tributos sobre insumos usados na fabricação de mercadorias.
“Estamos ampliando o prazo no âmbito do drawback, para dar fôlego ao exportador, para não perder o crédito tributário na importação”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Haddad acrescentou que o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) passa a contar, a partir de hoje, com recursos liberados para financiar a custo baixo os setores. “Passa a operar em todo setor de exportação do Brasil, porque não podemos contar que todo mundo consiga resolver o seu problema”, disse.
O governo fará aporte de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores para financiamento das exportações: será destinado R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) e R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES. Além disso, R$ 1 bilhão será destinado para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltado prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores.
Haddad também afirmou que a MP prevê um sistema de seguro e um sistema de crédito, que contará com fundos garantidores.
Haddad ressaltou que parte das medidas que o governo preparou no pacote de contingência não vão ser mais necessárias em 2027, uma vez que a reforma tributária já vai estar em vigor, beneficiando o exportador.
Além disso, o governo criará a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e suas cadeias.
Haverá também medidas de compras públicas. União, Estados e municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação. A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a ideia é de, por 180 dias, "abrir a possibilidade de Estados e municípios fazerem um procedimento simplificado, a partir do que está sendo oferecido no mercado brasileiro e adquirirem produtos perecíveis nesses setores afetados".
O governo também autorizou a Receita Federal a diferir cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço pelos próximos dois meses. A linha de crédito disponibilizada pelo governo federal para as empresas é de até R$ 30 bilhões.
De acordo com o ministro da Fazenda, o aporte federal no plano de contingência será feito via crédito extraordinário, fora do limite de despesas do arcabouço fiscal, mas dentro da meta de resultado primário deste ano. A meta deste ano é de déficit zero, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, o equivalente a R$ 31 bilhões.
Sobre isso, Haddad disse que, desta vez, o governo não pedirá um “waiver” para retirar a despesa do cômputo da meta fiscal, como ocorreu com os gastos para combater as enchentes no Rio Grande do Sul, no ano passado. O motivo é que o novo arcabouço fiscal prevê que despesas via crédito extraordinário fiquem fora do limite de gastos, mas dentro da meta fiscal.
13/08/2025
Os mercados futuros de café continuam em alta devido à piora das perspectivas de safra no Brasil e ao aumento das tensões comerciais causadas por tarifas - International Comunicaffee
MERCADO
"...MILÃO — A alta nos mercados futuros de café continua: no pregão de ontem, segunda-feira, 11 de agosto, o contrato de setembro do café arábica Ice subiu 3,7%, fechando a 320,70 centavos, o maior valor desde a terceira década de junho. Em Londres, o contrato mais negociado para entrega em novembro subiu 4,4%, chegando a US$ 3.664. Um fator que sustenta os preços é o baixo nível dos estoques certificados de café arábica Ice, que ontem somavam apenas 737.609 sacas – o menor nível em mais de 14 meses e meio.
O último relatório de Compromisso dos Traders da ICE Arabica viu o Fundo de Dinheiro Gerenciado aumentar sua posição longa líquida em 0,21% durante a semana de negociação até terça-feira, 5 de agosto de 2025, para registrar uma nova posição longa em 21.459 lotes.O setor de Fundos de Índice deste mercado, de natureza mais longa, diminuiu marginalmente sua posição líquida longa em 4,52%, registrando uma nova posição líquida longa de 31.569 lotes no dia.
O último relatório de Compromisso dos Comerciantes do mercado de café Robusta da ICE viu o Setor de Dinheiro Gerenciado Especulativo diminuir marginalmente sua posição líquida curta em 3,12%, durante a semana de negociação até terça-feira, 5 de agosto de 2025, para uma nova posição líquida curta de 5.671 lotes.
No Brasil , baixas temperaturas com danos muito pequenos foram registradas em um único município do Cerrado . As atualizações das áreas produtoras de Arábica continuam indicando uma safra cada vez mais decepcionante em termos de produtividade.
De acordo com o último relatório do analista de mercado Archer Consulting, muitos produtores ainda estão confirmando/assumindo um déficit na colheita de 2025/26 — prevendo uma safra de Arábica entre 20-25 milhões de sacas (déficit total estimado de mais de 30%) — enquanto outros (a maioria) continuam estimando uma colheita entre 33-36 milhões de sacas (déficit total estimado entre 12%-15%).
Se a safra brasileira cair, poderemos ver o mercado retornar em breve a 350-400 centavos de dólar por libra-peso, afirma o analista. A relação " estoques mundiais x consumo mundial " retornaria então a níveis críticos – semelhante ao que ocorreu em 2024.
Segundo a Sucafina , o principal fator por trás do rali na última semana foi a pressão crescente sobre os spreads de café, em decorrência da nova tarifa imposta de 50% sobre todas as importações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.
“O agricultor brasileiro, que detém a grande maioria de sua safra 2025/26 (agora concluindo a colheita), está extremamente bem capitalizado e não tem pressa em vender”, diz Sucafina.
“No entanto, muitos torrefadores dos EUA não acreditavam realmente que as tarifas seriam mantidas e agora são forçados a aceitar um aumento de 50% nos preços do café brasileiro ou a mudar lentamente suas misturas de café de sua maior origem.
Em termos de desespero, o mercado parece estar inclinado, mais uma vez, para que o torrefador seja forçado a absorver o máximo de dor possível e chegar ao nível em que o produtor brasileiro esteja disposto a vender.
Isso é bem compreendido pelos fundos especulativos, que agora buscam aumentar o investimento em commodities de luxo que têm demanda inelástica em relação ao preço.
Além disso, a implementação completa do EUDR em 31 de dezembro força mais uma vez a possibilidade de torrefadores na Europa acumularem estoque spot em excesso até o final do ano para evitar problemas com contratos de EUDR”, conclui o trader suíço.
12/08/2025
CLIMA
Café tem forte alta em NY após alerta de geada em lavouras do Brasil - Globo Rural
08/08/2025
Café em espera: Diante cenário sem previsibilidade, produtor vem postergando comercialização da nova safra - Notícias Agrícolas
MERCADO
...A comercialização no mercado físico brasileiro do café está em estado de espera, com os produtores adotando uma postura cautelosa diante de tantas incertezas políticas e comerciais. Mesmo com a entrada da nova safra no mercado, a falta de previsibilidade, as fortes e repentinas oscilações nas bolsas de Nova Iorque e Londres, estão mantendo os cafeicultores reistentes e dificultando o fechamento de novos negócios.
Um levantamento da consultoria Safras & Mercado apontou que no começo do mês de julho, os produtores de café do Brasil tinham vendido apenas 31% da safra 2025/26, percentual abaixo da média de cinco anos para o mesmo período.
Para o analista de café da Datagro, Daniel Pinhata, após os elevados preços registrados na safra 2024/25, os cafeicultores estão mais capitalizados, o que reduz a pressão por vendas imediatas da produção atual. “Esse comportamento é reforçado pelo atual contexto de queda nas cotações internacionais, pela expectativa de um possível repique nos preços por parte de alguns agentes de mercado e pelo aumento das incertezas políticas”, explicou o analista.
Preocupação com a produtividade e as incertezas climáticas reforçam a postura mais retraída dos produtores, “o clima exerce papel fundamental na formação dos preços futuros, especialmente entre os meses de setembro e outubro, período da florada, determinante para o potencial produtivo da safra 2026/27. Até o momento, os modelos climáticos indicam condições próximas à normalidade histórica. No entanto, qualquer piora nas previsões pode desencadear um movimento de recuperação nos preços, considerando os estoques globais ainda em níveis historicamente baixos, e a relativa inelasticidade da demanda, uma deterioração nas expectativas de oferta tende a incentivar os produtores a postergar ainda mais a comercialização”, completou Pinhata.
Outro ponto que vem travando a movimentação, são os preços atuais oferecidos no mercado. Mesmo com interesse do comprador para todos os padrões de café, há poucos produtores dispostos a fechar negócios nas bases de preços oferecidos. De acordo com o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, no início do ano o preço do café no mercado interno chegou a atingir algo em torno dos R$ 2.500 a 3 mil a saca do café arábica, e cerca de R$ 2 mil a do robusta, por isso, no momento, o produtor não estão aceitando vender “barato” e segue então esperando por novas altas. “Existe movimentação, mas estão vendendo da mão para a boca. Vendendo o necessário para cobrir caixa. Houve muita quebra na safra do arábica em algumas regiões do Brasil, algo em torno de 15 a 30%, agora estão aguardando preços melhores para não saírem no prejuízo”, comentou.
Já a atual preocupação está na tarifa de 50% imposta pelos EUA para produtos importados do Brasil que, até o momento, não isentou o café (como era esperado pelo setor). A preocupação dos impactos dessa taxação para a comercialização do café brasileiro traz mais instabilidade as futuras negociações. Nos Estados Unidos, os importadores também têm adotado uma postura cautelosa, e mantido várias negociações em pausa até uma resolução entre os dois países.
“Dessa forma, esperamos uma retomada mais significativa nas comercializações após projeções mais assertivas em relação à florada brasileira e à redução das incertezas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, destacou então o analista da Datagro.
08/08/2025
Indústria do café avalia 'triangular' exportação com outros países para vender aos EUA - Folha de São Paulo
GIRO
...Conselho de Exportadores de Café afirma que comércio pode se dar por meio de países da União Europeia, onde grãos seriam beneficiados.
A indústria nacional do café, impactada pela sobretaxa de 50% imposta por Donald Trump, avalia a possibilidade de triangular a exportação do produto para suprir a demanda dos americanos e escapar dos efeitos da tributação massiva que recai sobre os grãos nacionais.
Ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha, O diretor-geral do Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil), Marcos Matos, admitiu que essa pode ser uma das possibilidades para garantir a competitividade e a exportação do produto brasileiro.
A União Europeia, com tarifa de 15% sobre produtos exportados aos EUA, seriam um possível caminho para essas transações. Na triangulação, o mercado brasileiro vende o grão verde, que é torrado e misturado a outros grãos em outros países, para então ser vendido aos americanos.
"Os Estados Unidos são a grande referência em termos de conglomerados industriais, sede das redes de cafeterias, das marcas globais que têm indústrias em outras partes do mundo", disse Matos. "A industrialização em outro país e a reexportação também são uma hipótese. Com certeza, o americano não vai ficar sem o cafezinho brasileiro."
O representante do setor disse que tem havido avanços em negociações com os EUA e que o mercado espera que haja, em algum momento, uma redução efetiva da tarifa de 50%. "No curto prazo, o que precisamos é de uma reunião presencial, uma delegação do Brasil sentada com secretários, e também no Salão Oval. Isso é o mais importante."
Havia uma expectativa de que o café ficasse fora da lista de produtos tarifados pelos EUA. Isso acabou não acontecendo. Existe uma explicação?
Mantivemos o otimismo pensando sempre na possibilidade de o café estar numa lista de exceção. Fomos informados pelos nossos parceiros nos EUA de que, no caso do café, apesar da importância econômica reconhecida, já havia países concorrentes fazendo negociações bilaterais com o governo americano.
O Vietnã tinha uma tarifa de 46% que caiu para 20%. Indonésia tinha 32%, caiu para 19%. Nicarágua, 18%. A negociação bilateral se fazia necessária. Vários níveis hierárquicos de diversas secretarias de Tesouro, do Comércio, também deram esse feedback.
Qual a importância do mercado americano para os produtores e exportadores de café e a realidade do Brasil no resto do mundo?
O Brasil, nos últimos anos, exportou para 150 destinos diferentes, e quase 40% de tudo que existe de café no mundo é brasileiro. Os EUA representam o maior consumidor global de café, com 25 milhões de sacas, e o maior comprador de cafés do Brasil. Em 2024, 16% de tudo que a gente exportou foi para os EUA.
O redirecionamento de exportações, de novos mercados, é um trabalho de longo prazo, que tem que ser feito e está sendo feito. Mas o foco nesse momento é um mercado que é insubstituível, com benefícios para todos os lados, como é nossa relação Brasil e EUA.
Como tem sido a interlocução com o setor nos EUA, a National Coffee Association?
A National Coffee Association, com seu time de advocacy em Washington, tem um trabalho permanente com todos os secretariados.
A parte econômica é de conhecimento das autoridades. Mas isso não tira o viés de imprevisibilidade, pelas características da personalidade do presidente americano. Os próprios americanos, nossos importadores, sempre relatam esse lado da imprevisibilidade.
Foi veiculada recentemente uma possibilidade de diálogo entre Alckmin, ministro Haddad e autoridades americanas. Até uns dias atrás o cenário, quando a gente questionava, era de zero diálogo. Então, aos poucos, as coisas acontecem.
Os EUA tentam dar uma sinalização, nos bastidores, de que podem conviver com uma tarifa maior em relação ao café brasileiro, porque têm outros mercados. E a Colômbia fala que pode viver uma era de ouro no comércio de café, em função da tarifa de 10%. Esse cenário condiz com a realidade?
A verdade é que, mesmo com o café brasileiro perdendo a competitividade, o nosso produto vai continuar sendo comprado.
O Vietnã produz [a espécie] robusta, e os EUA compram 80% de cafés arábica do Brasil. Em um único mês que o Brasil exporta e consome, a gente já tem meia [produção de toda a] Colômbia.
O nosso receio é que questões inflacionárias impactem o consumo, que pode ser menor nos EUA. Isso é um jogo ruim para todos.
Há ações em curso para que o Brasil venda o café verde para outros países, como no caso da Colômbia, para lá ser beneficiado, torrado e depois revendido para os EUA?
Os EUA são a grande referência em termos de conglomerados industriais, sede das redes de cafeterias, das marcas globais que têm indústrias em outras partes do mundo.
A gente tem acompanhado a relação União Europeia-EUA, porque o trade [comércio] está lá. A indústria europeia é muito forte e ali poderia ser um caminho, por exemplo. Temos que ver exatamente como isso vai se desdobrar, o impacto que isso vai gerar no futuro para a União Europeia, que tem taxa de 15%.
Temos muitos outros cenários, mas a industrialização em outro país, o componente de reexportação, também é uma hipótese. Com certeza, o americano não vai ficar sem o cafezinho brasileiro.
Pode haver uma reexportação via Colômbia enquanto essa situação não se resolve?
O parque industrial da Colômbia não evoluiu nos últimos anos. Ela tem as mesmas indústrias há bastante tempo. Então não existe essa capacidade extra que atenda ao mercado interno colombiano. É mais provável que a gente mande para a Europa e, de lá, reexporte para os Estados Unidos, que são as maiores plantas industriais do mundo.
No curto prazo, o que o setor espera?
Nesse curto prazo, uma reunião presencial. A gente quer uma delegação do Brasil sentando com secretários e também no Salão Oval [da Casa Branca]. A gente entende que isso é o mais importante.
A negociação é base para qualquer produto do agro brasileiro. A gente vai ficar numa incerteza e risco muito grandes, enquanto não iniciar um diálogo, como as outras economias fizeram. Não vamos sair dessa situação de incerteza enquanto não começar a negociação em si, de forma presencial e pragmática.
08/08/2025
FERTILIZANTES
Tensão com os EUA pode reduzir venda de fertilizantes russos ao Brasil? - Globo Rural
08/08/2025
GIRO
Hedgepoint: Importações de café dos EUA estavam em recuperação, mas tarifas podem mudar o cenário - Notícias Agrícolas
07/08/2025
Negociação de café no Vietnã é fraca devido à baixa oferta e às fortes chuvas na Indonésia - Reuters
GIRO
...O comércio de café no Vietnã desacelerou no final da safra desta semana devido aos baixos estoques e à demanda mais fraca, enquanto fortes chuvas foram registradas na área de cultivo de café da Indonésia no meio da colheita, disseram traders na quinta-feira.
Os agricultores do Planalto Central, a maior região produtora de café do Vietnã, venderam grãos (COFVN-DAK) a 100.000-100.700 dong (US$ 3,82-US$ 3,84) por kg, em comparação com a faixa de 99.500-99.700 dong da semana anterior.
"Os produtores não estão vendendo a esses preços. É difícil para quem quer comprar grãos vietnamitas no momento", disse um comerciante do cinturão do café.
"Quase não houve atividade na semana passada. Os grãos da safra atual da Indonésia estão disponíveis a preços mais razoáveis."
Café Robusta
RC2!
o último preço se estabilizou em US$ 19, a US$ 3.340 a tonelada métrica no fechamento de quarta-feira.
Outro comerciante observou que a maioria dos armazéns estava limitando as atividades comerciais e esperando por clareza antes de tomar decisões, já que o novo ano-safra do Vietnã está previsto para começar oficialmente em dois meses, embora novos grãos possam chegar a partir de novembro.
O Vietnã exportou 1,05 milhão de toneladas métricas de café no período de janeiro a julho, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do governo. A receita com a exportação de café aumentou 64,9%, para cerca de US$ 6 bilhões no período.
As exportações de julho chegaram a 103.000 toneladas, um aumento de 34,6% em relação ao ano anterior.
Na Indonésia, o feijão de Sumatra foi cotado com um prêmio de US$ 150 em relação ao contrato de setembro/outubro, acima do prêmio de US$ 140-150 da semana passada.
Outro trader disse que os grãos foram oferecidos com um prêmio de US$ 100 a US$ 150 em relação ao contrato de novembro, em comparação com o prêmio de US$ 100 da semana passada.
Chuvas torrenciais foram registradas na área de café onde as plantações dos agricultores estão se aproximando do período de floração do café.
"Atualmente, o café precisa de tempo seco, mas ultimamente tem chovido muito, como se fosse estação chuvosa", disse um agricultor.
"O risco de apodrecimento das flores é muito alto", acrescentou.
07/08/2025
Apesar de cenário desanimador, exportadores de café não deixarão de pressionar contra tarifaço dos EUA - Globo Rural
GIRO
...A espera de atenuar o peso do tarifaço sobre o café, exportadores dão sequência a reuniões internas com entidades nacionais e internacionais para tentar qualquer tipo de avanço em relação às sobretaxas que pesam sobre as negociações do grão. Na próxima sexta-feira (8/8), o setor exportador deve se reunir para redefinir estratégias.
Uma fonte do setor de exportação contou que o trabalho continua internamente no Brasil, enquanto parceiros norte-americanos estariam acentuando as conversas com autoridades e o alto escalão do governo Donald Trump. Cartas devem ser enviadas pedindo isenção ou, ao menos, revisão da tarifa sobre o grão.
Paira um desânimo diante da vigência do tarifaço e ainda há incertezas sobre a postura do governo americano sobre o café que importa, não só do Brasil. Para a fonte, é complicado seguir na parceria com os Estados Unidos sem nenhuma contrapartida bilateral.
Em paralelo, os embarques de cargas de café que foram negociados antes do anúncio de tarifas extras seguirão os calendários dos portos e conseguirão entrar nos Estados Unidos sem a cobrança da nova alíquota.
No caso do café, a curto prazo está descartada alta no cancelamento de contrato, porque antes acontecem negociações entre as partes para chegar a uma redução de perdas para o lado brasileiro e o lado americano. Isso inclui revisão dos preços a serem cobrados.
Negociações
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) disse nesta quarta-feira (6/8) que, após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump sobre os produtos brasileiros, continuará participando de negociações para que o café brasileiro seja incluído em uma lista de isenção de taxas americanas.
Por meio de nota, a entidade disse que as negociações acontecem em conjunto com a National Coffee Association (NCA), trades, importadoras e redes de cafeteria.
O Cecafé lembrou que os EUA não cultivam em escala para atender o mercado interno, e ainda ressaltou que o país é o maior consumidor mundial, absorvendo mais de 24 milhões de sacas ao ano.
“Na eventualidade disso [isenção de taxas] não ocorrer, seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA”, destacou o Cecafé.
“Temos expectativa positiva e mantemos a esperança para que um dos cenários supracitados aconteça”, acrescentou a entidade.
Na nota, o Cecafé pontuou que o consumo do café nacional cresce em outros mercados, como Europa, e, principalmente, Índia e China. Para o conselho dos exportadores, o Brasil é o único país capaz de atender a essa demanda crescente. No entanto, esses destinos não serão capazes de absorver o volume de 8,1 milhões de sacas que é enviado aos EUA.
“Não podemos relativizar o mercado americano, que é nosso principal comprador, onde respondemos por 30% da oferta. Ou seja, há uma relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil”, pontuou a entidade.
07/08/2025
Café recua em NY avaliando tarifa americana sobre Brasil, e com aumento da produção da Colômbia - Safras & Mercado
GIRO
...A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais baixos.
Os preços caíram no dia com o mercado assimilando o primeiro dia efetivo do tarifaço de 50% dos Estados Unidos sobre as importações do Brasil. O Brasil é o principal fornecedor do café para os Estados Unidos, que é o maior consumidor mundial, responsável por cerca de 30% do que o país compra do grão. Já os EUA são o principal destino individual do café brasileiro (15% a 20% do que o país exporta anualmente).
Traders indicam que no momento o tarifaço trava e paralisa o mercado. Isso porque ainda há a expectativa e negociações para que o café (e outros produtos) possam ficar exclusos dessa regra. Assim, não faz sentido correr e pagar uma tarifa que logo adiante poderia cair. As informações partem da Reuters.
O Brasil deve buscar aumentar as exportações para a China e a União Europeia para ajudar a compensar, pelo menos parcialmente, a perda de vendas para os EUA, que podem precisar buscar suprimentos adicionais na América Central e na África.
Aumento da produção colombiana também foi importante para as perdas no dia. A produção colombiana de café totalizou 1,373 milhão de sacas de 60 quilos em julho, crescimento de 19% em relação ao mesmo mês do ano passado, recuperando-se após dois meses de queda. Este número representa o maior para julho nos últimos 10 anos, segundo dados da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC).
A produção acumulada nos últimos 12 meses (agosto de 2024 a julho de 2025) chega a 14,6 milhões de sacas, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. O ano corrente (janeiro a julho de 2025) totaliza 7,59 milhões de sacas (+9%), enquanto o ano cafeeiro (outubro de 2024 a julho de 2025) totaliza 12,48 milhões de sacas (+17%).
Em termos de comércio exterior, a Colômbia exportou 1,15 milhão de sacas em julho, representando um aumento de 12% em relação ao mesmo mês de 2024. Com informações da Reuters.
Os contratos com entrega em setembro/2025 fecharam a 293,40 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 5,30 centavos, ou de 1,8%. A posição dezembro/2025 fechou a 286,40 centavos, com declínio de 4,50 centavos, ou de 1,5%.
06/08/2025
GIRO
Nespresso cresce no Brasil com estratégias para o retorno aos escritórios - Portal Tela
06/08/2025
Agro teme sanções de Trump ao Brasil por compra de fertilizantes russos e faz alerta ao Itamaraty - Folha de São Paulo
FERTILIZANTES
...País de Putin é principal fornecedor do insumo; receio é que EUA apliquem nova tarifa ou até proíbam compra de alguns produtos brasileiros.
O agronegócio brasileiro, já pressionado em diversos setores pela sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passa a valer nesta quarta-feira (6), teme que a ameaça de uma nova retaliação se concretize em um dos pontos mais frágeis de sua cadeia produtiva: os fertilizantes.
Conforme informações obtidas pela Folha, representantes do agro, tanto de empresas quanto da bancada ruralista no Congresso, fizeram chegar o alerta ao Itamaraty sobre possíveis sanções que o Brasil pode sofrer, a partir da sexta-feira (8), devido às negociações que detém com a Rússia, que hoje é o maior vendedor de fertilizantes ao Brasil.
Como a Folha mostrou, o Brasil também está na rota de sanções pela compra de diesel. Mais de 60% desse combustível que foi importado neste ano veio do país de Vladimir Putin.
A Frente Parlamentar Agropecuária não comenta o assunto. O clima geral, no entanto, é de apreensão. Dependente crônico da importação deste tipo de insumo, o agronegócio torce para que a pressão internacional que Trump exerce, também sobre a Rússia, não resvale nestas transações bilaterais.
Em 14 de julho de 2025, Trump afirmou que, se não houver um acordo de paz da Rússia com a Ucrânia, os Estados Unidos imporão "tarifas secundárias de 100%" sobre países que continuam comprando exportações russas.
Essas tarifas fariam parte de um ultimato diplomático e envolveriam penalidades indiretas a compradores de petróleo, gás, urânio ou outros bens russos, como fertilizantes. A informação foi confirmada pelo secretário Internacional do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte.
Nesta terça, Trump disse que tomará uma decisão sobre as sanções envolvendo a compra de petróleo após uma reunião com autoridades russas agendada para quarta-feira (6).
Em entrevista coletiva, Trump não confirmou sobretaxa as tarifas serão de 100%. "Nunca disse uma porcentagem, mas deve ser algo próximo disso", afirmou o presidente dos EUA.
A tarifa ao Brasil não seria aplicada diretamente sobre os fertilizantes importados pelo país, mas sim sobre outros produtos brasileiros exportados para os EUA, como forma de retaliação indireta ou pressão econômica.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse que o governo brasileiro tem que estar em alerta para o risco de uma retaliação dos Estados Unidos envolver proibições de compras de produtos. Esse é um dos riscos que estão no radar da indústria brasileira.
"A posição dos Estados Unidos que foi dada à Rússia foi que, se ela não resolvesse o problema da guerra, eles iriam abrir retaliações que envolveriam quem compra produtos da Rússia. E nós compramos petróleo e fertilizantes, que são muito sensíveis ao agronegócio", comentou.
A preocupação do produtor nacional se explica pela profunda dependência da Rússia no fornecimento de fertilizantes. O Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global do produto, ocupando a quarta posição mundial, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. A soja, o milho e a cana-de-açúcar respondem por mais de 73% desse consumo no país.
Segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), mais de 90% dos fertilizantes utilizados são importados, o que torna o setor agrícola vulnerável às oscilações do mercado internacional e impacta diretamente os produtores rurais. A Rússia aparece como o principal país fornecedor, respondendo sozinha por 30% do que é importado, superando potências como China, Canadá e os Estados Unidos.
A cúpula de senadores brasileiros que esteve nos Estados Unidos na semana passada, para tentar sensibilizar o governo sobre o tarifaço, voltou para casa com a informação de que os americanos estão incomodados, na realidade, com o volume de combustível que o Brasil compra dos russos. O produto é o segundo mais importado pelo Brasil, só atrás dos fertilizantes.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que esteve nos EUA e discutiu o tema, foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou até a publicação deste texto.
A dependência estrutural dos fertilizantes da Rússia não para de crescer. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apontam que 2025 caminha para fechar um novo recorde histórico no volume de fertilizantes que o Brasil importa da Rússia.
Apenas no primeiro semestre do ano, o país já adquiriu 5,71 milhões de toneladas, ao custo de US$ 1,98 bilhão. O total anual tende a ultrapassar 12 milhões de toneladas, consolidando o maior volume físico já registrado e repetindo o resultado do ano passado, que chegou a 12,5 milhões de toneladas.
Na última década, a dependência do fertilizante russo se multiplicou. Em 2015, o Brasil importou 3,7 milhões de toneladas daquele país. Em 2017, chegou a 5,6 milhões. Em 2019, antes da pandemia, as importações já ultrapassavam 7 milhões de toneladas.
O primeiro salto expressivo ocorreu em 2021, quando o Brasil atingiu 9,6 milhões de toneladas importadas, impulsionado pela recuperação pós-pandemia do coronavírus. Em 2022, embora o volume tenha recuado para 8,1 milhões de toneladas, a guerra na Ucrânia e o risco de interrupção no fornecimento fizeram o Brasil intensificar suas compras em um mercado pressionado. Em 2023, as importações seguiram altas, com 9,3 milhões de toneladas. O volume físico, no entanto, não parou de se ampliar de lá para cá.
06/08/2025
Pessimismo com tarifaço toma conta do mercado do café e preço sobe em NY - Globo Rural
MERCADO
...A poucas horas de começar a vigorar o tarifaço da Donald Trump sobre as exportações de produtos agrícolas brasileiros, o mercado não vê sinais de que o café do Brasil irá conseguir isenção das sobretaxas. Diante desse contexto, os contratos futuros para setembro subiram 3,52% na bolsa de Nova York, a US$ 2,9870 a libra-peso.
“Com as tarifas entrando em vigor, teremos uma quebra no fluxo global de café, com impactos para o maior exportador do mundo, o Brasil, e que deve afetar o maior consumidor mundial, os EUA. Isso deixa os investidores nervosos, que preferem comprar contratos para se protegerem”, afirma Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
Ainda segundo ele, até amanhã, muita coisa pode mudar nas negociações entre Brasil e EUA, no entanto “a tensão política nas últimas horas reduz as chances de um entendimento”.
Diante da indefinição sobre o tarifaço americano, Pancieri lembra que a comercialização de café está parada no Brasil.
“Não há qualquer movimentação de vendas. O mercado precisa de previsibilidade para dar andamento às negociações, e hoje não há isso”, lembra.
05/08/2025
Regras do tarifaço afetam a logística do agro para os Estados Unidos - Globo Rural
GIRO
...A tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre importações brasileiras entra em vigor nesta quarta-feira (6/8). Entre pedidos de negociação e de auxílio do governo, setores do agronegócio avaliam o futuro do comércio com os americanos. Quem tem contratos fechados e ainda pretende embarcar mercadorias já negociadas deve ficar atento às regras e ajustar a logística, para evitar custos adicionais.
Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, hoje advogado e consultor na área, explica que, de modo geral, as tarifas entram em vigor sete dias depois da assinatura da ordem executiva. Como a do Brasil foi assinada em 30 de julho, a sobretaxa passa a ser cobrada a partir de 0h01 do dia 6 de agosto.
A contar dessa data, é preciso ficar de olho nas regras. Barral explica que os produtos embarcados até esta terça-feira (5/8) têm até o dia 5 de outubro para chegar aos Estados Unidos sem a cobrança de tarifa. Mas com uma condição. Tem que usar apenas um meio de transporte, como avião ou navio.
“São 60 dias após o início da cobrança”, diz o especialista. “Alguns produtos até podem ser embarcados de avião para chegarem em solo americano antes do dia 6 de agosto, mas isso compensaria para os itens de alto valor agregado, uma vez que os custos são bem mais altos”, explica.
Foi o que fizeram alguns curtumes do Brasil. A indústria de couros acelerou embarques por via aérea para evitar a incidência de tarifa. O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) informa que os Estados Unidos são o segundo maior importador do produto. As vendas chegam a US$ 200 milhões por ano. O tarifaço, avalia a entidade, coloca todo esse volume de negócios em risco.
Frete mais caro
Os embarques de navio que partem do Brasil rumo aos Estados Unidos gastam entre 20 e 30 dias para chegar ao destino. Sem contar o tempo de deslocamento dentro do Brasil até os portos. Na avaliação de Welber Barral, não há tempo hábil para acelerar esse transporte.
As negociações de frete e de seguros são realizadas com bastante antecedência, e também “porque o exportador tem que contratar os armadores e as empresas de gerenciamento de carga meses antes do embarque”, diz.
05/08/2025
Brasil olha para a China e outros países para corrigir tarifas dos EUA - China Daily
GIRO
Brasil olha para a China e outros países para corrigir tarifas dos EUA
Uma visão aérea mostra plantações de café em Franca, Brasil, em 1º de agosto de 2025. [Foto/Agências]
Uma tarifa de 50% sobre o café e a carne brasileiros está causando uma corrida entre agricultores, empresários e autoridades brasileiras em busca de mercados alternativos para seus produtos. A China está entre os novos destinos mais promissores.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em 9 de julho que aplicaria tarifas sobre produtos brasileiros. Embora muitos setores tenham sido inicialmente isentos das tarifas que entraram em vigor na quarta-feira, café e carne — duas das áreas mais importantes da economia brasileira — terão uma tarifa de 50% para entrar no mercado americano.
Espera-se que o impacto no PIB brasileiro seja baixo — estimado pelo Goldman Sachs em uma redução de 0,5% no PIB brasileiro projetado para 2025 — mas pode devastar áreas específicas e estratégicas da agricultura e pecuária.
Segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Brasil, 35,9% das exportações para os EUA serão afetadas, o que pode chegar a US$ 12 bilhões a US$ 17 bilhões por ano.
O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em café para os EUA no ano passado, e a tarifa pode levar a um prejuízo de US$ 400 milhões a US$ 800 milhões. O Brasil também vendeu US$ 1,35 bilhão em carne para os EUA e pode perder de US$ 500 milhões a US$ 700 milhões.
Marcio Candido Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, disse que, embora possa haver perdas imediatas, ele está confiante de que elas serão superadas com a diversificação dos destinos de exportação.
Há vários anos, ele vê os países asiáticos como ricos em novos clientes, fazendo visitas a Xangai e buscando parcerias na Coreia do Sul, Japão e Indonésia.
Vemos muitos jovens chineses consumindo café diariamente para melhorar o desempenho no trabalho ou para socializar. A tradição dominante na China é o chá, é claro, mas em um país com uma população tão grande, 10% representa todo o consumo de um país europeu. O Oriente Médio também é onde a população cresce mais, por isso é um alvo inevitável para o café.
Falando sobre a concorrência com produtores estrangeiros, Ferreira destaca a versatilidade do café brasileiro.
Produzimos todos os tipos de grãos de café, especialmente arábica e conilon, os mais consumidos no mundo. Conheci parceiros em grandes países orientais, como a chinesa Luckin Coffee e a indonésia Kapal Api, todos consumidores do nosso café, principalmente na produção dos populares cafés gelados em lata na China e na Coreia do Sul.
O setor de carnes enfrenta uma situação mais difícil, já que o mercado asiático está atendendo à demanda, então a perda de competitividade nos EUA não será tão facilmente compensada por outras regiões.
Em entrevista coletiva na quarta-feira, Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, afirmou: "Os Estados Unidos são o nosso segundo maior mercado para carne bovina, então isso tem um grande impacto. O Brasil exporta para muitos países, mas ainda não há mercado alternativo para os produtos destinados aos EUA. Muitos desses produtos foram produzidos para atender à demanda da indústria americana de hambúrgueres."
Ele conclui que "o setor manterá a produção, contará com linhas de crédito do governo para se manter, absorvendo o impacto na cadeia produtiva. E, claro, as negociações continuam, visando o fim das tarifas, como aconteceu com outros setores".
Inicialmente, muitos produtos foram taxados por Trump, incluindo laranjas e indústria pesada. O Brasil é um dos maiores fornecedores de suco de laranja do país e vende aviões da Embraer no mercado americano.
Na noite anterior à entrada em vigor das tarifas, o presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva disse: "O Brasil continua disposto a negociar aspectos comerciais de sua relação com os Estados Unidos da América, mas não abrirá mão das ferramentas necessárias para defender o país".
Ele também destacou que a economia brasileira está integrada aos principais mercados e parceiros internacionais, avaliando o impacto das medidas americanas e tomando medidas para proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias do Brasil.
05/08/2025
GIRO
Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil? - G1
31/07/2025
Tarifas: setores de café e carne do Brasil creem em negociações e citam inflação nos EUA - Dinheiro Rural
GIRO
...O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa o setor de carne bovina, afirmaram nesta quarta-feira que ainda acreditam em negociações que possam livrar as exportações dos seus produtos das tarifas de 50% impostas pelo governo Donald Trump.
O governo de Trump anunciou nesta quarta-feira uma tarifa de 50% sobre vários produtos brasileiros para combater o que ele chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas suavizou o golpe para setores como aeronaves, petróleo e suco de laranja.
Ainda ameaçado pelas taxas, o setor exportador de café do Brasil defendeu em nota que o produto integre uma lista de exceções a tarifas dos Estados Unidos, acrescentando que o consumidor norte-americano poderá pagará preços mais altos pelo produto, caso isso não aconteça.
Uma negociação mais ampla poderia beneficiar também outros países produtores de café com a isenção de tarifas, já que os norte-americanos são os maiores consumidores globais e não produzem o grão.
O Cecafé afirmou que seguirá em tratativas com seus pares dos EUA, como a National Coffee Association (NCA), com o intuito de que o produto passe a integrar a lista de exceções elaborada pelo governo americano, posição que havia sido declarada anteriormente.
O conselho de exportadores de café destacou que 76% do povo norte-americano consome a bebida, enquanto a população gasta cerca de US$110 bilhões em café e itens relacionados ao ano. Do total importado pelos EUA, cerca de um terço do café vem do Brasil.
“Diante da relevância do café aos consumidores e à economia norte-americana, entendemos que se faz necessária a revisão da decisão de taxar os cafés do Brasil — ato que implicará elevação desmedida de preços e inflação, uma vez que esses tributos serão repassados à população americana no ato da compra…”, afirmou.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, cujo setor tem os EUA como segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil, afirmou que espera que as negociações deem resultados, já que as perdas são estimadas em US$1 bilhão, em caso contrário.
“Continuamos acreditando nas negociações, continuamos acreditando que o governo brasileiro está se esforçando nas negociações…”, afirmou ele a jornalistas em Brasília.
Ele destacou que não há nenhum outro mercado com a rentabilidade que o norte-americano proporciona para a carne brasileira.
Perosa disse ainda que a exportação aos EUA — que compra a carne brasileira basicamente para a produção de hambúrguer — vinha crescendo e também acredita em impacto inflacionário para o povo americano, caso a taxa persista, especialmente em momento em que a oferta de gado é restrita no país da América do Norte.
31/07/2025
Mais resistente e maior rendimento: interesse por cultivo de café conilon cresce entre produtores brasileiros - Dinheiro Rural
GIRO
...Conilon será o café mais plantado do Brasil?
Por conta de seu preço menor, rendimento maior e melhor adaptação ao cenário de mudanças climáticas, muitos acreditam que o café conilon está em vias de se tornar a variedade mais plantada no Brasil.
É a opinião da produtora Kaézia Bianchini, uma das responsáveis pela Fazenda Santa Catarina, na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, que tem mais de 80 hectares de conilon plantados. “O conilon vai ser o café mais plantado do Brasil. A gente percebe isso olhando para o mercado e pelos pedidos das mudas aqui da fazenda. A gente consegue ter uma união dos dois mundos: uma variabilidade genética com alta produtividade e baixo índice de pragas e doenças”, apontou.
Já os especialistas são um pouco mais ponderados com esse cenário. Apesar de acreditar que a área do conilon vai aumentar nos próximos anos, Laleska aponta que a área do arábica não vai cair.
“A escolha de plantio e uso também depende do momento do mercado e dos preços. Se o Arábica tiver um diferencial de preço muito parecido com o Conilon, ele continuará sendo utilizado bastante pelas indústrias. Produtores em Minas e São Paulo também têm plantado mais Arábica e aumentado a produtividade nos últimos anos”, explicou.
Mory acredita que essa diferença pode cair nos próximos anos por conta de um consumidor mais receptivo e de plantações em áreas como pastos e eucaliptos.
“O Brasil possui muitas áreas de pasto e eucalipto que estão sendo utilizadas para a expansão das áreas de produção de café, principalmente no Espírito Santo e no sul da Bahia. A capacidade do Brasil de expandir sua produção com sustentabilidade, utilizando áreas já existentes, é um fator importante nesse cenário global”, disse.
Projeções do Rabobank dão conta de que o Brasil irá ultrapassar o Vietnã nos próximos anos como maior produtor de conilon do mundo. A estimativa é que o Brasil produza 24,7 milhões de sacas da variedade na safra 2025/2026 contra 30 milhões do país asiático, que vem colecionando quedas na produção.
De patinho feio a café premiado
Outro obstáculo que o conilon está tendo que enfrentar é a resistência do consumidor final. Sendo visto por anos como de qualidade inferior ao arábica, produtores estão mostrando que é possível produzir um conilon de qualidade, inclusive vencendo prêmios nacionais.
Apesar de estar presente no blend que a grande indústria oferece nas prateleiras dos supermercados, entre 60% e 70% de acordo com fontes, e no café solúvel, o conilon nunca foi muito apreciado pelos consumidores de cafés especiais, por ter um gosto mais forte.
Kaézia explica que o consumidor de café também está mais aberto aos sabores do conilon.
“A gente também entende que o consumidor aprendeu a diferenciar o café que ele consome e aprendeu a respeitar o gosto do café conilon. Hoje já existem processos de secagem e beneficiamento do café que consegue ter sabores ainda mais incríveis quando o sabor de chocolate e amêndoas. Ele vai ser o queridinho do Brasileiro, a gente aposta nisso e tem muita convicção de que vai dar certo”, explicou.
Outro exemplo de que o cuidado na produção do conilon pode fazer a diferença é Dieimes Bohry, proprietário do Sítio Bom Jardim, na Vila Valério, Espírito Santo. Responsável por 10 hectares de café ele também possui uma micro torrefação dentro da propriedade e todo ano envia microlotes do seu café para ser avaliado por um degustador profissional. Um deles atingiu a nota 83 de 100, nota que permite que o café seja vendido como especial.
“Meu pai, que era o dono da propriedade, nunca tinha tomado o café daqui porque dizia que o conilon tinha gosto de queimado e que dava dor de barriga. Depois que a gente começou a mudar os processos, desde a colheita até o pós, ele tomou e gostou muito. Com o cuidado na produção de conilon de alta qualidade, esses sabores mais fortes não existem mais. Nós já conseguimos café com notas de erva doce e frutas amarelas”, encerrou Dieimes...
30/07/2025
Granizo em Minas Gerais impulsiona preços do café na bolsa de Nova York - Globo Rural
GIRO
...Os contratos futuros de café arábica iniciaram a semana em alta de 2,64% na bolsa de Nova York, refletindo preocupações com as condições climáticas no Brasil, o maior produtor de arábica do mundo. O contrato com vencimento em setembro está negociado a US$ 3,0530 por libra-peso. A valorização é atribuída ao registro de granizo em áreas produtoras do Sul de Minas Gerais na última sexta-feira (25/7), o que reacende temores de perdas na produção brasileira em plena reta final da colheita.
Depois do mercado testar o suporte e voltar a cair na sexta, o evento climático surpreendeu, pois derrubou cafés que estavam para ser colhidos nas plantas. “Eu não me recordo nos últimos de uma área tão extensa sendo atingida por granizo, que normalmente é um fenômeno mais localizado. Eu estava em Varginha na sexta-feira no final da tarde, enquanto a 30 km dali, a rodovia Fernão Dias parecia uma cena da Alpes Suíços”, descreve o analista Joseph Reiner, membro do conselho da Saudi Coffee Company (SCC), empresa do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita.
Em Varginha, o especialista diz que a chuva foi “torrencial com fortes ventos por quase 1 hora”, sendo impossível mensurar o prejuízo e a área plantada atingida. “O que dá para mensurar é que com 70 a 75% da safra colhida, o vento derrubou café no chão dos 25% restantes, e o que estava no terreiro não teria como resistir a umidade pelo vento e intensidade das chuvas”, acrescenta.
28/07/2025
Danos potenciais da chuva de granizo ao cafeeiro e o que fazer para mitigar os danos – Prof. José Donizeti Alves - Revista Cafeicultura
GIRO
...O clima seco, até então favorável à colheita do café, foi interrompido na tarde desta sexta-feira (25/07/2025) por uma intensa chuva de granizo acompanhada de fortes rajadas de vento, que atingiram diversas lavouras no Sul de Minas Gerais. Embora ainda seja cedo para mensurar com precisão a extensão dos danos causados por esses fenômenos meteorológicos extremos, fotos, vídeos e relatos de produtores que circulam pela internet já indicam que uma área significativa de cultivo de café pode ter sido afetada.
Embora ainda não seja possível calcular, neste primeiro momento, os prejuízos financeiros, já é viável antecipar os impactos a curto, médio e longo prazo nas lavouras. Os danos mais evidentes foram observados logo após a ocorrência dos fenômenos, incluindo intensa queda de folhas e frutos, quebra de ramos, além de folhas remanescentes rasgadas e penduradas nos ramos.
Nos próximos dias, é esperado o aparecimento de lesões nos caules, ramos e frutos, que poderão servir como porta de entrada para patógenos oportunistas. Isso exigirá ações imediatas, como a aplicação de produtos à base de cobre, com o objetivo de acelerar a cicatrização das feridas e prevenir infecções. Além das estruturas vegetativas, já se identificam danos nas gemas e nos botões florais, incluindo a queda de botões, especialmente aqueles em estágio mais avançado de desenvolvimento, o que pode comprometer significativamente a próxima safra.
É importante esclarecer que os danos que resultaram na abscisão de folhas, frutos e botões florais podem se repetir dentro de aproximadamente uma semana. Isso ocorre devido ao forte estímulo na produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e etileno, desencadeado pelos ferimentos nas plantas, intensificando ainda mais a queda dessas estruturas.
Além disso, é possível deduzir que os danos na região apical dos ramos plagiotrópicos, além de quebrar a dominância apical e induzir a brotação de gemas laterais, podem provocar a seca dos ponteiros. Essa condição tende a evoluir progressivamente, comprometendo uma grande parte do ramo produtivo e, consequentemente, prejudicando as duas safras seguintes.
Neste momento, apesar da surpresa causada pela improvável ocorrência de chuvas de granizo, recomenda-se que os cafeicultores antecipem, assim que possível, a aplicação de fertilizantes foliares, especialmente micronutrientes e bioestimulantes. Esses produtos desempenham papel fundamental na mitigação do estresse oxidativo e na retomada das atividades fisiológicas das plantas, favorecendo a produção de energia, essencial para que o cafeeiro possa superar, mais uma vez e no menor espaço de tempo, as adversidades climáticas impostas por este evento extremo que foi a chuva de granizo.
É recomendável que o produtor procure um engenheiro agrônomo de sua confiança para realizar um diagnóstico detalhado dos danos na lavoura e indicar as melhores práticas fitotécnicas de intervenção.
28/07/2025
GIRO
Com consumo em alta, Abics cria selo para café solúvel - Diário do Comércio
25/07/2025
GIRO
Café do Brasil quer vencer Donald Trump pelo sabor - Globo Rural
24/07/2025
GIRO
Nestlé registra queda de 10% no lucro líquido no primeiro semestre de 2025- Super Varejo
24/07/2025
Café sobe em Nova York enquanto persistem incertezas sobre tarifaço - Globo Rural
GIRO
...Mercado segue volátil também atento às informações sobre a safra brasileira
Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)
O preço do café avançou na bolsa de Nova York e as cotações agora buscam por novidades nas questões de oferta e geopolítica para definir uma direção mais clara.
Nesta quarta-feira (23/7), os papéis com vencimento para setembro fecharam em alta 1,69% (500 pontos), para um valor de US$ 3,0135 a libra-peso.
Em relação ao tarifaço proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, até o momento não se sabe se as taxas de 50% realmente entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto. Existe a expectativa de alguma resolução sobre o tema, já que os EUA consomem atualmente 24 milhões de sacas por ano e em 2024 importaram 8,1 milhões de sacas do Brasil, segundo Eduardo Carvalhaes, analista especializado no mercado de café.
“Se realmente impostas, essas tarifas prejudicarão fortemente nossas exportações para os EUA, já que não existe alternativa para o fornecimento do grande volume de café importado do Brasil pelos americanos. A tentativa de comprar em outras origens um volume como o fornecido pelo Brasil, desorganizará e inflacionará ainda mais o mercado internacional de café”, disse Carvalhaes, em nota.
Os investidores também acompanham o andamento da colheita no Brasil, além das condições de clima para o desenvolvimento da safra do ano que vem, que, até o momento, são favoráveis.
23/07/2025
GIRO
Empresas ficam sem tempo de "evitar tarifas" e corrida da exportação acaba - CNN Money
23/07/2025
Governo, empresários e senadores preparam "última cartada" contra tarifaço - BrasilAgro
GIRO
...O governo brasileiro, empresários e senadores preparam uma "última cartada" na tentativa de evitar a aplicação do tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump. A aplicação das tarifas está prevista para 1º de agosto.
A pouco mais de uma semana do "Dia D", o setor privado articula pelo menos duas iniciativas que têm como objetivo sensibilizar a Casa Branca:
1- Uma nova carta da US Chamber of Commerce, maior entidade empresarial dos Estados Unidos, com um apelo para que as tarifas não passem a valer e detalhando os potenciais danos à própria economia americana. A US Chamber já divulgou uma primeira carta na semana passada.
2- O anúncio de US$ 7 bilhões em investimentos produtivos de multinacionais brasileiras nos Estados Unidos. Não são projetos necessariamente novos, mas um compilado de ações em andamento ou planejadas para os próximos anos. A ideia é mostrar para Trump que o Brasil já tem levado empregos para o país. O movimento está sendo pensado pelo Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, que conta com 12 líderes empresariais de cada lado.
Além disso, a comitiva de senadores brasileiros que vai para Washington no domingo (27) tem uma série de reuniões pedidas com políticos republicanos com acesso a Trump e que podem ajudar no convencimento de não taxar o Brasil.
Um dos encontros solicitados é com o senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, que tem proximidade com o presidente americano e é um dos maiores defensores de aplicar tarifas adicionais para países que comercializam com a Rússia.
Em entrevista à Fox News, nesta segunda-feira (21), Graham defendeu "esmagar as economias" de quem compra "petróleo russo barato". Ele citou Brasil, Índia e China.
Os senadores -- uma comitiva formada por Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Rogério Carvalho (PT-SE) e Fernando Farias (MDB-AL) -- querem levar uma mensagem para Graham e outros congressistas.
O recado é que, se os Estados Unidos optarem por um tarifaço contra o Brasil, podem aumentar a influência da China na economia local e jogar o país cada vez mais no colo dos asiáticos -- provocando o efeito contrário do desejado.
Os senadores também vão encontrar altos executivos de multinacionais americanas, como a Corteva, que pretendem se colocar como aliados do Brasil no tarifaço.
A Corteva é uma união da Dow, DuPont e Pioneer para a venda de sementes agrícolas. Tem o Brasil como um dos principais mercados e vê com apreensão, segundo relatos, a possibilidade de que o governo Lula retalie os Estados Unidos com uma quebra de patentes de suas sementes. Por isso, tem interesse em uma solução negociada entre os dois países.
Finalmente, o governo tem se esforçado em fazer chegar aos americanos que há abertura para negociar alguns pontos de enorme interesse da Casa Branca:
Fornecimento seguro de minerais críticos;
Aceleração do registro de patentes farmacêuticas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI);
Redução da tarifa aplicada pelo Brasil -- atualmente em 18% -- sobre o etanol importado, que afeta a competitividade do etanol de milho americano (CNN Brasil, 22/7/25)
23/07/2025
GIRO
Como a Nestlé usa IA para 'rastrear' 700 mil cápsulas de café por dia no Brasil - Exame
23/07/2025
GIRO
Mercado do café sente queda nas exportações e pressão de custos com fertilizantes - Agrolink
22/07/2025
GIRO
Há risco de EUA dobrarem aposta sobre tarifas contra Brasil, diz Maílson - CNN Money
21/07/2025
Café: A falácia sobre o aumento no imposto de importação x queda no consumo - BrasilAgro
ANÁLISE
Por Marcelo Fraga Moreira
O vencimento set-25 encerrou a semana @ 303,60 centavos de dólar por libra-peso com uma alta de 1.710 pontos. O mercado tentou por 3 vezes romper os 310,00 centavos de dólar por libra-peso - porém essa resistência, por enquanto, provou ser uma resistência importante (fechamento anterior / mínima / máxima / nova mínima / fechamento atual respectivamente @ 286,50 / 286,85 / 310,50 / 299,85 / 303,60 centavos de dólar por libra-peso). O volume diário iniciou a semana firme, acima dos 30.000 lotes/dia e no último pregão da semana o volume caiu para aproximadamente 22.000 lotes.
Mesmo com toda a briga política-ideológica-“econômica” entre o Brasil e os Estados Unidos o R$ encerrou a semana praticamente “estável” @ 5,57 R$/US$.
No mercado interno o café arábica tipo 6 voltou a negociar acima dos 2.000 R$/saca (em algumas praças) e o café robusta momentaneamente acima dos 1.050 R$/saca – atenção nesse spread que em algum momento irá fechar!
Os próximos vencimentos set-25 e nov-25 em Londres encerraram a semana praticamente iguais (@ 3.348 US$/tonelada e 3.322 US$/tonelada) equivalente a praticamente 200.00 US$/saca (x 5.60 R$/US$ = 1.120 R$/saca).
Considerando que o mercado interno continua CONSEGUINDO comprar café robusta com um diferencial negativo entre -300/-500 US$/tonelada (entre -18 a -30 US$/saca), então o mercado interno encerrou a semana ainda brigando para sustentar o patamar dos 1.000 R$/saca.
Novamente, enquanto o produtor do café robusta não começar a valorizar o seu produto e a precifica-lo >= ao café arábica tipo “rio” (encerrou a semana ao redor dos 1.300 R$/saca) então, por que o consumidor brasileiro e/ou as tradings irão pagar “mais caro” pelo seu produto?
O spread entre o café arábica tipo 6 x o café robusta chegou a negociar com 100% de ágio e o café arábica tipo “rio” x o café robusta com um ágio de +30%!
Segundo alguns analistas o café robusta brasileiro chegou a ser negociado com um desconto de 200 US$/tonelada mais barato que o café origem do Vietnam (aproximadamente 65 r$/saca de desconto).
Então, como exposto em comentários anteriores, por enquanto a indústria local irá continuar comprando café robusta “barato” e alterando os seus blends maximizando ao máximo o uso do café robusta.
Segundo a Cecafé, na safra brasileira julho-24/junho-25 o Brasil exportou 45,59 milhões de sacas com a seguinte composição (em milhões de sacas):
34,81 café arábica; 6,57 café robusta; 4,15 café solúvel, 0,51 café torrado.
Os principais destinos foram:
USA: 7,47
Alemanha: 6,53
Itália: 3,55
Bélgica: 3,09
Japão: 2,29
Para a safra atual 25/26 a expectativa, por enquanto, é para o Brasil poder exportar entre 34,00 até 41,50 milhões de sacas (considerando uma produção Brasil total entre 55-62,50 milhões de sacas e um consumo interno em 21,50 milhões de sacas).
Percebe-se que o Brasil deverá reduzir sua exportação durante os próximos 12 meses entre base “melhor cenário” -8,75% e base “pior cenário” -25%.
Mesmo com ligeiro aumento na safra do Vietnam (estimada pelo USDA em 31,00 milhões de sacas) o quadro “produção mundial x consumo total” ainda vai continuar muito justo até a entrada da próxima safra “potencial recorde” brasileira 26/27 já aguardada pelo mercado acima dos 75/80 milhões de sacas.
Então, se a safra 25/26 no café arábica realmente vier a quebrar acima dos 20% resultando em uma produção total do café arábica ao redor dos 30-33,00 milhões de sacas – resultando em uma safra total entre café tipo arábica e café robusta <= 55 milhões de sacas – então, poderemos ver NY novamente acima dos 400 centavos de dólar por libra-peso.
Muitos produtores e alguns analistas/consultores/agrônomos continuam afirmando e confirmando quebras enormes nas suas lavouras/regiões de atuação. Muitos ainda apostam que a produção total brasileira no café arábica deverá ficar apenas entre 20-25 milhões de sacas! Será?
O produtor brasileiro está muito bem capitalizado e sem pressa para vender sua produção. Existe agora o momento da “pressão da safra” em que o produtor realmente necessita vender, originar caixa, para honrar seus compromissos de curto prazo. Porém, muitos já estão dispostos a “sentar em cima” do seu estoque e “pagar para ver”!
O grande X da semana e para os próximos 15-20 dias (ou quem sabe mesmo para os próximos 6-12 meses) continua sendo o “tarifaço do Trump” aumentando o imposto de importação dos produtos brasileiros em +50% a partir do próximo dia 01 de agosto. Ainda tem muita coisa para acontecer nos próximos dias pois a crise política entre o Brasil e Estados Unidos pioraram ainda mais na sexta-feira quando, no final do dia, o governo americano cancelou o visto americano para ministros do supremo tribunal federal (inclusive com novas ameaças podendo o imposto subir para até mesmo 100% ou mais).
Considerando que os impostos serão mantidos nos 50% e considerando que o imposto de importação dos outros principais países produtores/exportadores de café para os Estados Unidos ficará na média em 30%, então, mesmo assim, é possível determinar que esse aumento tarifário terá pouco reflexo nos preços pagos pelo consumidor americano.
E que “sim”, o Brasil continuará sendo o principal fornecedor do café brasileiro para os Estados Unidos.
A análise foi realizada com base nas seguintes premissas:
Durante os últimos 18 meses o preço do café na bolsa de NY saiu dos 180 centavos de dólar por libra-peso e chegou a negociar @ 438 centavos de dólar por libra-peso – uma alta de 143%. Então, para efeito da análise o preço médio das compras dos Estados Unidos ficou em 415 centavos de dólar por libra-peso base “fob”;
Mesmo durante essa alta o mercado americano continuou importando e consumindo café;
Nesse período o imposto de importação para o café, de qualquer origem, não existia = zero;
A partir de agosto-25 o imposto de importação será de 50% para origem Brasil e na média 30% para outras origens;
O imposto de importação será cobrado base o valor “custo + frete” porto americano;
O diferencial de compra x venda entre a trading/cooperativa para a trading/torrefadora/indústria no destino é, na média “flat” (zero);
Na simulação todo o café importado pelos Estados Unidos é base o café arábica precificado com base em NY (importando mais café robusta, com o deságio atual, então os resultados obviamente serão ainda melhores para o importador/distribuidor);
Os preços em NY já recuaram aproximadamente 33% nos últimos 12 meses e deverão continuar negociando, na média ao redor dos 270 centavos de dólar durante os próximos 12 meses (com base na curva apresentada pelo fechamento do mercado na última sexta-feira);
As industrias/redes de café não irão reduzir na ponta do consumidor o preço dos seus “cafés” em -20/-30% já repassando a queda dos preços para o consumidor final (o que, normalmente, nunca fazem) para poder novamente aumentar em muito as margens/lucros nas suas operações.
Então, temos os seguintes cenários:
Cenário 1 x Cenário 2: quando NY negociou na média dos últimos 12 meses ao redor dos 415 centavos de dólar por libra-peso o custo da saca do café para o importador/distribuidor americano chegou a custar +558 US$/saca – aproximadamente +26,40% acima do custo estimado “hoje” sem os novos impostos de importação;
O cenário (2) considera os Estados Unidos cobrando o aumento inicial do imposto da origem “Brasil” em 10% e “outras” origens em 25% (antes do tarifaço da semana passada);
Então, no cenário atual dos preços, o preço para o produtor estaria em 441,76 US$/saca
Cenário 1 x Cenário 3: mesmo com o imposto de importação aumentando para 50% do Brasil e 30% na média para “outras origens” os preços hoje – considerando na média para os próximos 12 meses em 270 centavos de dólar por libra-peso em NY – será ao redor dos 498 US$/saca e ainda assim -10,70% abaixo do preço praticado no pico do mercado base “cenário 1”;
Cenário 1 x Cenário 4: mantendo o imposto de importação em 50% para Brasil e 30% para “outras origens” e considerando que os preços em NY voltem a subir para os 350 centavos de dólar por libra-peso – mesmo assim o aumento final para o distribuidor fina aumentará para 642 US$/saca (aumento estimado em 15% para o importador/distribuidor e facilmente podendo ser absorvido pelas grandes industrias / redes de varejo);
Cenário 1 x Cenário 5: mesmo aumentando o imposto brasileiro para 100% e mantendo o imposto “outras origens” em 30% - PORÉM considerando o mercado atual na média para os próximos 12 meses nos 270 centavos de dólar por libra-peso - mesmo assim, o custo ao importador final/distribuidor ainda é 5 US$/saca mais barato/competitivo que o cenário 1!
Cenário 1 x Cenário 6: apenas nesse cenário, mantendo NY acima dos 350 c/lb e o imposto de importação origem Brasil em 100% e “outras origens” em 30%, aí poderemos ver uma certa dificuldade em novo aumento no preço final ao consumidor final e uma eventual queda no consumo interno americano – pois o custo da saca do café chegaria a custar 713 US$/saca (aumento de 27,7% base Cenário 1);
Conclusão: O impacto do aumento das tarifas para o consumidor final americano só será sentido se a tarifa brasileira for mantida acima dos 50% e se NY voltar a superar os 350 centavos de dólar por libra-peso.
No cenário atual do mercado (considerando 50% imposto origem Brasil e 30% imposto para “outras origens”) então, o “break-even” para a saca do café voltar a atingir os 558 US$/saca representa NY @ 310 centavos de dólar por libra-peso (na média para os próximos 12 meses);
O consumidor americano já absorveu o aumento nos preços no seu café consumido diariamente.
As indústrias/torrefadores/cafeterias só deverão ter problemas e eventual dificuldade para repassar novos aumentos se o seu custo médio da saca do café ultrapassar os 600 US$/saca. Caso contrário, por enquanto, na realidade, as notícias / as retóricas sobre “os Estados Unidos deixarão de comprar café do Brasil” não se sustentam. Os Estados Unidos continuarão comprando café brasileiro.
O grande X da questão está sendo, por parte do importador, apenas “arrumar desculpas” e procurar voltar a obter as excepcionais margens de lucros anteriores.
Produtor: Proteja-se!
O mercado ainda está muito volátil; ainda tem muita “água para passar por baixo da ponte”; o inverno ainda não acabou; a próxima florada poderá ser excepcional; a safra do café robusta foi grande e a do Vietnam começará a ser colhida já em novembro próximo.
21/07/2025
GIRO
Tarifaço: executivos da indústria afirmam ser difícil abrir novos mercados - CNN Money
18/07/2025
GIRO
Em movimento raro, preço do café cai até 51% em seis meses. O que vem por aí? - A Gazeta
18/07/2025
GIRO
Tarifa dos EUA traz volatilidade ao preço do café, com fundamentos ainda incertos - Globo Rural
17/07/2025
O preço do café vai cair nos próximos meses? Veja projeções - Estadão
GIRO
Presente no dia a dia da maioria dos brasileiros, o café é mais do que uma simples bebida, é quase um ritual. Seja para começar bem a manhã, acompanhar uma boa conversa ou encarar uma jornada de trabalho, o cafezinho ocupa um lugar especial na rotina do país.
Mas, nos últimos tempos, o prazer de tomar um café ficou mais caro. A boa notícia? Esse cenário pode estar prestes a mudar.
Após meses de altas expressivas no preço do produto para o consumidor, o mercado começa a sinalizar um movimento de queda. Segundo a mais recente edição do relatório Visão Agro, do Itaú BBA, o valor do café deve recuar nos próximos meses.
O café moído acumulou alta de 77,88% nos 12 meses encerrados em junho. Apesar do avanço, o ritmo de aumento diminuiu: a inflação do produto caiu de 4,59% em maio para 0,56% em junho.
Conforme o blog Bora Investir da B3, a expectativa de recuo está ancorada nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima uma produção de 40,9 milhões de sacas de café arábica e 24 milhões de sacas de robusta para a safra brasileira 2025/26.
Esse aumento da oferta deve permitir à indústria a recomposição dos blends de café, com maior presença do grão robusta, alternativa mais barata e que foi limitada nos últimos anos por quebras de safra no Brasil e no Vietnã.
Apesar do cenário positivo, o relatório do Itaú BBA alerta para fatores que ainda podem gerar instabilidade no mercado. A nova legislação europeia antidesmatamento (EUDR), por exemplo, pode incentivar importadores a antecipar compras, pressionando a demanda. Além disso, a volatilidade do câmbio continua sendo um ponto de atenção.
Outro fator recente é a imposição de tarifas sobre o café por parte dos Estados Unidos, anunciadas pelo presidente Donald Trump.
Em resumo, o preço do café pode, sim, começar a cair para o consumidor, mas a queda dependerá de uma série de fatores internos e externos e acontecerá gradativamente. O momento é de atenção e, para quem ama café, de esperança.
17/07/2025
Alta em NY pode beneficiar preços domésticos do café - Safras & Mercado
MERCADO
O mercado físico brasileiro de café deve ter uma quarta-feira de preços mais altos. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) avança mais de 2%, fator positivo para as cotações domésticas. O dólar também sobe frente ao real, o que pode beneficiar as negociações voltadas para as exportações.
Na terça-feira (15), o mercado brasileiro de café registrou preços mais baixos, pressionado pela desvalorização do arábica na Bolsa de Nova York, do robusta em Londres e do dólar. O dia foi travado na comercialização, com os agentes preocupados com as incertezas após a tarifa de 50% do governo Trump às importações de todos os produtos do Brasil, que afeta especialmente o café.
No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 1.800,00/1.805,00 a saca, contra R$ 1.810,00/1.815,00 anteriormente. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 1.810,00/1.815,00 a saca, contra R$ 1.820,00/1.825,00 anteriormente.
O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 1.180,00/1.185,00 a saca, contra R$ 1.190,00/1.195,00 anteriormente.
O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 1.005,00/1.010,00 (R$ 1.020,00/1.025,00 anteriormente) e o 7/8 em R$ 1.00,00/1.005,00 (R$ 1.015,00/1.020,00 ontem).
16/07/2025
GIRO
Tarifaço pode tirar US$ 2 bi em vendas de café do Brasil e comprometer consumo nos EUA - Globo Rural
16/07/2025
GIRO
Trump diz que acordo comercial com o Vietnã está "muito bem definido" - Reuters
16/07/2025
GIRO
Após fortes ganhos, preços do café realizam lucros nas bolsas internacionais nesta terça-feira (15) - Portal do Agronegócio
15/07/2025
GIRO
Sem interesse nem estrutura, Europa deve ter implementação leve de lei antidesmate - Folha de São Paulo
15/07/2025
Café dispara em NY com tarifas trazendo preocupações sobre a oferta do Brasil - Globo Rural
MERCADO
...O café abriu o primeiro pregão da semana na bolsa de Nova York com preços em forte alta, respondendo a fatores técnicos e também questões relacionadas com a oferta diante das tarifas anunciadas por Donald Trump. Os lotes para setembro avançaram 5,36% (1535 pontos) nesta segunda-feira (14/7), a US$ 3,0185 a libra-peso.
Após as baixas da semana passada, os futuros agora reagem diante de movimentações técnicas, afirma Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
Também para ele, a valorização expressiva de hoje se deu com incertezas relacionadas com a oferta, especialmente após as tarifas sobre as exportações de produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada.
“Da última sexta (11) até agora, o mercado foi impactado com dúvidas se a quantidade de café colhida no Brasil neste momento será transferida dos produtores para os estoques, que estão em níveis muito baixos. E o volume muito baixo de negociações nas praças reforçam esse cenário”, disse o corretor de mercado
Sobre as tarifas de Donald Trump impostas aos produtos brasileiros, Pancieri lembrou que esse fato coloca mais dúvidas do que certezas para as negociações do café brasileiro. O país é o maior exportador mundial dessa commodity. Já os EUA são o principal consumidor global do grão.
"As tarifas trazem impacto principalmente para os contratos já firmados, pois corre o risco de café comprado não chegar a tempo das tarifas entrarem em vigor. E fica então a dúvida de quem vai ficar os custos adicionais dessas exportações brasileiras", destacou.
14/07/2025
GIRO
Acordo fechado antes de tarifaço de Trump pode ampliar mercados para café e carnes do Brasil - Globo Rural
14/07/2025
GIRO
EUA dependem do café brasileiro, e substituição por outros países não seria simples, dizem especialistas - G1
11/07/2025
GIRO
Tarifas ameaçam contratos e receita de exportadores do agro brasileiro - Brasil Agro
11/07/2025
Setor cafeeiro vê grave retrocesso nas relações comerciais e pede atuação do Brasil - Folha de São Paulo
GIRO
...O setor cafeeiro nacional diz que vê com preocupação a medida anunciada nesta quarta-feira (9) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar a importação de produtos brasileiros em 50%.
Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (10), a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) afirma que a decisão de Trump foi comunicada de forma unilateral e representa "um grave retrocesso nas relações comerciais entre os dois países que pode gerar impactos extremamente negativos e relevantes para toda a cadeia produtiva do café brasileiro".
De acordo com a entidade, a medida pode comprometer a competitividade das exportações e pressionar os custos operacionais "em um momento de reorganização do mercado global".
Os Estados Unidos são o maior consumidor de café no mundo e dependem dos países produtores de café, como o Brasil, para abastecer seu mercado interno.
A Abic defendeu ainda que o Brasil adote uma resposta "estratégica, firme e diplomática".
"Reforçamos a importância do diálogo técnico e institucional para que o país mantenha sua posição de destaque no comércio internacional de café, sem sofrer penalizações que prejudiquem sua imagem e desempenho econômico", continua a nota.
Já em abril, quando Trump anunciava uma taxa de 10%, o presidente da Abic, Pavel Cardoso, lembrava que o café representa um número importante para a economia americana. "Os Estados Unidos não produzem e não produzirão café por razões climáticas", disse ele, na ocasião.
Estudos da National Coffee Association (NCA) apontam que, para cada dólar importado de café nos EUA, são gerados 43 dólares de movimentação na economia americana.
De acordo com a NCA, o café representa 343 bilhões de dólares anuais de movimentação financeira na economia dos EUA e emprega cerca de 2 milhões de pessoas.
"Esses números foram levantados para demonstrar para o governo americano que nem sempre somente a exportação é benéfica para o país", disse Cardoso.
10/07/2025
Tarifa dos EUA ameaça exportação de café: Negociação urgente, defende Cecafé - Canal Rural
GIRO
...Segundo diretor-geral da entidade, há possibilidade de o café ser incluído em lista de exceção, por ser considerado recurso natural não disponível nos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e atinge em cheio o agronegócio brasileiro, incluindo o café, que tem forte presença no mercado norte-americano.
Em vídeo, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, classificou a decisão como uma notícia dura para o país. “Temos que trabalhar numa agenda de negociação”, afirmou.
Matos lembra que a tarifa impacta todos os produtos exportados para os Estados Unidos, gerando custos adicionais para consumidores americanos e prejuízos para empresas brasileiras. Entre os itens do agro mais afetados estão o complexo florestal, carnes, café, laranja, açúcar, etanol e produtos de origem vegetal.
Atualmente, os Estados Unidos são o maior importador de cafés do Brasil. No ano passado, foram mais de 8 milhões de sacas embarcadas para o país, que consome mais de 24 milhões de sacas anuais e compra cerca de 30% do café exportado pelo Brasil.
O diretor destacou que a National Coffee Association (NCA), entidade que representa o setor nos EUA, está atuando para reverter a decisão. Segundo Matos, o presidente da NCA, Bill Murray, esteve recentemente no Brasil, durante o Coffee Summit, e manifestou preocupação com as tarifas.
Estudos econômicos apontam que, para cada dólar gasto na importação de café brasileiro, são gerados US$ 43 na economia dos EUA. O café representa 1,2% do PIB norte-americano, movimentando US$ 343 bilhões e gerando 2,2 milhões de empregos.
Matos disse ainda que existe a possibilidade de o café ser incluído em uma lista de exceção, por ser considerado recurso natural não disponível nos EUA, que não produz café e depende totalmente da importação do produto.
Ele lembrou que anúncios anteriores feitos por Trump foram modificados, como ocorreu com o Vietnã, que teve tarifa reduzida de 42% para 20%. Outros países concorrentes têm tarifas menores, como Indonésia (32%) e Nicarágua (18%).
“Temos que ter os melhores negociadores e tratar o assunto de forma pragmática, para gerar benefícios no fluxo de comércio”, afirmou. O Cecafé trabalha junto à NCA e ao governo de Washington para demonstrar os efeitos positivos do café brasileiro e buscar um entendimento que reduza os impactos.
10/07/2025
GIRO
Estimativa de menor produção na safra de café vem se confirmando - Globo Rural
09/07/2025
GIRO
Em seis meses, indicador do café robusta cai pela metade - Compre Rural
09/07/2025
Safra/25 terá que ter 30% mais grãos para encher uma saca de café beneficiada na Zona da Mata - Notícias Agrícolas
GIRO
...Produtores locais relatam que o clima adverso impactou negativamente o rendimento/maturação dos grãos, que estão menores e defeituosos...
VEJA A REPORTAGEM COMPLETA no link abaixo
09/07/2025
GIRO
"O Brasil tem tudo para aumentar sua liderança no mercado mundial de cafés", diz Eduardo Carvalhaes - Café Point
08/07/2025
LOGÍSTICA
Infraestrutura portuária trava embarque de 356 mil sacas de café - Conexão Safra
08/07/2025
GIRO
Trump anuncia novas tarifas de até 40% sobre países da África e da Ásia - CNN Money
07/07/2025
GIRO
Em dez anos, Brasil precisa ampliar a produção de café em 35%. É possível? - The Agribizzi
07/07/2025
GIRO
Quando o café vai ficar mais barato? Especialistas projetam alta nos preços até 2027 - Agronoticia
07/07/2025
GIRO
Oferta global de café deve ficar 'apertada' no primeiro semestre de 2026 - Globo Rural
04/07/2025
GIRO
Japão amplia compras de café brasileiro e avalia liberação de carne bovina - BrasilAgro
04/07/2025
FERTILIZANTES
Alta dos insumos e queda nas commodities exigem cautela para safra 25/26, diz Itaú BBA - Globo Rural
04/07/2025
GIRO
Incaper atesta eficiência do ‘paper pot’ para mudas de café conilon e recomenda dimensões adequadas - Site Barra
03/07/2025
Consumo global de café mostra resiliência a preços altos, dizem executivos globais - Reuters
GIRO
...O consumo de café no mundo mostrou resiliência mesmo em um mercado que teve o preço futuro acima de US$4/libra-peso, quando a cotação marcou recordes em fevereiro deste ano na bolsa ICE, disseram executivos das maiores tradings mundiais nesta quinta-feira, durante o Coffee Dinner & Summit.
"Com o café a mais de 400 centavos, você imaginaria que o consumo estaria sofrendo... Obviamente, não vimos crescimento, exceto em alguns países... esperávamos ver a demanda cair consideravelmente, mas quando você calcula os números, não está caindo tanto quanto imaginávamos", afirmou o diretor da divisão de café da Ecom Agroindustrial, Teddy Esteve.
"Então, o café é muito resiliente. Estamos muito felizes em ver que as pessoas não conseguem viver sem ele", acrescentou o executivo, em um painel do evento promovido pelo conselho de exportadores brasileiros Cecafé, em Campinas (SP).
Ele citou também a força da demanda dos novos consumidores, especialmente da Ásia, que será o "futuro do crescimento do café".
"Então, como eu disse, o consumo é resiliente. Não está tão ruim quanto esperávamos", destacou o executivo da Ecom, mostrando otimismo com o futuro.
No mesmo painel, o CEO da Sucafina, Nicolas Tamari, lembrou que os preços globais foram sustentados por sucessivos déficits no mercado.
Mas citou também um consumo "forte", apesar dos preços altos, estimando uma demanda global de 174 milhões de sacas de 60 kg.
"E eu esperava, como o Teddy mencionou, uma queda maior no consumo a 400 centavos", disse ele, observando que os problemas logísticos que afetaram o transporte de café em algumas regiões prejudicaram uma melhor avaliação da demanda.
"Então, o consumo está bom. Prevejo um crescimento de 1% ao ano, não mais que isso", destacou ele.
Mais recentemente, os preços do café tiveram uma queda em relação às máximas, operando um pouco abaixo de US$3/libra-peso na bolsa ICE — ainda um patamar historicamente elevado — com a chegada da safra do Brasil, maior produtor e exportador global.
03/07/2025
Cidades do ES recebem alerta de acumulado de chuva; veja lista - A Gazeta
TEMPO
...O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para 34 cidades do Espírito Santo. Nesses municípios pode chover até 50 mm por dia, das 10h desta quinta-feira (3) até o fim da sexta-feira (4). Confira a lista:
Alfredo Chaves
Anchieta
Aracruz
Atílio Vivacqua
Cachoeiro de Itapemirim
Cariacica
Conceição da Barra
Domingos Martins
Fundão
Guarapari
Ibiraçu
Iconha
Itapemirim
Jaguaré
João Neiva
Linhares
Marataízes
Marechal Floriano
Mimoso do Sul
Pedro Canário
Pinheiros
Piúma
Presidente Kennedy
Rio Bananal
Rio Novo do Sul
Santa Leopoldina
Santa Teresa
São Mateus
Serra
Sooretama
Vargem Alta
Viana
Vila Velha
Vitória
03/07/2025
FERTILIZANTES
Trégua no Oriente Médio traz alívio ao mercado de fertilizantes, mas custo da ureia ainda preocupa agricultores - Portal do Agronegócio
02/07/2025
Produtores que acessam crédito para pequena e média agricultura poderão acessar Funcafé, diz ministro - Globo Rural
GIRO
...O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou à reportagem da Globo Rural que será feita uma alteração normativa para permitir que produtores rurais individuais que acessam empréstimos via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou Programa de Apoio aos Médios Produtores (Pronamp) também possam buscar financiamentos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).
A medida deverá ser publicada nos próximos dias. Antes, produtores que acessavam Pronaf ou Pronamp ficavam sem limite ou espaço para buscar recursos do Funcafé. Agora, o acesso a um dos programas não vai impedir a contratação dos recursos específicos para a produção de café.
Essa é uma das iniciativas anunciadas para o setor cafeeiro. A medida oficializará a entrada do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na divisão dos recursos do Funcafé e no conselho que decide sobre a distribuição dos valores.
01/07/2025
TEMPO
Previsão do tempo para julho: veja como será o clima no Brasil neste mês - Globo Rural
01/07/2025
GIRO
No limite: Safra de café no Brasil em 2025 não deixa margem para estoques de passagem - Notícias Agrícolas
01/07/2025
GIRO
Do preço ao clima: como o consumo de café está mudando no mundo - Agrofy
27/06/2025
Preço do café cai nas bolsas e mercado espera redução ao consumidor nos próximos meses - O Tempo
GIRO
"...Ao contrário do movimento observado em 2024 e no início deste ano, o preço do café está recuando nas bolsas internacionais. A saca do arábica opera, em junho, abaixo de R$ 2.200, valor que não era visto desde dezembro do ano passado. Apesar do recuo na cotação, o produto só deve ficar mais barato ao consumidor, no varejo, no segundo semestre, conforme projeções de representantes do setor.
O preço do café, inclusive, subiu 2,86% em todo o país, conforme os resultados apresentados nessa quinta-feira (26) pelo IBGE na prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15. Em Belo Horizonte e região metropolitana, o avanço foi menor - de 1,45%. Por outro lado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Departamento de Economia, Administração e Sociologia (Cepea), a redução acompanha o avanço da colheita de café nas principais regiões produtoras.
“No acumulado da parcial de junho (até o dia 16), a retração é de 7,2%”, atestou o Cepea. No caso do café tipo robusta, o recuo foi de 8,65%. A analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Sistema Faemg Senar) Ana Carolina Alves explica que a queda de preço, com o avanço da colheita, é um movimento normal. “Uma vez que a gente aumenta a oferta do produto no mercado, então tem mais disponibilidade de café”, diz.
A especialista lembra que no início da colheita, os produtores ainda estavam trabalhando com preços mais elevados. “E os produtores acabaram vendendo bastante café nessa época, aproveitando os bons preços, então essa condicionante de queda nesse momento é normal. Porém, o café depois do petróleo é a commodity que tem mais volatilidade no mercado. Ou seja, fatores geopolíticos, câmbio, clima, ritmo de produção tudo isso impacta e afeta drasticamente o preço. Não somente fatores como oferta e demanda”, relembra Alves.
Geada preocupa
Em Minas Gerais, estado que concentra a maior produção de café do país, possibilidades de geadas na região Sul preocupam o setor. Ana Carolina Alves, da Faemg, diz que o setor espera uma frente fria, com possibilidade de formação de camadas de gelo de fraca intensidade. “É uma região típica cafeeira, a maior de Minas Gerais. E isso deixa o mercado em alerta. Pode ser que nas próximas semanas a gente, se a geada acontecer, tenha uma elevação dos preços”, projeta.
A analista acredita que, no curto prazo, os preços do café devem se manter nos patamares atuais. “Uma vez que a gente está com entrada de café no mercado, né? Com essas exceções de geada e chuva, que podem fazer com que os preços possam se elevar, mas isso tudo depende muito do impacto do grau de severidade desses fatores na produção”, complementou.
E nos supermercados?
Oficialmente, os supermercados não comentam sobre os preços. Nas últimas semanas, no entanto, as embalagens de 500gr de café ficaram ligeiramente mais baratas em Belo Horizonte e região metropolitana. O presidente do Sindicato e Associação Panificação e Confeitaria de Minas Gerais (Amipão), Vinicius Dantas, diz que há uma projeção, no mercado, para uma queda em torno de 15% no preço do café.
“Agora, estamos com estoque muito alto e isso provoca queda de preço”, destaca. Segundo ele, o encarecimento de 82% considerando os últimos 12 meses, afetou as vendas. “Tivemos um declínio, em quantidade, nas vendas. A gente percebe que houve essa queda até mesmo nos próprios hábitos”, complementa.
27/06/2025
GIRO
Novo Plano Safra pode ter recorde de R$ 600 bi em recursos - Globo Rural
25/06/2025
GIRO
Exportações de café pelo Espírito Santo caem mais de 60% em 2025, mas recuperação é esperada no segundo semestre - Folha Vitória
25/06/2025
GIRO
Chuva atrasa colheita de café e manejo chega a quase 18% das áreas de atuação da Cooxupé - Notícias Agrícolas
24/06/2025
Café sobe 3% em Nova York de olho nas baixas temperaturas do Brasil - Globo Rural
MERCADO
"...Enquanto o conflito no Oriente Médio eleva a incerteza dos investidores sobre o preço de commodities como o petróleo, o café foi principalmente impactado por questões relacionadas com o clima, afirma Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria.
“Hoje podemos descartar qualquer variação do café causada pelo conflito entre Irã e Israel. Petróleo e dólar estão com preços praticamente estáveis, então aparentemente o mercado não ‘deu muita bola’ para as declarações de Trump [no último fim de semana], que elevaram as tensões no conflito”, pontua Bonfá.
De acordo com ele, a passagem de uma frente fria em áreas produtoras do Brasil foi a grande responsável pelo valor de fechamento do café hoje, pois ela “deu oportunidade para quem estava vendido comprar de novo”.
O café também subiu após um ajuste técnico, motivado depois que os contratos futuros registraram baixa de 2,25% no pregão de sexta-feira.
23/06/2025
GIRO
Investidores veem queda rápida do mercado de ações se os EUA se juntarem ao conflito Israel-Irã - Reuters
19/06/2025
GIRO
Aumento de impostos pode inviabilizar projetos de irrigação no Brasil - Brasil Agro
18/06/2025
FERTILIZANTES
Com Israel e Irã em conflito, produtor que não comprou fertilizante pode ter problemas - Globo Rural
17/06/2025
FERTILIZANTES
Conflito entre Irã e Israel deixa mercado de fertilizantes do Brasil em alerta - Globo Rural
16/06/2025
Exportações de café atingem recorde devido à demanda da UE e dos EUA - Vietnam+
GIRO
...Hanói (VNS/VNA) - As exportações de café atingiram um novo recorde de 4,7 bilhões de dólares nos primeiros cinco meses deste ano, impulsionadas pelo aumento nas remessas para os principais mercados, incluindo a UE e os EUA, mostraram as últimas atualizações da Alfândega do Vietnã.
Somente em maio, as exportações totalizaram quase 149.000 toneladas, no valor de 860 milhões de dólares, um aumento de 60,5% em volume e quase 2,2 vezes em valor ano a ano.
Embora o volume exportado tenha caído ligeiramente 0,6% de janeiro a maio, o valor exportado aumentou 62,3% em preços de exportação recordes. Os preços de exportação atingiram uma média de 5.709 dólares por tonelada, um aumento de 63,2%.
A UE permaneceu como o maior mercado de exportação de café do Vietnã, importando mais de 367.000 toneladas no valor de 2 bilhões de dólares, um aumento de 10,2% em volume e 81,9% em valor.
As exportações para os EUA também aumentaram acentuadamente, em 6,3% em volume para 54.310 toneladas e 72,4% em valor para 299 milhões de dólares.
As exportações para mercados emergentes também dispararam drasticamente com as remessas para a Argélia dobrando e para o México em 39 vezes e a África do Sul em 17 vezes.
Desafios à frente
Apesar do crescimento impressionante, as exportações de café do Vietnã estão enfrentando desafios, especialmente riscos de incertezas políticas globais e tendência de queda dos preços globais.
Analistas alertaram que os preços globais do café estão tendendo a cair devido ao aumento da oferta dos principais produtores, os futuros do Robusta em Londres fecharam em 4.409 dólares por tonelada em 11 de junho, queda de 15,6% em relação ao mês anterior.
O Arábica na bolsa de Nova York também caiu 8,4%.
No mercado interno, os preços do café nas Terras Altas Centrais caíram para seu nível mais baixo desde novembro, em torno de 112.000 VND por kg, queda de 12%.
De acordo com o Departamento de Importação e Exportação do Ministério da Indústria e Comércio, a queda nos preços ocorre em um momento em que o Brasil e a Indonésia estão entrando em novas safras. A safra de café do Brasil deve aumentar 0,5%, para 65 milhões de sacas, na safra 2025-26, enquanto a produção do Vietnã deve aumentar 6,9%, para 31 milhões de sacas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.
No entanto, o departamento afirmou que as perspectivas para a exportação de café do Vietnã permanecem otimistas, projetando um valor de exportação anual de US$ 7 bilhões.
O Vietnã arrecadou US$ 5,4 bilhões com a exportação de café em 2024.
13/06/2025
GIRO
Reino Unido aconselha navios a evitar rotas de alto risco no Mar Vermelho e no Golfo de Áden - Trend News Agency
13/06/2025
FERTILIZANTES
Fertilizantes especiais devem crescer, em meio à demanda mundial por um agro mais sustentável - Globo Rural
11/06/2025
TECNOLOGIA
"Robótica e a automação reduzem dependência de trabalho no café", diz especialista em IA - Café Point
09/06/2025
GIRO
Como a indústria do café da Ucrânia se mantém firme na sombra da guerra - World Coffee Portal
09/06/2025
GIRO
Clones de café desenvolvidos em MT são classificados como bebida fina em avaliação nacional - Agitos Mutum
09/06/2025
INTERNACIONAL
Tráfego marítimo no Mar Vermelho aumentou 60% após Houthis reduzirem metas, diz comandante da UE - Arabnews
05/06/2025
GIRO
Produtores aceleram colheita de café no Espírito Santo e em Rondônia para não perder preço - Globo Rural
05/06/2025
Café mais barato? Indústria recompõe margens e preços devem recuar - BM&C News
MERCADO
...A cadeia produtiva do café no Brasil começa a dar sinais de recuperação e reequilíbrio após um início de ano marcado por alta nos preços no varejo e pressão sobre a indústria de torrefação. A combinação de ajustes nos blends utilizados para cafés tradicionais e extrafortes, aumento da produtividade nas lavouras e recomposição de margens na indústria está criando um ambiente mais saudável tanto para produtores quanto para o consumidor final.
Segundo Vicente Zotti, cofundador do Grupo Pine, essa mudança de cenário pode contribuir para uma melhora gradual no consumo e maior estabilidade ao longo da cadeia — da fazenda à gôndola.
Zotti lembra que no início do ano alertou para o impacto do preço da commodity no varejo e nas torrefações. “Na época, o cenário era ruim para a indústria. A escassez de café e os preços altos no mercado internacional pressionavam as margens, e o repasse ao consumidor elevou os preços para níveis recordes”, diz. Esse movimento, segundo ele, trouxe pouco benefício ao produtor, já que a oferta era limitada, e afetou negativamente o consumo nos primeiros quatro meses do ano.
Nova dinâmica no mercado e margens em recomposição influenciam preços do café
Agora, com o aumento da oferta e ajustes nos blends utilizados pela indústria – especialmente para os cafés tradicionais e extrafortes – a cadeia produtiva volta a operar com maior equilíbrio. “Neste momento, a indústria consegue recompor parte da margem que havia perdido. E os produtores com produtividade acima de 20 sacas por hectare no Arábica e 80 sacas no Conilon também devem ter resultados financeiros positivos”, explica Zotti.
A melhora nas condições operacionais da torrefação e o aumento da produção abrem caminho para uma queda nos preços ao consumidor final, sem prejudicar os elos anteriores da cadeia. É uma mudança de ciclo que pode beneficiar todos os envolvidos, do campo ao varejo.
Consumo de café tende a reagir, mas cenário climático ainda impõe cautela
Com o preço recuando e a normalização das margens na indústria, a expectativa é de que o consumo de café se recupere no segundo semestre. “A tendência é de retomada, mas há desafios no horizonte”, pondera Zotti. Entre eles, estão os riscos climáticos típicos da entressafra, como o período de dormência do café, estiagens e a necessidade de boa florada e pegamento para garantir uma próxima colheita consistente.
A avaliação do especialista é que, embora o momento atual seja de alívio, o cenário para o final de 2025 e início de 2026 dependerá diretamente das condições climáticas e da resposta do mercado internacional.
“A cadeia do café volta a ser mais saudável. Agora, o produtor e a indústria conseguem respirar. O consumidor também deve se beneficiar dessa mudança na dinâmica de preços”, conclui Zotti.
A melhora nas condições da cadeia do café também pode ter reflexos positivos sobre a inflação nos próximos meses. Com a expectativa de redução nos preços ao consumidor e a recomposição de margens no setor industrial, o produto pode contribuir para aliviar a pressão sobre o grupo de alimentação e bebidas do IPCA. Caso esse movimento se consolide, os efeitos podem começar a aparecer nos índices de inflação a partir de agosto, ajudando a reforçar um cenário mais benigno para a política monetária no segundo semestre.
04/06/2025
GIRO
EUA fizeram pedidos 'difíceis' ao Vietnã em negociações comerciais, dizem fontes - Reuters
04/06/2025
GIRO
Tendência de alta: licitação da Índia para ureia pode afetar mercado global - Agrolink
03/06/2025
GIRO
Componente de 'café fake' pode liberar toxinas e causar câncer, alertam especialistas - Globo Rural
03/06/2025
GIRO
Sucafina, Louis Dreyfus e Olam lideram compradores globais de café de Uganda - Chimpreports
03/06/2025
GIRO
Conab reajusta valor de aluguel de armazéns para ampliar estrutura - Globo Rural
02/06/2025
Apelos por isenção de tarifas sobre café ganham força - Global Coffee Report
GIRO
...Uma petição para isentar a indústria do café das tarifas gerais implementadas pelos Estados Unidos (EUA) alcançou mais de 10.000 assinaturas em menos de dois meses, à medida que o aumento dos preços continua a mudar os mercados de café dos EUA e do mundo.
Iniciada pela empresa de café especial Coffee Bros. , a petição coletou assinaturas de diversas pessoas envolvidas na cadeia de valor do café, desde torrefadores e donos de cafés até consumidores.
O presidente dos EUA, Donald Trump, introduziu tarifas abrangentes sobre todas as importações internacionais em uma tentativa de dar nova vida à debilitada indústria manufatureira do país.
Com o Departamento de Agricultura dos EUA relatando os Estados Unidos como o 37º maior produtor de café do mundo, com 50.000 sacas, mas o relatório National Coffee Data Trends (NCDT) da primavera de 2025 descobrindo que o café é a bebida mais consumida no país — à frente da água — o cofundador da Coffee Bros., Dan Hunnewell, diz que aplicar um modelo de tarifa geral ao café é injusto.
“ O café não pode ser cultivado em larga escala nos EUA , e tratá-lo como tal, em termos de política comercial, é prejudicial e míope”, diz Hunnewell. “Não se trata apenas dos nossos negócios, mas também de proteger uma rede global de produtores, torrefadores e comunidades que dependem de um dos produtos agrícolas mais importantes do mundo.”
Estamos em um ponto de inflexão. Cafés altamente desejáveis estão chegando justamente quando tarifas, custos crescentes e instabilidade global atingem o auge. Pequenos torrefadores estão sendo forçados a escolher entre aumentar os preços ou comprometer a qualidade apenas para sobreviver.
Não é só café. A maioria dos produtos essenciais para cafés e torrefações, desde produtos de papel e sacos para varejo até filtros, não são fabricados internamente. Mesmo os fornecedores de embalagens dos EUA frequentemente dependem de matérias-primas provenientes de países como a China.
A petição original lançada pela Coffee Bros. pedia atenção ao “desalinhamento da política comercial com as realidades agrícolas”, construída sobre três pilares principais.
Isentar o café de tarifas sob as políticas comerciais dos EUA.
Reconhecer o café como um bem agrícola essencial e não manufacturável.
Proteja os meios de subsistência das pequenas empresas dos EUA e dos agricultores globais dos quais elas dependem.
Com tarifas sobre os principais países produtores, Vietnã, em 46% e Indonésia, em 32%, Hunnewell diz que as tarifas estão agravando os problemas que o setor tem sido forçado a enfrentar nos últimos anos.
02/06/2025
ECONOMIA
Dólar sobe e Bolsa cai com inflação dos EUA e ajuste fiscal ofuscando PIB… - UOL
30/05/2025
Brasil e Colômbia vivem realidades opostas na colheita da safra de café - Globo Rural
GIRO
...Enquanto os trabalhos de campo nas lavouras brasileiras avançam graças ao tempo seco, os colombianos sofrem com o excesso de chuvas.
A colheita da nova safra de café segue a todo vapor especialmente nas regiões onde se produz o tipo conilon, ou o café robusta, como também é conhecido. Neste caso, o Espírito Santo se destaca como um dos maiores Estados produtores. O tempo seco tem favorecido os trabalhos de campo, mas, a expectativa é de que o maior volume do grão chegue ao mercado mesmo em junho.
Na medida em que a safra brasileira vai saindo dos campos e chegando ao mercado, os preços do café vão sentindo a pressão de baixa nas bolsas internacionais, isso porque o país é o maior produtor e exportador mundial. Em paralelo, a Colômbia, outro importante produtor e fornecedor de café enfrenta dificuldades em decorrência do excesso de chuvas.
29/05/2025
GIRO
Veranico prejudicou o peso do grão do café arábica - Notícias Agrícolas
29/05/2025
Café cai quase 3% em Nova York com avanço da colheita no Brasil - Globo Rural
MERCADO
...A combinação de aumento na oferta e fatores técnicos provocaram uma forte baixa nos preços do café na bolsa de Nova York. Nesta quarta-feira (28/5), os contratos do arábica para julho recuaram 2,70%, para US$ 3,5195 a libra-peso.
“Temos uma sequência de quedas do café motivadas pelo avanço da colheita no Brasil, principalmente do tipo conilon, que está ampliando a oferta do produto no mercado físico. Esse cenário é sentido nos terminais, com as bolsas perdendo suportes importantes e disparando ordens de venda dos investidores”, afirma Antonio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
Ainda de acordo com ele, o sentimento de oferta cresce em meio à postura retraída dos compradores, que esperam para ver até onde vai o movimento de baixa do grão.
Na visão do corretor de mercado, o café negociado em Nova York pode estar próximo das mínimas ao avaliar o cenário de disponibilidade no longo prazo.
“O mercado enxerga uma oferta abundante no curto prazo. Mas olhando mais a frente, com o aperto dos estoques e a falta de café arábica no mundo, não há indicações de que os contratos ficarão muito distantes dos patamares mais baixos do que esses negociados atualmente”, destaca.
28/05/2025
Apetite da indústria por café segue lento enquanto produtor foca na colheita - Globo Rural
MERCADO
...Em um momento em que os produtores brasileiros de café estão concentrados na colheita e nos manejos das lavouras, fatores climáticos e industriais ainda indefinidos devem afetar o ritmo das negociações tanto no mercado físico quanto no internacional.
É o que aponta o relatório mensal da consultoria Pine Agronegócios. Segundo a empresa, até agora o ritmo das vendas segue lento: apenas 28% da safra de café arábica foi negociada, enquanto, no caso do conilon, o percentual é de 16%.
O produtor está colhendo pouco, e não está com pressa de vender, porém, ao longo da semana observa-se um comprador internacional mais presente no mercado em todos os tipos, mas “fazendo indicativos mais baixos”, acrescenta o estudo da Pine.
A colheita mecanizada avança de forma tímida. Parte dos grãos não atingiu o ponto ideal de maturação para serem colhidos por máquinas, o que pode atrasar os trabalhos. Por outro lado, há relatos de que o rendimento está satisfatório para o início da temporada.
Um dos principais pontos de atenção é o comportamento da indústria neste momento. “Isso abrirá espaço para, em um primeiro momento, as torrefações recomporem margem e, a partir de julho, acreditamos em uma leve queda de preço no varejo”, afirma Vicente Zotti, sócio-diretor da Pine.
Zotti destaca ainda que a mudança no padrão de consumo interno ocorreu conforme o previsto, devido à alta expressiva dos preços do café no varejo — que mais que dobraram em 12 meses.
A tendência, no entanto, é de reversão, com a expectativa de queda dos preços da matéria-prima nas bolsas internacionais a partir de junho e julho.
Esse movimento deve ser impulsionado pelas revisões para cima nas estimativas da safra brasileira de 2025/26, o que pode reconfigurar as decisões de comercialização por parte dos produtores.
Além disso, a equação entre oferta e demanda global do grão e a presença de chuvas nas próximas semanas completam o que a consultoria chama de “xadrez do café”.
EUDR e café arábica
Outro fator que pode influenciar a dinâmica de mercado, especialmente do café arábica, é o debate em torno da nova legislação antidesmatamento da União Europeia, a EUDR (European Union Deforestation Regulation).
Segundo o relatório, a colheita de café conilon deve ser maior nesta safra e pode ajudar a compensar uma possível menor oferta de arábica no segundo semestre. Essa expectativa está atrelada à possibilidade de entrada antecipada do comprador europeu na boca da safra brasileira, diante das incertezas trazidas pela EUDR — especialmente em relação ao tempo de trânsito dos navios e à exigência de rastreabilidade.
“Essa entrada ocasionaria impactos contratuais e eventuais perdas financeiras, o que aumenta as chances de valorização dos preços”, afirma o relatório.
Mesmo com esse contexto, a Pine alerta que o maior desafio para o produtor brasileiro é manter o caixa equilibrado. Isso é especialmente crítico para quem não está capitalizado, diante das potenciais volatilidades do mercado nos próximos meses.
28/05/2025
Safra de café pode registrar perdas de até 40% em Rondônia - Canal Rural
GIRO
...A colheita do café em Rondônia já começou, mas longe do cenário ideal. O atraso na maturação dos grãos, as altas temperaturas e a estiagem prolongada impactaram a produtividade em muitas lavouras. Em algumas propriedades, a perda pode chegar a 40%.
“Esse ano ainda temos 170 sacas para quitar o trator. Por isso, estamos colhendo um café mais verde, porque senão eu iria esperar mais um pouquinho. Acredito que vais uns 20 dias ainda para chegar ao ponto ideal. Geralmente começamos em meados de abril a colheita”.
O atraso no início em si da colheita é reflexo de um clima desequilibrado. A estiagem prolongada e as altas temperaturas durante o período da florada prejudicaram o desempenho da plantação, segundo os produtores do município. O que pode reduzir a produtividade esperada na propriedade.
“Tivemos quebra em algumas rosetas. Algumas seguraram bem e outras não, devido às temperaturas muito quentes. As mais maduras foram as rosetas que floraram mais cedo, enquanto tinha mais umidade no solo e a temperatura era mais baixa. Foi o que segurou melhor. A floração mais tardia teve mais problema”, conta o produtor Luan Plantikow ao Canal Rural Mato Grosso.
Nelson acredita que a quebra de produtividade nesta temporada na sua propriedade será em torno de 20%. “Já faz diferença para o bolso. O nosso lucro foi embora. Tem lavoura que vai quebrar 40%, 50%”.
Os números e a situação das lavouras de café também preocupam o produtor Valdecir Piski da Silva. Ele conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que foram cinco meses de estiagem e termômetros na casa dos 37 graus, calor considerado demais para o café.
“O café sente. A temperatura ideal é de 34 graus para baixo. A temperatura estava ótima. Aí quando chegou a época da florada essa temperatura. Com certeza vamos ter perda”.
Mercado do café é outro desafio em 2025
Com oferta e colheita comprometida devido ao clima, os cafeicultores de Rondônia ainda encaram outro desafio: o mercado.
Mesmo com preços considerados atrativos, muitos contratos foram fechados antes da alta e agora a margem ficou apertada.
“O café chegou a R$ 2 mil, mas ninguém tinha a pronta entrega para vender. Agora começou a entrar e caiu bastante. Aquele preção que o povo acha que o produtor está ganhando, ninguém pegou ainda. Aqui na roça ninguém pegou”, frisa Nelson destacando que o custo de produção hoje está em torno de 40%.
Mas, nem tudo é perda. A chuva que faltou na florada, chegou em boa hora para as lavouras futuras. Quem aposta no próximo ciclo do café é o ‘seo’ Mário Baumann, que viu quase 40% de quebra este ano, e agora se agarra à esperança.
“Estão muito bem formadas as copas do cafezal. As ramas que não produziram café, que formaram durante o período de chuva, é o que vai dar café na próxima safra. E, a expectativa em torno da produção do próximo ano é das melhores possíveis. Se nada atrapalhar, acho que vamos colher bastante café no próximo ano. Pelo menos para amenizar os prejuízos deste ano. Essa é a esperança que temos”.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025 em Rondônia deve alcançar 2,28 milhões de sacas. Uma alta de 8,9% em relação ao ciclo anterior, projeção positiva num cenário em que o clima, mais uma vez, dita o ritmo da produção.
27/05/2025
GIRO
Automobili Lamborghini x Lavazza se unem para lançar uma mistura de café exclusiva no Reino Unido - Retail Times
27/05/2025
Frente fria avança e traz possibilidade de geadas pontuais, mas sem risco de perdas na safra – Rural Clima por SAFRAS & MERCADO
TEMPO
...Porto Alegre, 26 de maio de 2025 – Uma frente fria de grande intensidade avança pelo Brasil e deve provocar quedas acentuadas de temperatura a partir desta semana, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A informação é do agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, que também alerta para possíveis registros pontuais de neve e geadas em áreas serranas.
Segundo Santos, entre os dias 27 e 28 de maio, a frente fria traz chuvas generalizadas ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraguai e Argentina. Estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul e Goiás, também podem registrar precipitações. Em São Paulo, a chegada do sistema está prevista para o dia 29, quando as condições de tempo fechado devem ceder e o céu volta a abrir.
Com a entrada da massa de ar polar, as temperaturas devem despencar a partir de quinta-feira (29). De acordo com o meteorologista, há possibilidade de ocorrência de neve ou chuva congelada nas regiões de maior altitude da Serra Gaúcha e Catarinense, como Gramado, São Joaquim, Urupema e Urubici. A condição, no entanto, deve ser passageira e com baixa intensidade, sem previsão de acúmulo.
A previsão também indica risco de geadas pontuais entre os dias 29 de maio e 1o de junho. As áreas mais suscetíveis incluem baixadas, regiões com histórico de frio intenso e localidades de maior altitude nos estados do Paraná e de Santa Catarina, como Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa. O risco é considerado baixo para culturas sensíveis como milho, café e cana-de-açúcar.
Santos afirma que, até o momento, os modelos meteorológicos não indicam possibilidade de geadas amplas ou generalizadas. Segundo ele, a massa de ar frio tem características continentais, o que favorece a perda de calor durante a noite e o amanhecer, intensificando o frio, mas sem replicar eventos extremos como os registrados em anos anteriores.
A Rural Clima projeta que o período de frio mais intenso deve durar até o início de junho. As geadas, se ocorrerem, devem se restringir a áreas isoladas do Sul do país. Santos ressaltou, por fim, que no momento não há indicações de impactos significativos sobre a produção agrícola nacional.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
26/05/2025
GIRO
Torrefadoras de menor porte tentam se adaptar à disparada do café - Globo Rural
26/05/2025
Trump ameaça impor taxa de 50% sobre importações da UE a partir de 1º de junho - Safras & Mercado
INTERNACIONAL
...São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira que pretende impor uma tarifa fixa de 50% sobre produtos importados da União Europeia, caso não haja avanço nas negociações comerciais com o bloco. A medida, segundo ele, entraria em vigor em 1º de junho.
“Recomendo uma tarifa fixa de 50% para a União Europeia”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social, sua rede social. O republicano criticou a condução das negociações por parte dos europeus, dizendo que o processo está emperrado. “A UE tem sido muito difícil de lidar. Nossas discussões com eles não estão levando a lugar nenhum!”, afirmou.
23/05/2025
MUNDO
UE define que Brasil é país de 'risco padrão’ de desmatamento - Globo Rural
22/05/2025
CLIMA
Clima guarda futuro amargo para a indústria de cacau na Europa - Um Só Planeta
21/05/2025
GIRO
Rondônia celebra maior crescimento da produção agrícola do país e reforça compromisso com o desenvolvimento do setor - Gente de Opinião
20/05/2025
Compradores europeus insistem em café compatível com a EUDR a partir de 1o de julho - The Hindu Business Line
GIRO
...Os compradores europeus começaram a insistir que o café enviado pelos exportadores indianos a partir de 1o de julho esteja em conformidade com as normas do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR).
A posição dos compradores em relação à importação de cafés compatíveis com a EUDR pelo menos seis meses antes da aplicação das normas propostas pela EUDR, que devem entrar em vigor a partir de 30 de dezembro de 2025, pode representar desafios para os embarques de café indianos, especialmente os robustas, já que uma grande parte dos produtores e exportadores ainda não se preparou para cumprir as normas propostas.
O EUDR visa reduzir as importações de determinados produtos de áreas desmatadas. Ele determina que as empresas que exportam commodities como café e cacau, entre outras, juntamente com seus produtos derivados para os mercados da União Europeia, devem realizar uma análise minuciosa do desmatamento, uma avaliação detalhada dos riscos e uma mitigação dos riscos para garantir que esses produtos não sejam provenientes de áreas desmatadas desde 31 de dezembro de 2020.O EUDR proposto enfatiza a importância de cumprir as leis relacionadas aos aspectos ambientais e sociais com os princípios de sustentabilidade neles incorporados.
20/05/2025
GIRO
Novo fundo público-privado promete transformar o crédito rural - Agrolink
20/05/2025
GIRO
Os preços de alimentos não param de bater recordes – até onde isso vai? - BBC
19/05/2025
Luckin Coffee e agências brasileiras lançam o 'Brazil Coffee Culture Festival 2.0' - QSR Media Ásia
GIRO
A Luckin Coffee lançou o “Brazil Coffee Culture Festival 2.0” em colaboração com diversas organizações brasileiras, incluindo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Embaixada do Brasil na China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Associação Brasileira de Cafés Especiais e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
O Festival 2.0 dá continuidade aos laços crescentes da Luckin com o Brasil, após um acordo de 2024 para comprar 240.000 toneladas de grãos de café brasileiros nos próximos cinco anos.
Como parte da promoção, a empresa reabriu sua loja SOHO na Rua Guanghua, em Pequim, com o tema café brasileiro e planeja abrir mais de 30 lojas semelhantes em toda a China. Também anunciou planos para criar um Museu do Café Brasileiro.
Além disso, a Luckin Coffee e seus parceiros brasileiros lançarão o “Programa de Apoio ao Pequeno Produtor de Café Brasileiro”, com o objetivo de ajudar pequenos e médios produtores de café a obter acesso a conhecimentos sobre agricultura sustentável e tecnologias inclusivas.
19/05/2025
GIRO
Indonésia quer se tornar o segundo maior produtor de café do mundo - The Star
19/05/2025
Mesmo com atraso, colheita de café no Brasil impacta preço do grão em NY - Globo Rural
MERCADO
...Como já era esperado por grande parte dos analistas de mercado, o andamento da colheita de café no Brasil impactou negativamente os preços do grão na bolsa de Nova York. Os contratos para julho fecharam em queda de 2,49% nesta sexta-feira (16/5), a US$ 3,6565 a libra-peso.
Segundo dados da Safras & Mercado, até o último dia 13 de maio, a colheita de café no Brasil da safra 2025/26 chegou a 7% da produção esperada. De acordo com a consultoria, o ritmo está atrasado em comparação ao mesmo período do ano passado e também abaixo da média das últimas cinco safras (2020-2025), ambas com 10% da produção colhida até esta data.
“Mesmo com esse atraso, o mercado está sentindo o impacto da colheita, com um incremento forte de oferta nas praças de negociação, principalmente do tipo conilon, que caiu de preço e arrastou o arábica junto. Além disso, a liquidação de contratos por parte dos fundos potencializou o movimento de baixa”, avaliou Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
Ainda de acordo com ele, os rendimentos de café conilon estão superiores aos obtidos no ano passado. Já para o tipo arábica, o resultado, apesar da pouca amostragem, é negativo.
“Os relatos são de uma piora em relação ao ano passado, principalmente no que se refere à peneira. A estiagem que foi vista em lavouras da Mogiana e Sul de Minas favoreceu esse quadro”, destacou Pancieri Neto.
16/05/2025
2ª quinzena de maio: tendência do clima para as lavouras de milho, cana e café - Climatempo
TEMPO
...No campo, as culturas estão em desenvolvimento e outras em fase de colheita. O produtor rural está de olho nas condições climáticas para a tomada de decisão para secagem de grãos, algum tipo de pulverização e também para o corte e moagem da cana. No podcast desta semana, a meteorologista Nadiara Pereira traz um panorama da segunda quinzena de maio e início de Junho e traz informações sobre sinalização de geadas, em comparação ao ano passado.
VEJA A PREVISÃO NO LINK DO VIDEO ABAIXO
16/05/2025
GIRO
Café pronto para beber: como esse segmento está revolucionando o consumo de café - Fodd Conection
15/05/2025
GIRO
Starbucks estuda venda de participação em negócio na China avaliado em bilhões em meio a crescimento lento e concorrência intensa de empresas como Luckin Coffee, diz relatório - Benzinga
15/05/2025
MERCADO
Impacto das tarifas dos EUA sobre o café é revelado: relatório de abril da ICO - Global Coffee Report
14/05/2025
GIRO
Fretes marítimos para grãos caem no 1º trimestre - Agrolink
14/05/2025
USDA já capta impacto da guerra tarifária no comércio global de commodities - AgrofyNews
GIRO
...O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já captou os primeiros efeitos da guerra tarifária no mercado global de grãos em seu último relatório, segundo análise do Itaú BBVA.
As projeções atuais indicam um aumento nas importações chinesas, queda nas exportações estadunidenses e estoques mais limitados de milho e soja.
As informações de maio destacam uma situação com estoques mais restritos para os grãos americanos e ajustes sutis, mas significativos, nas dinâmicas do comércio internacional.
Por exemplo, a projeção sobre as importações chinesas mostram aumento em todas as principais commodities analisadas como soja, milho, algodão e trigo.
Soja
No mercado da soja, observa-se redução significativa no estoque final nos EUA para a safra 2025/26, com queda de quase 16%, passando de 9,5 milhões para 8 milhões de toneladas.
A produção nos EUA foi ligeiramente revisada para baixo, atingindo 118 milhões de toneladas, com uma queda esperada na área colhida devido a margens estreitas e incertezas no comércio.
A China permanece como um importante player, com previsão de importações de 112 milhões de toneladas contra 108 milhões de toneladas na anterior, mostrando sua priorização pela soja mesmo em meio às disputas tarifárias.
Milho
No que diz respeito ao milho, há um aumento previsto nas exportações dos EUA, enquanto a China deve importar mais e reduzir seus estoques internos.
O Brasil também terá um leve aumento na produção de milho, mas espera-se uma considerável queda nos estoques finais, indicando um aumento no consumo interno e possíveis pressões nos preços domésticos.
A produção americana 2025/26 está estimada em 402 milhões de toneladas e as exportações do país podem subir de de 64,8 para 66 milhões de toneladas.
A importação da China 2025/26 projetada em 10 milhões de toneladas, versus 8 milhões de toneladas na safra 2024/25. Já a produção do Brasil 2024/25 foi elevada de 126 milhões de toneladas para 130 milhões de toneladas.
Trigo
Quanto ao trigo, a produção global deve atingir níveis recordes, com a China dobrando suas importações. O Brasil, por outro lado, continua dependente das importações, apesar de uma modesta recuperação na produtividade.
A produção mundial 2025/26 deve ser recorde, projetada para 809 milhões de toneladas, assim como o consumo mundial que deve atingir 805 milhões de toneladas em 2025/2026.
A produção da Argentina 2025/26 projetada em 20 milhões de toneladas para 2025/26,, versus 18,5 milhões de toneladas em 2025/26, 2024/25. Já a importação da China 2025/26 foi projetada em 6 milhões de toneladas em 2025/26, versus 3,3 milhões de toneladas em 2024/25.
Algodão
No setor do algodão, os EUA estão expandindo suas exportações, enquanto a produção chinesa diminui. O Brasil está aumentando sua produção e ganhando espaço em mercados antes dominados por outros países.
A safra americana 2025/26 projetada em 3,2 milhões de toneladas, versus 3,1 milhões de toneladas 2024/25.
Por sua vez, a safra do Brasil 2025/26 projetada em 4 milhões de toneladas, versus 3,7 milhões de toneladas em 2024/25.
Enquanto isso, o consumo global em 2025/26 deverá crescer 1%, para 25,7 milhões de toneladas e produção global 2025/26 deverá cair para 25,6 milhões de toneladas, versus 26,4 milhões de toneladas em 2024/25.
13/05/2025
Canal de Suez: possibilidade de desconto de até 15% nas tarifas de trânsito - CNN Money
GIRO
...O chefe do Canal de Suez, no Egito, Osama Rabie, disse que estão considerando oferecer descontos de 12% a 15% nas tarifas de trânsito.
Sua declaração foi feita após a receita do canal estratégico continuar caindo devido aos ataques à navegação pelos houthis do Iêmen, que afirmam estar tentando bloquear o tráfego de cargas com destino a Israel em apoio aos palestinos em Gaza, mas também estão afastando navios do canal.
12/05/2025
USP desenvolve fertilizante inovador com vidro e hidrogel que promete revolucionar a agricultura - Pensar Agro
GIRO
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Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um fertilizante inovador que combina vidro fosfatado e hidrogel, visando aumentar a eficiência na liberação de nutrientes e reduzir impactos ambientais.
Diferente dos vidros convencionais, compostos majoritariamente por óxido de silício, o material desenvolvido é um vidro fosfatado, incorporando macro e micronutrientes essenciais para o desenvolvimento vegetal, como fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco, boro e molibdênio. A inovação reside na encapsulação desse vidro em uma matriz de hidrogel contendo ureia, permitindo a inclusão do nitrogênio, que normalmente se perderia durante a fabricação do vidro devido às altas temperaturas envolvidas no processo.
Em experimentos conduzidos em estufas, utilizando o capim Piatã (braquiária), as plantas tratadas com o novo fertilizante apresentaram um aumento médio de 70% na produção de matéria seca, alcançando até 93,71% em solos argilosos. Além disso, testes de solubilidade indicaram que a liberação de nutrientes ocorre de forma controlada, com dissolução mais lenta em água pura (167 horas) e mais rápida em solução tampão de citrato (134 horas), simulando o pH do solo .
O Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes utilizados na agricultura. A pesquisa da USP busca oferecer uma alternativa nacional, utilizando recursos disponíveis no país, como as reservas de rochas fosfáticas, ainda pouco exploradas. O objetivo é desenvolver um produto eficiente, sustentável e economicamente viável para os agricultores brasileiros.
Os pesquisadores planejam testar o fertilizante em condições reais de cultivo e trabalhar na redução dos custos de produção, visando sua comercialização em larga escala. A expectativa é que essa inovação contribua para uma agricultura mais sustentável e menos dependente de insumos importados.
09/05/2025
Café resistente ao calor pode garantir futuro da bebida em meio à crise climática - VEJA
MUNDO
Veja a reportagem completa no link ABAIXO.
09/05/2025
Baixos estoques de café devem reduzir as exportações brasileiras nos próximos meses, diz analista - Notícias Agricolas
GIRO
...Estimativa é de 15 milhões de sacas nos estoques de passagem, que seriam suficientes para suprir apenas 3 meses do consumo interno...
VEJA A ENTREVISTA COMPLETA NO LINK ABAIXO
09/05/2025
GIRO
O Brasil é líder global em café sustentável e carbono negativo, afirma Cecafé -
09/05/2025
GIRO
A JDE Peet está a caminho de alcançar as perspectivas de 2025, com sólido progresso no primeiro trimestre, fortes volumes de vendas se recuperam desde março. - International Comunicaffee
08/05/2025
INTERNACIONAL
China injetará US$ 139 bi na economia do país com redução do compulsório - CNN Money
07/05/2025
GIRO
Fed deve ser mais paciente com possíveis cortes de juros do que o mercado prevê - BofA - Investing
07/05/2025
GIRO
Arábica no ES: Incaper revela resultados de seis anos de estudos - Folha Vitória
06/05/2025
MERCADO
Com quebra de safra e preço nas alturas, café passa por teste de consumo - The Agribiz
06/05/2025
Do frete marítimo a portos: como a guerra tarifária afeta a logística no Brasil - Bloomber Línea
GIRO
...Bloomberg Línea- Do preço do frete
marftimo capacidade nos portos, a
cadeia logistica global vive um cenário
de fortes incertezas, diante do vaivém de
imposição de tarifas comerciais ao redor
do mundo e, em particular, nas maiores
economias.
Nesse cenário, empresas brasileiras que
atuam com comércio exterior devem
enfrentar desafios para garantir
abastecimento e escoamento de
mercadorias, segundo avaliação de
executivos ouvidos pela Bloomberg Línea.
Um dos principais custos da cadeia
ogística global, o frete marítimo vem
sofrendo oscilações significativas de
preços desde a pandemia.Com a guerra
tarifária, os preços sobem ainda mais.
Segundo levantamento da MTM Logix,
obtido com exclusividade pela
Bloomberg Línea, no início de 2024 o
frete do contêiner
Ot
pés) da China para
Brasil girava em torno de US$ 1.200
em média. Atualmente, esse valor já
atinge de US$ 3.500 a US$ 4.000, a
depender do tipo de contrato (à vista ou
de longo prazo).
06/05/2025
FERTILIZANTES
Mercado de fertilizantes em alerta - Agrolink
05/05/2025
GIRO
Cafeteria vietnamita do Condado de Orange se expande para novos locais apesar das tarifas; não há planos para aumentar os preços - ABC7
05/05/2025
GIRO
Fertilizantes em foco: pressões externas e o desafio da competitividade na safra 25/26 - Canal Rural
02/05/2025
Preços do café em abril voltaram a refletir apreensão com safra brasileira - Safras & Mercado
MERCADO
...Porto Alegre, 02 de maio de 2025 – O mercado internacional de café voltou a refletir em abril as preocupações com a oferta global, com preços avançando na Bolsa de Nova York. As apreensões seguiram em torno do aperto nos estoques e com a safra brasileira de café 2025, duramente afetada pelo clima seco e por altas temperaturas em 2024, mas também com condições complicadas em muitos momentos no primeiro trimestre de 2025, e isso centrado no arábica.
Nos fundamentos, portanto, como aspecto de sustentação persiste o foco em uma safra brasileira de 2025 prejudicada, em um cenário que já é de oferta mais limitada. Por outro lado, o começo da colheita da safra brasileira pesa sobre as cotações no Brasil e limitou impactos positivos das bolsas.
Ao final de abril, o café emendou uma sequência de altas, alterando seu comportamento e mudando de status ao voltar a ser negociado acima dos 400 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, como destaca o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach. “O primeiro gatilho foi a melhora no humor dos investidores globais, após o pessimismo generalizado com o ‘tarifaço’ de Trump. A trégua nas tarifas, anunciada pelo governo norte-americano, e os sinais de flexibilização, que sugerem um possível acordo entre China e Estados Unidos, trouxeram mais otimismo aos mercados e resultaram em uma forte valorização dos ativos. O café pegou carona nesse movimento, que serviu como impulso inicial para a alta”, ressaltou.
Paralelamente, observa Barabach, o dólar perdeu valor frente a outras moedas. O índice DXY caiu abaixo da linha dos 100 pontos, enquanto o peso colombiano recuou para perto de 4.200 COP e o real brasileiro voltou à casa dos R$ 5,00, após picos de valorização do dólar. Como as commodities são cotadas em dólar, normalmente mantêm uma relação inversa com a cotação da moeda norte-americana. Assim, a queda do dólar serviu de suporte aos preços das commodities, favorecendo a recuperação dos ativos básicos — entre eles, o café, salienta o consultor.
No câmbio, a desvalorização do dólar frente ao real tem um impacto ainda mais significativo sobre o preço do café no mercado internacional. “O Brasil, maior exportador mundial da commodity e responsável por mais de um terço do fluxo global, está na boca da safra. Com o dólar mais fraco, o interesse em vender diminui, pois o produtor brasileiro recebe menos reais por cada dólar exportado. Isso acaba estimulando uma compensação nos preços na bolsa, ajudando na valorização do café em NY”, indica.
Além da questão cambial e da melhora no humor dos investidores, o rali nos preços do café também foi estimulado por fatores técnicos. “O mercado foi superando resistências e ganhando fôlego de alta, rompendo o canal de baixa iniciado em fevereiro, além de ultrapassar o topo de alta em 416 centavos para atingir máxima próximo de 419 centavos de dólar por libra-peso. A sustentação da linha dos 400 centavos em NY dá fôlego ao movimento de alta. No entanto, a perda dessa referência pode estimular novas ordens de venda, fazendo o mercado retornar ao antigo canal de baixa”, adverte.
Para Barabach, os ganhos do arábica no terminal de Nova York vêm se sustentando na melhora do ambiente financeiro, no dólar fraco e em um cenário técnico mais favorável. “Há, no entanto, suporte fundamental para essa alta. É verdade que a limitada disponibilidade física de café no mercado global serve como fator de sustentação, mas essa situação de aperto já vem sendo precificada há bastante tempo”, comenta.
Outro sinal importante vem dos fundos, que têm reduzido sua posição líquida comprada com café na bolsa de Nova York, adverte Barabach. O último relatório do CFTC (Commodity Futures Trading Commission) mostrou que, ao final do pregão de 22 de abril, os fundos detinham uma posição líquida comprada de 41 mil contratos futuros de café arábica, um leve aumento em relação aos quase 40 mil da semana anterior, mas bem abaixo dos 76 mil contratos registrados no fim de janeiro. “Essa redução reflete incertezas no ambiente financeiro, causada pela guerra de tarifas, e a expectativa de algum alívio na oferta com a chegada da safra nova brasileira. Ainda assim, ao menos até o fim do inverno no Brasil ou mesmo até o início das floradas da safra 2025 brasileira, é provável que os fundos mantenham uma posição comprada, apoiada na baixa oferta e nos riscos climáticos — como eventuais geadas”, coloca.
Já o robusta, negociado em Londres, não acompanha os ganhos do arábica em Nova York. Par ele, o avanço, ainda que tímido, da colheita de conilon/robusta no Brasil e o início da safra principal na Indonésia ajudam a aliviar a pressão sobre o abastecimento global. “Além disso, o cenário climático no Vietnã — principal produtor de robusta — é mais positivo neste momento, com previsão de boas chuvas nas próximas semanas, o que favorece as floradas e o desenvolvimento da próxima safra, o que reforça a perspectiva de uma safra 20 25/26 maior que na temporada atual”, indica. Com isso, a arbitragem NY/Londres voltou a se alargar girando em torno de 157 centavos. “Isso significa que o arábica atualmente está 157 centavos mais caro que o robusta”, conclui.
No balanço de abril, na Bolsa de NY, o contrato julho do café arábica acumulou alta de 6,75%. O robusta em Londres acumulou alta de 1,4%.
No mercado físico brasileiro de café, o café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais fechou abril a R$ 2.650,00 a saca na base de compra, com alta de 3,1% no comparativo com o fim de março. Já o conilon, tipo 7, em Vitória/Espírito Santo, fechou abril a R$ 1.715,00 a saca, com perda no balanço mensal de 12,5%, refletindo a entrada já da safra brasileira.
02/05/2025
Realização de lucros derruba preços do café em Nova York - Globo Rural
MERCADO
...O preço do café caiu de maneira expressiva em Nova York nesta quinta-feira (1/5), mas sem novidades em termos fundamentais. Os lotes para julho recuaram 4,02%, cotados a US$ 3,8465 a libra-peso.
“Hoje estamos vendo uma movimentação muito mais especulativa, com as baixas sendo capitaneadas pelo petróleo, que quando recua puxa a oscilação de outras commodities”, diz Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
O petróleo registrou alta de % no pregão desta quinta. No entanto, a cotação estava no campo negativo pela manhã, com o indicativo de aumento na produção. Segundo o corretor de mercado, a baixa no fóssil influenciou os investidores a realizarem lucros frente as altas recentes nos preços do arábica.
Os relatos de chuvas em cafezais do Brasil também poderiam ser usados como justificativa para o recuo do grão. No entanto, para Pancieri Neto, as precipitações não mudam o quadro de oferta esperada para o país neste ano.
“As chuvas não revertem as perdas já contabilizadas, que já estão na mesa do mercado. O que essas precipitações podem fazer é influenciar o andamento e a projeção para o próximo ciclo de café no país”.
01/05/2025
GIRO
Lojas com maior movimento apresentam um primeiro trimestre forte para Phuc Long Coffee & Tea - World Portal Coffee
30/04/2025
Café: Safra menor de Arábica e notícias sobre demanda impulsionam preços - Notícias Agrícolas
MERCADO
...Enquanto entramos na colheita da safra brasileira 25/26 – com muitas fazendas de Conilon iniciando os trabalhos – se esperaria uma pressão de baixa sobre os preços, especialmente com as atuais incertezas macroeconômicas. No entanto, os preços futuros do café dispararam na semana passada, refletindo parcialmente as preocupações com uma safra menor de arábica no Brasil.
Muitas casas revisaram seus números de arábica nos últimos dias. A Hedgepoint Global Markets também revisou suas projeções e projeções a expectativa de produção da variedade de 42,6 M de sacas para 39,6 M de sacas (veja o relatório completo).
"Embora nossa previsão de Conilon/Robusta tenha sido revisada para cima (de 22,5 M de sacas para 24,2 M de sacas), isso não compensa completamente a abertura na oferta de arábica. Assim, os preços do café foram sustentados, uma vez que, mesmo com o aumento da produção de Conilon, a queda do Arábica pode contribuir para outro ciclo de oferta limitada", explica Laleska Moda, Analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.
"Nesse sentido, o contrato de arábica julho/25 atingiu a máxima de 7 semanas nesta segunda (28), a 410,05 c/lb, enquanto o de julho do Robusta foi negociado acima dos 5.400 USD/mt. Embora os preços do Robusta tenham sido corrigidos, eles permanecem acima dos níveis de meados de abril", diz.
De acordo com o analista, no entanto, a tendência de alta no mercado não foi atribuída apenas à variação da oferta. Na última quinta-feira (24), uma das maiores empresas do setor cafeeiro, indicou em relatório que os aumentos de preços implementados nas categorias relacionadas ao café e cacau tiveram "interrupção limitada do cliente", com crescimento orgânico das vendas no primeiro trimestre melhor do que o esperado. Além disso, ressalta que espera resultados mais positivos à frente, dando novas perspectivas do lado da demanda.
Os modelos da Hedgepoint Global Markets indicam um ligeiro aumento na demanda do Arábica em 24/25 – refletindo principalmente o aumento dos preços do Robusta em 2024 – mas apontam para uma redução em 25/26, já que os níveis de arbitragem agora estão favorecendo a demanda do Robusta.
A queda na demanda de Robusta em 24/25 – especialmente nas origens – e a queda esperada do Arábica em 25/26 indica uma diminuição na demanda global em 24/25 e uma queda marginal em 25/26. “Ainda assim, com produção limitada em ambos os ciclos, a oferta deve seguir apertada nos próximos meses, o que pode dar suporte aos preços do café como já oferecidos no mercado atual”, afirma Moda.
Além disso, de acordo com um analista, as posições de fundos especulativos para as duas qualidades de café são movimentadas de forma interessante. Desde o início de 2025, os fundos ICE e CFTC reduziram suas posições compradas, provavelmente em resposta ao aumento dos custos de hedge e às expectativas de um declínio na demanda por café. No entanto, no relatório mais recente, houve um aumento das posições compradas. “Embora seja crucial monitorar os movimentos futuros, isso pode sugerir que os fundos especulativos estão detectando uma mudança no mercado, dada a expectativa de oferta de aperto à frente, envolvendo um suporte para os preços nos níveis atuais”, explica.
30/04/2025
MERCADO
Mercado do café segue pressionado por safra menor - Conexão Safra
30/04/2025
GIRO
Centro do Comércio de Café projeta safra histórica de conilon e alerta produtores - ES BRASIL
30/04/2025
GIRO
Do campo ao consumidor: cafés de pequenos produtores mineiros chegam aos supermercados - Revista Cafeicultura
29/04/2025
GIRO
Capital chinesa do chá passa a produzir café diante da preferência dos jovens - UOL
28/04/2025
GIRO
Disparada do preço do café pode mudar top 3 das lavouras mais valiosas do Brasil - InvestNews
25/04/2025
GIRO
Cecafé recebe chineses e reforça liderança sustentável do café brasileiro - Paracatu Rural
25/04/2025
Oferta de café se mantém restrita e impulsiona preço em Nova York - Globo Rural
MERCADO
...O café segue negociado em patamares mais altos na bolsa de Nova York, com a manutenção do cenário de aperto na oferta. Os lotes para julho subiram 3,38% nesta quinta-feira (24/4), negociados a US$ 3,9880 a libra–peso.
Como a perspectiva de uma produção menor prevalece, a falta de novidades no campo geopolítico colocou novamente os contratos do café em um alvo que pode ser de US$ 4 a libra–peso.
“A aversão ao risco no mercado financeiro diminuiu bastante com o tom mais ameno do Trump em relação à China. Com isso, os fundos que estavam de fora do mercado resolveram recomprar suas posições”, destaca Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
Ele lembrou, também, que os investidores viram com bons olhos a possibilidade de o governo Donald Trump isentar tarifas da indústria nos EUA. Esse fator, destaca Pancieri, traz uma dinâmica melhor para o consumo de café no país.
Em meio a onda de preços altos do café, havia uma expectativa de que o início da colheita do conilon no Brasil fosse reduzir o ímpeto das cotações na bolsa. No entanto, a situação do clima no país ainda é delicada.
“Levantamento recente do Cepea mostrou que o primeiro trimestre foi marcado por chuvas mal distribuídas em áreas produtoras. Mesmo com expectativa de recuperação na safra, não há comprovação de que o rendimento está melhor. A oferta não está girando e isso mantém o mercado tensionado para novas altas”, afirma o corretor.
24/04/2025
GIRO
Cochonilha das rosetas de cafeeiros ataca lavouras de arábica no cerrado mineiro - Café Point
24/04/2025
Nestlé registra vendas de US$ 27,3 bilhões no 1º trimestre (+2,3%), vendas da Nespresso atingem US$ 1,93 bilhão (+6,1%) - International Comunicaffee
GIRO
...A Nestlé registrou vendas acima do esperado no primeiro trimestre, apesar da fraqueza em alguns mercados, e confirmou sua previsão para o ano inteiro. A multinacional suíça – que também é a maior empresa de café do mundo – compensou a queda nos volumes com aumentos de preços. As vendas totais reportadas aumentaram 2,3%, para 22,6 bilhões de francos suíços (US$ 27,28 bilhões), ligeiramente acima das expectativas dos analistas de 22,5 bilhões de francos.
O crescimento orgânico das vendas da Nestlé, que exclui o impacto de variações cambiais e aquisições, aumentou 2,8% no primeiro trimestre encerrado em 31 de março, informou a Nestlé. Analistas previam um crescimento médio das vendas orgânicas de 2,5%.
Nos primeiros três meses do ano, a Nestlé aumentou seus preços em 2,1% em resposta aos preços mais altos das matérias-primas para café e cacau , com “interrupção limitada do cliente”.
Por categoria, confeitaria (+8,9%) e café (+5,1%) foram os que mais contribuíram para o crescimento orgânico. Esse crescimento foi impulsionado pelos preços, com aumentos de dois dígitos em alguns mercados. "O foco nessas duas categorias está em ações inteligentes de precificação para cobrir totalmente os aumentos de custos de insumos sempre que possível, mantendo a penetração no consumidor a médio prazo", afirmou a empresa.
“Onde mudanças maiores de preço foram implementadas, em alguns casos observamos um impacto inicial pronunciado no crescimento real (RIG), que está diminuindo à medida que o comportamento do consumidor e o ambiente competitivo se ajustam e se estabilizam”, afirmou a empresa. “Com exceção de confeitos e café, o crescimento orgânico foi mais modesto, mas o RIG foi positivo em todas as outras categorias reportadas.”
Por geografia , todas as regiões contribuíram para o crescimento orgânico positivo. Nos mercados desenvolvidos, o crescimento orgânico foi de 1,6%, impulsionado por um crescimento real (RIG) de 1,4%, juntamente com a variação de preços positiva. Nos mercados emergentes, o crescimento orgânico foi de 4,5%, impulsionado por uma variação de preços de 4,8%, com RIG ligeiramente negativo.
Por canal , o crescimento orgânico das vendas no varejo foi de 2,5%. O crescimento orgânico dos canais fora de casa foi de 6,6%. As vendas no e-commerce cresceram organicamente 15,1%, atingindo 20,1% do total das vendas do Grupo.
A empresa anunciou o lançamento de 'grandes apostas' em inovação, incluindo o Nescafé Espresso Concentrate.
A empresa suíça manteve sua previsão para 2025 , dizendo que ainda espera que o crescimento orgânico das vendas melhore e estima uma margem de lucro operacional subjacente de 16% ou mais.
Laurent Freixe , CEO da Nestlé, comentou: “O crescimento foi amplo em todos os mercados e categorias, com tendências de melhoria da participação de mercado em muitos negócios, especialmente em nossas marcas bilionárias.”
O desempenho no primeiro trimestre ficou em linha com nossas expectativas, e nossa projeção para 2025 permanece inalterada. Isso se baseia em nossa avaliação do impacto direto das tarifas atuais e em nossa capacidade de adaptação. Os impactos indiretos – sobre consumidores e clientes, bem como sobre moedas e preços de commodities – permanecem incertos neste momento.
No geral, a situação continua dinâmica, com riscos e incertezas elevados. Nossos 277.000 colaboradores comprometidos estão focados em executar com sucesso nossa estratégia: impulsionando a eficiência e investindo no crescimento para acelerar nossas categorias e aumentar nossa participação de mercado.”
“(As grandes áreas) que serão impactadas são, obviamente, nossos negócios de água chegando aos EUA, cápsulas de café expresso e alguns de nossos ingredientes”, disse a diretora financeira da Nestlé, Anna Manz, em uma teleconferência com jornalistas.
A Nestlé já havia dito que mais de 95% de suas vendas nos EUA são fabricadas localmente , relata a Reuters
Nestlé: Desempenho do café por áreas geográficas
Na Zona Américas , as bebidas (incluindo café e cremes para café) apresentaram crescimento de um dígito, com o impulso de crescimento do Nescafé mais do que compensando a queda nas vendas do Coffee mate.
O café registrou um baixo crescimento de um dígito na Zona Ásia, Oceania e África, impulsionado pelas ofertas de café solúvel e pronto para beber da Nescafé.
Na Zona Europa , o café registrou um baixo crescimento de um dígito, com crescimento sólido nos produtos Starbucks parcialmente compensado pelo crescimento mais lento do Nescafé solúvel, à medida que tomamos medidas sobre os preços.
Nespresso
A Nespresso apresentou bom crescimento, com crescimento real positivo, enquanto a empresa também começou a aumentar os preços. A América do Norte apresentou crescimento de dois dígitos e novos ganhos de participação de mercado, e na Europa , a taxa de perda de participação de mercado desacelerou. O desempenho no trimestre se beneficiou de alguma aceleração da demanda antes dos aumentos de preços, que entraram em vigor no final do trimestre.
Resumo de desempenho do segmento
O crescimento orgânico foi de 5,7%, com RIG de 2,6% e variação de preços de 3,2%.
As vendas reportadas aumentaram 6,1%, para CHF 1,6 bilhão (US$ 1,93 bilhão), incluindo um impacto de -0,1% da moeda estrangeira e um benefício de 0,4% das aquisições líquidas.
A participação de mercado na América do Norte continuou a aumentar, enquanto a marca desacelerou as perdas de participação na Europa.
Principais impulsionadores do crescimento orgânico das vendas
Em termos geográficos, as vendas na América do Norte cresceram a uma taxa de dois dígitos, enquanto a Europa registrou crescimento positivo.
Por sistema, o crescimento foi impulsionado pelo sistema Vertuo , com forte impulso de vendas em todas as regiões. As vendas para canais externos cresceram a uma taxa de um dígito, apoiadas pelo sistema Momento .
24/04/2025
Café continua subindo forte nas bolsas internacionais combinando financeiro e fundamentos - Notícias Agrícolas
MERCADO
...Os futuros do café arábica continuam subindo na Bolsa de Chicago na tarde desta quarta-feira (23). Por volta de 13h (horário de Brasília), os ganhos eram de pouco mais de 2% entre os principais vencimentos, com o maio sendo cotado a 386,05 e o setembro a 376,40 cents de dólar por libra-peso.
No mesmo momento, o dólar continuava recuando e perdia 0,51%, para valer R$ 5,70, o que vinha sendo um dos fatores de alta para os preços no pregão de hoje.
O mercado continua respondendo a seus fundamentos, como explicam analistas e consultores de mercado, bem como reflete também um sentimento um pouco melhor que se observa no mercado financeiro, diante de um tom mais ameno adotado pelo presidente americano Donald Trump sobre o presidente do Federal Reserve.
Café continua subindo forte nas bolsas internacionais combinando financeiro e fundamentos
Publicado em 23/04/2025 13:07
Dólar também segue movimento e baixa frente ao real dá suporte aos futuros
Logotipo Notícias Agrícolas
Os futuros do café arábica continuam subindo na Bolsa de Chicago na tarde desta quarta-feira (23). Por volta de 13h (horário de Brasília), os ganhos eram de pouco mais de 2% entre os principais vencimentos, com o maio sendo cotado a 386,05 e o setembro a 376,40 cents de dólar por libra-peso.
No mesmo momento, o dólar continuava recuando e perdia 0,51%, para valer R$ 5,70, o que vinha sendo um dos fatores de alta para os preços no pregão de hoje.
O mercado continua respondendo a seus fundamentos, como explicam analistas e consultores de mercado, bem como reflete também um sentimento um pouco melhor que se observa no mercado financeiro, diante de um tom mais ameno adotado pelo presidente americano Donald Trump sobre o presidente do Federal Reserve.
"Após abalar ontem os mercados ao redor do mundo, hoje, o presidente Trump recuou nos ataques a Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA). Disse que nunca teve intenção de demiti-lo, e que tarifas contra a China não serão de 145%. A fala gerou uma reação positiva imediata dos mercados e dos índices futuros de ações americanas", explicou o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
Ademais, o especialistas acrescenta que, no paralelo de um cenário marcado por tantas incertezas, "no mercado cafeeiro, os fundamentos, com baixos estoques globais e seguidos problemas climáticos, permanecem. Na semana passada, o balanço dos contratos de café foi positivo nas duas bolsas".
Na Bolsa de Londres, os futuros do robusta voltam a subir nos primeiros vencimentos, se recuperando depois das baixas intensas da sessão anterior. Perto de 13h (horário de Brasília), as cotações subiam entre US$ 77,00 e US$ 144,00 por tonelada, com o maio valendo US$ 5286,00 e o setembro, US$ 5273,00.
23/04/2025
INTERNACIONAL
Nestlé e OFI lançam parceria global em agrofloresta na maior colaboração até agora: 25 mil agricultores receberão apoio na transição para uma agricultura climaticamente inteligente ao longo de 5 anos - International Comunicaffee
23/04/2025
GIRO
Cecafé recebe delegação da China para apresentar cenário dos cafés do Brasil - Notícias Agrícolas
22/04/2025
GIRO
Como as Práticas Regenerativas da Illy Criam Cafés Brasileiros Premiados Confira a entrevista com David Brussa, diretor de Qualidade Total e Sustentabilidade da marca italiana que é um ícone global dos grãos especiais - Forbes
21/04/2025
Café: quando o vilão é a vítima Elemento básico da mesa do brasileiro, o café passou a ser foco de debates após a disparada nos preços - Globo Rural
GIRO
...Taxado como um dos vilões da inflação de alimentos, os preços do café dispararam desde o último ano. A Associação Brasileira da Indústria de Café apontou que a variação ao consumidor do café torrado e moído foi de 37,4% em 2024. O aumento no valor da bebida, celebrada em diversas ocasiões, como este último 14 de abril - Dia Mundial do Café -, não passou despercebido pela população do segundo país que mais a consome no mundo – cerca de 5 quilos por habitante ao ano.
Elemento básico da mesa do brasileiro, o café passou a ser foco das conversas ao redor dela. O que a maioria não sabe é que este é mais um reflexo de como as mudanças climáticas estão impactando a vida cotidiana. A sustentação dos preços em níveis elevados é explicada por um fundamento elementar da economia: a lei da oferta e demanda.
Os estoques globais de passagem (excedentes de ciclos anteriores) estão em níveis considerados alarmantes pela Fundação Procafé. São insuficientes para atender dois meses de consumo. Em síntese, quanto menos café disponível, maior o preço. Mas, o que o clima tem a ver com isso?
As safras dos principais produtores globais enfrentam frustrações por desafios climáticos. Em 2024, a seca e as altas temperaturas nas principais regiões de cultivo no Brasil e no Vietnã, líder e vice-líder na produção, impactaram a produtividade. Juntos, os dois países representam metade das exportações mundiais de café.
Com o perdão pelo “agronomês”, o tempo seco e quente afeta o pegamento da florada. A planta fica estressada e precisa usar todas as suas reservas para se manter viva. Após escassez hídrica prolongada, quando as lavouras são regadas pela chuva, o cafeeiro recebe um estímulo fisiológico que impulsiona a abertura das flores, mas todo o processo da planta na luta por sua sobrevivência se reflete em menos frutos. Como resultado, o Brasil espera uma colheita 4,4% menor em 2025, de 51,8 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab.
A necessidade de cultivar plantas mais resistentes a essas intempéries é urgente. O desafio é grande, mas já temos algumas respostas. Investir na saúde do solo, por exemplo, é a melhor apólice de seguros que temos contra as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o ecossistema entorno do café, desde os produtores e cooperativas até a agroindústria, reconhece que é preciso olhar não apenas para como construir resiliência, mas para como conciliar a produtividade com o desenvolvimento sustentável da cultura.
Leia mais opiniões de especialistas e lideranças do agro
É por isso que a cafeicultura tem sido a porta de entrada para inovações com impacto positivo para a natureza. Sabemos que o produtor rural brasileiro já é exemplo em adoção de tecnologia e boas práticas no campo e está comprometido com a proposta de ser ainda mais sustentável, sem abrir mão da qualidade do grão ou da produtividade da safra.
A cafeicultura, inclusive, é pioneira na adoção de uma nova geração de fertilizantes produzidos a partir de matriz energética renovável, com potencial para reduzir em até 40% a pegada de carbono do grão de café colhido. Práticas agrícolas regenerativas, como cultivo de cobertura, também emergem e são fundamentais nesse contexto.
Neste caminho de aliar produtividade à sustentabilidade, o Brasil tem um papel fundamental na jornada rumo à descarbonização, com um potencial gigantesco em mãos para enfrentar a emergência climática, cujos efeitos comprometem a subsistência de agricultores e o trabalho, muitas vezes de uma vida inteira. Vale lembrar que a cafeicultura brasileira é uma atividade predominantemente familiar e o café é uma cultura perene, cujas lavouras podem produzir frutos por um tempo médio de 20 anos.
Apesar de não existir uma bala de prata, o exemplo mostra que o conhecimento agronômico e as soluções para contornarmos as adversidades das mudanças climáticas já estão disponíveis. O que precisamos agora é de incentivos corretos para que eles possam ser escalados, de criar diretrizes que incentivem melhores práticas no uso dos insumos pelo agricultor, de modelos de produção agrícola de baixo carbono, assim como uma nova matriz de energia limpa, com impactos positivos que vão muito além do campo, tornando o nosso café ainda mais valorizado mundo afora.
* Marcelo Altieri é presidente da Yara Brasil
As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Globo Rural
21/04/2025
Vendas da safra 2025/26 de café seguem lentas no começo da colheita - Safras & Mercado
MERCADO
...Porto Alegre, 17 de abril de 2025 – As vendas da safra brasileira de café 2025/26, que está em começo de colheita, seguem em ritmo lento, com estimativas girando em torno de 14% da produção total, conforme levantamento da Safras & Mercado. Segundo o consultor de Safras, Gil Barabach, houve uma leve melhora no interesse entre o final de março e o início de abril, impulsionada pelo retorno das chuvas, pela chegada de café novo precoce ao mercado e, principalmente, pela queda nas cotações internacionais. No entanto, esse maior interesse de venda ainda não se traduziu em um volume expressivo de negócios.
“O produtor, especialmente o de arábica, permanece na defensiva. A principal diferença em relação ao mês anterior é que, agora, o comprador também recuou, adotando uma postura mais cautelosa e reduzindo o fluxo de compras. Esse comportamento mais retraído de ambos os lados explica os preços mais fracos e o ritmo lento das negociações. Com o avanço da colheita, é esperado que algumas dessas resistências sejam superadas, o que deve favorecer o andamento dos negócios, especialmente no segmento de conilon/robusta”, avalia Barabach.
As vendas de café arábica giram torno de 19%, enquanto as de conilon/robusta alcançam apenas 5% da produção. As vendas de arábica estão em linha com o mesmo período do ano passado, mas as de canéfora estão ligeiramente abaixo no ciclo anterior, o volume comercializado neste momento era de 9%. “Essa diferença é atribuída ao menor interesse da indústria doméstica por compra antecipada, devido aos preços elevados do conilon ao longo dos últimos meses. Tanto que o avanço da safra nova e a queda no preço fez a indústria doméstica aparecer mais no mercado”, indica.
Embora o desempenho das vendas esteja alinhado ao ano passado, ele segue bem abaixo da média histórica registrada entre o período de 2020 e 2024, quando o percentual médio de comercialização para o período era de 25%, sendo que as vendas de arábica representavam 29% da produção. “A queda no fluxo de vendas antecipadas nos últimos anos reflete uma mudança no comportamento do produtor, que vem se mostrando cada vez mais avesso a esse tipo de operação. Esse movimento ganhou força após a geada de 2021, quando muitos produtores que haviam fixado contratos antecipadamente acabaram entregando café a preços bem inferiores aos praticados no mercado físico na data do contrato”, avalia. Esse episódio deixou uma memória negativa entre os produtores e, somado à forte valorização dos preços ao longo do ano 2024, mantém o vendedor mais cauteloso em realizar negócio antecipado, conclui.
Safra 2024/25
De acordo com levantamento mensal de Safras & Mercado, até o dia 09 de abril, os produtores brasileiros haviam comercializado 95% da safra 2024/25. O número representa um avanço de apenas 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior, sinalizando uma desaceleração no ritmo de vendas.
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, o fluxo de vendas de café disponível no Brasil segue em ritmo lento neste período de entressafra, marcado por baixa disponibilidade física. “Alguns produtores têm demonstrado maior interesse em negociar, motivados pela recente queda nos preços e pela proximidade da nova safra. No entanto, de forma geral, o vendedor ainda atua de maneira defensiva”, comenta.
Do lado da demanda, avalia Barabach, os compradores seguem mais comedidos, com exceção da indústria de café torrado e moído, que mantém interesse no conilon/robusta, especialmente depois da forte queda no preço. O mercado mostra um pouco mais de equilíbrio entre o interesse de compradores e vendedores, mas as negociações continuam lentas, observa.
Apesar da perda de fôlego no curto prazo, o volume já negociado continua elevado em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 89% da safra havia sido comercializada. O desempenho atual também está acima da média dos últimos cinco anos (20202024), que gira em torno de 90% para o mesmo período.
As vendas de café arábica no Brasil avançaram para 93% da produção estimada, superando com folga os números do mesmo período do ano anterior (86%) e também a média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 88%. “Um dos destaques desse desempenho é o papel das cooperativas, que vêm apresentando um fluxo de vendas mais ativo nesse início de abril”, aponta Barabach.
Já no caso do café canéfora (conilon/robusta), a comercialização está praticamente concluída, com 99% da safra já negociada. “A recente queda nos preços atuou como um gatilho para acelerar os negócios, especialmente nas primeiras semanas de abril”, observa o consultor. Esse ritmo está à frente tanto do registrado no mesmo período de 2023 (96%) quanto da média dos últimos cinco anos (94%).
17/04/2025
GIRO
Conheça o poder do café verde: O grão que está ganhando espaço no agro - Compre Rural
16/04/2025
GIRO
Flores de conilon podem virar chá e diversificar a renda do cafeicultor, aponta estudo - CCCMG
16/04/2025
GIRO
Ampersand lança o primeiro quiosque de café robótico no Aeroporto Dallas Fort Worth - Worl Portal Coffee
16/04/2025
🛒☕ Café vietnamita aposta na Amazon e na saudabilidade para manter espaço nos EUA.
EFEITO TRUMP
Instantâneos dominam as vendas, com foco em confiança, baixo açúcar e sabores funcionais. Promoções em e-commerce são uma saída para contornar tarifas.
Compartilhando no evento de conexão empresarial organizado pela Amazon na tarde de 3 de abril, a Sra. Nguyen Ngoc Anh - Gerente de contas sênior, disse que os americanos consomem café em um estilo de vida moderno, com 67% das famílias possuindo uma cafeteira, de acordo com dados de 2021-2022.
No entanto, esse hábito mudou gradualmente. Se o café em grãos já foi o destaque durante a COVID-19, agora o café instantâneo, uma das linhas de café processado de alta tecnologia, domina a Amazon.
“A linha pronta para beber é algo a se observar”, disse Ngoc Anh, acrescentando que a demanda está atualmente focada em produtos com baixo teor de açúcar, saudáveis e que auxiliam na perda de peso, com sabores como café com cogumelo, caramelo, chocolate, avelã e coco.
Segundo ela, o fator decisivo para entrar nos EUA é a marca ter o princípio de que "confiança é número um na indústria alimentícia". Ela também avaliou que o Vietnã tem uma vantagem clara, pois tem mais de 11 grupos de exportação agrícola que ultrapassam US$ 1 bilhão por ano; o café está entre os quatro principais setores, atingindo mais de US$ 4 bilhões, junto com vegetais, frutas, frutos do mar e castanha de caju.
“A qualidade e a tecnologia de processamento do Vietnã são competitivas o suficiente”, disse ela. Na Amazon, o café vietnamita pode ser explorado em três linhas: café instantâneo (preço de 10 a 60 USD), café torrado e moído (10 a 40 USD) e café em grãos (0 a 10 USD).
Falando à margem do evento, o professor associado Dr. Nguyen Thuong Lang, especialista em economia internacional e professor sênior do Instituto de Comércio Internacional e Economia da Universidade Nacional de Economia, disse que, para superar o choque tributário, as plataformas de comércio eletrônico podem se coordenar com as empresas para lançar programas promocionais.
“Plataformas de comércio eletrônico [como a Amazon - PV] são contribuintes do governo dos EUA. Acredito que, se a Amazon se sair bem, poderá ter políticas promocionais e de desconto. Essa é uma boa maneira de os produtos vietnamitas pagarem impostos e ainda assim competirem bem”, disse o Sr. Lang.
15/04/2025
CLIMA
Cidades do Norte do ES recebem alertas de chuvas e de ventos fortes
15/04/2025
SAFRA 2025
Produção de Café do Brasil em 2025 Superará Estimativas Iniciais com Clima Favorável
15/04/2025
CNA levanta custos de produção de cana e café
CAMPO
Num cenário de alta volatilidade nos preços do café, especialmente para o Conilon, entender os custos reais de produção é mais importante do que nunca. Em Jaguaré, um dos principais polos produtores do Espírito Santo, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 22,6% nesta safra, puxado por aumentos expressivos em:
🛠️ Mecanização: +7,9%
🧑🌾 Mão de obra: +28,9%
🌱 Corretivos: +66,7%
🌾 Fertilizantes: +34,3%
LEIA A MATÉRIA NO LINK ABAIXO
15/04/2025
SUSTENTABILIDADE
Rastreabilidade e práticas ESG mantêm diferencial estratégico do setor cafeeiro no Brasil mesmo com aumento de tarifas para exportação, explica Serasa Experian - NA
15/04/2025
GIRO
Olam investirá US$ 500 milhões em negócios de ingredientes alimentícios e alienará outras unidades ao longo do tempo
14/04/2025
Preços do café no Vietnã se estabilizam após flutuações recentes
MERCADO
Em 14 de abril de 2025, os preços do café no Vietnã apresentaram uma ligeira recuperação, com preços variando de 123.700 a 125.000 VND por quilo. No Planalto Central, onde o café é produzido principalmente, os preços se estabilizaram após uma queda no início do mês devido a preocupações com possíveis tarifas americanas...
...Na semana passada, porém, o mercado doméstico de café enfrentou desafios, com os preços despencando para a mínima em três meses, de 116.000 VND/kg, em 9 de abril de 2025, em meio a temores em torno das tarifas americanas. Os preços subiram novamente em 7.000 VND/kg nos últimos três dias da semana, após um anúncio do ex-presidente Donald Trump, que decretou a suspensão das tarifas sobre as importações de café por 90 dias. Esse anúncio deu aos comerciantes e produtores um vislumbre de esperança, mas o desempenho semanal geral ainda refletiu uma queda de quase 2% nos preços...
...Essa tendência de queda deixou muitos agricultores preocupados com seus meios de subsistência, especialmente com a transição para outras culturas, como o durião, que promete retornos econômicos mais elevados....
...Apesar dessas quedas, especialistas acreditam que o mercado está à beira da recuperação. O Sr. Phung Van Sam, presidente do Hanfimex Group, observou que a recente queda nos preços do café se deve em grande parte a fatores psicológicos, e não à oferta e demanda reais. A suspensão temporária de tarifas e a implementação de um imposto uniforme de 10% sobre todos os países exportadores de café provavelmente terão impacto mínimo até o início da safra brasileira, por volta de julho de 2025.Além disso, a oferta global de café está sob pressão devido às mudanças climáticas, o que levou à redução da produção. No Vietnã, a queda nos preços do café nos últimos anos levou muitos produtores a migrar para culturas mais lucrativas, resultando em uma queda contínua na produção geral de café. O Sr. Thai Nhu Hiep, presidente da Vinh Hiep Company, confirmou que o estoque de café de sua empresa era suficiente apenas para as vendas até maio de 2024, um forte contraste com os anos anteriores, quando os estoques duravam até a nova colheita.
Em 13 de abril de 2025, o mercado mundial de café apresentou sinais de estabilidade. O preço do café Robusta na bolsa de Londres permaneceu estável, oscilando entre US$ 4.768 e US$ 5.134 por tonelada. Os preços de entrega para os contratos de maio e julho foram registrados em US$ 5.099 e US$ 5.049 por tonelada, respectivamente. Na bolsa de Nova York, os preços do café Arábica também se mantiveram relativamente estáveis, com os contratos de maio cotados a 360,00 centavos de dólar por libra-peso.
Olhando para o futuro, analistas de mercado preveem uma tendência positiva para os preços do café nos próximos dias. Os recentes pregões de alta indicam que o mercado está se recuperando fortemente, impulsionado pelas notícias positivas dos mercados doméstico e internacional. Fatores como estoques baixos e a desvalorização do dólar americano, que atingiu a mínima em três anos, estão contribuindo para o aumento da atividade de compra por parte dos investidores.
O especialista Nguyen Quang Binh destacou que a queda significativa nas exportações de café do Brasil, aliada aos baixos níveis de estoque no pregão de Londres, levou especuladores a retornarem ao mercado, elevando os preços acentuadamente nas últimas sessões. As constantes preocupações com a escassez global de oferta também contribuíram para a alta dos preços.
De acordo com a Associação Brasileira dos Exportadores de Café (Cecafé), as exportações brasileiras de café verde em março de 2025 totalizaram apenas 2,95 milhões de sacas, uma queda impressionante de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda evidencia a crescente pressão sobre o fornecimento de café Robusta, com os estoques padrão monitorados pela ICE caindo para o menor nível em seis semanas, de apenas 4.253 lotes, em 11 de abril de 2025. Esses números indicam uma grave escassez de café Robusta no mercado.
À medida que o mercado de café navega por essas flutuações, tanto os stakeholders nacionais quanto internacionais permanecem esperançosos por um futuro mais estável e lucrativo. Com fatores-chave como políticas tarifárias e dinâmica da cadeia de suprimentos em jogo, os próximos meses serão cruciais para cafeicultores e comerciantes.
14/04/2025
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11/04/2025
MUNDO
Xi Jinping visitará sudeste asiático, um dos principais alvos do tarifaço - CNN Money
11/04/2025
GIRO
Procon municipal de Vitória (ES) realiza comparativo de preços de café - Grafite e Associados
11/04/2025
GIRO
Físicos revelam segredo para extrair mais sabor do café - G1
11/04/2025
Preço do café não deve cair nos supermercados do Brasil após tarifaço de Trump - O TEMPO
GIRO
...Com uma alta acumulada de 66% nos últimos 12 meses no Brasil, o preço do café não deve ter uma queda a curto prazo nos supermercados e padarias do país. Havia uma expectativa de queda, com o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a instabilidade no comércio mundial gerada pelo protecionismo norte-americano não deve representar um alívio ao bolso dos brasileiros na hora da compra da tradicional bebida.
A perspectiva é do presidente do Conselho de Exportadores do Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira. Nos últimos dias, O TEMPO já havia mostrado uma apreensão da cafeicultura brasileira em relação aos impactos das taxas anunciadas por Trump, não só ao Brasil, mas também a outros países produtores como a Colômbia, Indonésia e Vietnã. Um dos pontos de maior preocupação é com a possibilidade de queda na produção mundial.
Para o presidente do Cecafé, no entanto, o impacto das ações de Trump sobre o preço não deve ser significativo. Ele lembrou que a escalada dos valores de compra do café teve o auge no ano passado, em função do baixo volume de chuva e da temporada de estiagem no Brasil e nos outros países produtores como Indonésia e Vietnã. Ferreira relembrou, ainda, que o mercado ainda sente reflexos das geadas de 2021 no Sul de Minas e em Goiás.
“Esses acidentes climáticos, por si só, eles não eram suficientes, no nosso entender, para levar o mercado aos patamares que ele bateu. Mas, obviamente, o acidente climático traz muita volatilidade para o mercado”, disse Márcio Ferreira. Ele lembrou que mesmo em um contexto climático, o Brasil bateu o recorde de exportações para o café, com 50,4 milhões de sacas em 2024.
Vantagem competitiva
Com uma taxa de 10% sobre os produtos brasileiros, contra alíquotas que chegam a 36% ao Vietnã, o presidente do Conselho de Exportadores não vê tantas vantagens competitivas ao café que sai do Brasil rumo aos Estados Unidos. “O volume de café em grão que o Vietnã exporta para os Estados Unidos não é um volume expressivo, é algo da ordem de 1 milhão e meio de sacas e em um momento de competitividade chegar a 2 milhões. Então, ainda que parte desse café seja substituído pelo Brasil, não representará um ganho potencial de mercado substancial para o Brasil. Até porque a safra brasileira também será menor num todo”, sinalizou Márcio Ferreira.
Exportações
No primeiro trimestre deste ano, o balanço do Cecafé contabilizou a exportação de 10,707 milhões de sacas de café, montante 11,3% inferior ao apurado entre janeiro e março do ano passado. Já a receita cambial subiu 54,3% no intervalo, saltando para US$ 3,887 bilhões.
“É compreensível a redução no volume de embarques após sairmos de um ano recorde em 2024 e de três safras que não alcançaram seu potencial produtivo total. Além disso, persistem os gargalos logísticos nos portos do país, que impactam o desempenho das remessas ao exterior e oneram ainda mais o processo aos exportadores”, explicou Márcio Ferreira.
Por outro lado, conforme o presidente do Cecafé, o crescimento da receita reflete as cotações elevadas no mercado internacional, cenário que, porém, pode apresentar certa alteração futura devido à sinalização de novas políticas comerciais e de conflitos econômicos entre as principais economias globais.
10/04/2025
GIRO
Estoques de café seguem quase zerados e nova safra pode não suprir o déficit atual - Notícias Agrícolas
10/04/2025
Com tarifas, indústria de café do Brasil vê oportunidade para exportar canéforas aos EUA - Revista Cafeicultura
GIRO
...A indústria exportadora de café do Brasil vê uma oportunidade de exportar mais grãos canéforas (robusta e conilon) aos Estados Unidos, já que o país sul-americano recebeu uma taxação básica de 10% de Donald Trump, enquanto os maiores fornecedores dessa variedade, Vietnã e Indonésia, tiveram tarifas maiores, de 46% e 32%.
Esse é o cenário se o setor não conseguir reverter as tarifas, em momento em que a indústria norte-americana tem reivindicado ao governo Trump que o café entre em uma lista de exceção isenta de taxas, pois os EUA não são produtores, enquanto figuram como maiores consumidores.
A expectativa também considera que o Vietnã, maior produtor e exportador de grãos robusta, não consiga reverter as tarifas em uma negociação em separado.
“No caso do conilon, teria oportunidade pela tarifa maior dos concorrentes, há oportunidades, mas o cenário é mais de preocupação do que de ganhos”, afirmou diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, ao comentar impactos mais amplos da guerra tarifária na economia, incluindo no preço da commodity.
Os Estados Unidos foram o principal mercado para o café do Brasil em 2024, com compras de 8,13 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados do Cecafé, respondendo por uma parcela de 16% das exportações totais brasileiras, que superaram 50 milhões de sacas no ano passado.
Vietnã e Indonésia, por outro lado, respondem por cerca de 2 milhões de sacas consumidas no mercado dos EUA, citou Matos, notando que a maior parte é de grãos robusta.
Isso dá uma ideia do tamanho de mercado ocupado por dois importantes fornecedores mais afetados pelas tarifas anunciadas por Donald Trump.
Embora o Brasil tenha suas exportações bastante concentradas em grãos arábica, os embarques de canéforas brasileiros para todos os destinos superaram 9 milhões de sacas em 2024.
Na safra 2025, cuja colheita começa a chegar ao mercado ao final de abril, a expectativa de especialistas é de uma queda na produção de arábica brasileira, mas um aumento expressivo nos canéforas.
Sobre um impacto mais amplo da guerra comercial para o mercado de café, Matos observou que o consumo de café costuma ser “inelástico” mesmo em crises, como aconteceu durante a pandemia de Covid-19. Mas ele se mostrou preocupado.
“O café costuma ser resiliente em crises econômicas…, mas óbvio que tem limites, pode crescer menos”, comentou.
“Olha o tamanho da guerra comercial entre EUA e China, o receio que isso se contamine, isso gera problemas no PIB global, e aí todos perdem…”
O Cecafé não chegou a fazer um levantamento de custos adicionais com a tarifa de 10% para o Brasil –antes, a importação de café verde pelos EUA era isenta de taxa.
Mas considerando que o faturamento das exportações do Brasil aos EUA somou cerca de US$2 bilhões, o custo seria equivalente à tarifa de 10%, disse Matos.
“Poderíamos estar em situação muito pior, estamos na tarifa mínima…”, disse ele, considerando que o Brasil tem condição de pelo menos manter a fatia de vendas aos EUA.
Um cenário mais favorável, contudo, seria que o governo dos EUA enquadrasse o café em uma lista de exceção com tarifa zero. Matos argumentou, com base em estudos do setor nos EUA, que para cada dólar relacionado ao café importado, há a geração de US$43 para a economia norte-americana. Ele disse ainda que o setor gera 2,2 milhões de empregos.
“Estamos tentando ir nesse lado (da lista de exceção), mostrando o benefício do café para a economia.”
(Por Roberto Samora)
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07/04/2025
Tensão comercial entre EUA e parceiros internacionais mantém preços do café em queda nas bolsas globais - Portal do Agronegócio
MERCADO
Tensão comercial entre EUA e parceiros internacionais mantém preços do café em queda nas bolsas globais
Incertezas sobre medidas tarifárias de Trump afetam expectativas no mercado cafeeiro
Publicado em: 07/04/2025 às 11:00hs
Tensão comercial entre EUA e parceiros internacionais mantém preços do café em queda nas bolsas globais
Os preços do café operavam em queda nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (7), refletindo as incertezas geradas pelas medidas tarifárias recíprocas anunciadas recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mercado segue pressionado diante da indefinição sobre os rumos do comércio global.
Segundo análise do Escritório Carvalhaes, o cenário atual indica o início de transformações profundas nas regras do comércio internacional, cujos impactos sobre o setor cafeeiro ainda são incalculáveis. A entidade destaca que as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos concentram-se majoritariamente no café verde, que, ao ser industrializado e comercializado no mercado norte-americano, gera milhares de empregos e significativa agregação de valor.
"O cenário é de enormes incertezas e teremos de aguardar o desenvolvimento das negociações e o detalhamento das medidas anunciadas por Trump para começarmos a enxergar o que acontecerá com o comércio mundial", afirma boletim divulgado pelo escritório.
Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros de café arábica registravam forte recuo na Bolsa de Nova York. O vencimento para maio de 2025 operava com queda de 560 pontos, cotado a 360,10 cents por libra-peso. O contrato de julho caía 550 pontos, negociado a 357,80 cents/lbp, enquanto o de setembro recuava 530 pontos, para 353,85 cents/lbp. Já o vencimento de dezembro apresentava baixa de 465 pontos, a 348,10 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café robusta também operava com perdas expressivas. O contrato para maio de 2025 registrava queda de US$ 161, cotado a US$ 4.951 por tonelada. O vencimento de julho recuava US$ 164, a US$ 4.964 por tonelada; o de setembro caía US$ 150, para US$ 4.932 por tonelada; e o de novembro cedia US$ 159, negociado a US$ 4.837 por tonelada.
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Preços do café recuam em mais de 3% nas bolsas internacionais no início da tarde desta 6ª feira (04) - Notícias Agrícolas
MERCADO
...Os preços do café caiam forte nas bolsas internacionais no início da tarde desta sexta-feira (04).
Segundo o analista de mercado da The Price Futures Group, Jack Scoville, os preços seguem reagindo ao anúncio das tarifas recíprocas de Donald Trump, e os comerciantes estão tirando um pouco do preço do lado da venda do mercado para cortar os danos das tarifas que estão sendo aplicadas na esperança de manter a força da demanda. A falta de ofertas do Brasil, juntamente com a produção reduzida e as ofertas do Vietnã continuam
pressionando as cotações futuras.
Perto das 12h40 (horário de Brasília), o arábica recuava em 1.430 pontos no valor de 370,95 cents/lbp no vencimento de maio/25, registrava baixa de 1.385 pontos negociado por 367,90 cents/lbp no de julho/25, uma queda de 1.360 pontos no valor de 363,40 cents/lbp no de setembro/25, e uma perda de 1.300 pontos cotado por 356,95 cents/lbp no de dezembro/25.
Já o robusta trabalhava com baixa de US$ 187 no valor de US$ 5.184/tonelada no contrato de maio/25, uma perda de US$ 186 no valor de US$ 5.202/tonelada no de julho/25, um recuo de US$ 174 cotado por US$ 5.153/tonelada no de setembro/25, e uma desvalorização de US$ 168 negociado por US$ 5.063/tonelada no de novembro/25.
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Cecafé busca parcerias e caminhos que mitiguem gargalos logísticos com IBI - Notícias Agrícolas
04/04/2025
Café: com a exportação brasileira aos EUA taxada, preços podem subir? - CNN Money
MERCADO
...Especialistas avaliam que a tarifa de 10% sobre as importações brasileiras vai trazer impacto, principalmente, para o consumidor americano.
Nos dois primeiros meses de 2025, os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do café do Brasil. Especialistas consultados pela CNN avaliam que a tarifa de 10% que será aplicada sobre a importação de café brasileiro vai trazer impacto, principalmente, para o fluxo do comércio e para o consumidor norte-americano.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil exportou 1,2 milhão de sacas de café para os EUA no primeiro bimestre de 2024, totalizando US$ 423,8 milhões em receita.
O conselheiro do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), Laércio Ulliana, destaca que os demais países que competem com o Brasil na exportação de café para os EUA terão taxas iguais ou superiores às aplicadas sobre o grão brasileiro.
“Talvez o cenário seja até favorável ao Brasil nesse aspecto porque os demais países que exportam café para os Estados Unidos podem ter uma taxação até superior ao Brasil, e os produtos brasileiros ganham competitividade. Para o agronegócio, pode ser uma boa”, disse Ulliana à CNN.
Já para o diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, é difícil avaliar se a taxa de 10% sobre o café brasileiro pode ser positiva para o Brasil, uma vez que as tarifas vão impactar o consumo do produto no mercado norte-americano.
“É difícil falar sair ganhando porque, com a inflação e o custo para os americanos, a gente fica com receio de impactos na demanda. Não é bom para ninguém. O Brasil está em pé de igualdade com outros países de origem [de café]. É um alívio por não estar nas taxas maiores. [Mas] É ruim para o consumo”, afirmou à CNN.
Matos também considera inviável a concretização de um cenário em que os Estados Unidos se tornem autossuficientes na produção de café. O presidente norte-americano, Donald Trump, justifica que as tarifas recíprocas são necessárias para estimular e fortalecer a produção e a economia norte-americana.
“Os EUA são o maior consumidor do mundo de café. Tem algumas fazendas de café. Insignificantes. Por uma questão climática, de origem, os EUA jamais vão ser um produtor de café. […] Não tem a menor possibilidade de se tornar produtor. Pelo contrário, tem uma dependência [dos outros países]”, disse Marcos Matos.
O diretor da Cecafé ressalta que a taxa de 10% sobre o café brasileiro não deve aumentar o preço do grão no Brasil. Segundo Matos, variáveis como mudanças climáticas e o tamanho da safra têm maior influência sobre o valor de venda do produto dentro do território brasileiro.
03/04/2025
Mercado do café inicia 5ª feira (03) com quedas de mais de 2% nas bolsas internacionais - Notícias Agrícolas
MERCADO
...Os preços do café trabalhavam com fortes quedas nas bolsas internacionais no início da manhã desta quinta-feira (03).
Nesta quarta-feira (02) o Presidente Donald Trump anunciou as tarifas recíprocas, estabelecendo uma sobretaxa mínima para praticamente todos os parceiros comerciais
dos EUA. Com isso, a tarifa mínima sobre as exportações do Brasil para os EUA ficou em 10%, a China foi sobretaxada em 34% e a União Europeia em 20%, e para o Vietnã a tarifa ficou em 46%.
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, ainda temos que aguardar o detalhamento destas tarifas, como serão calculadas e aplicadas, para então entender quais serão os reflexos na economia global e no mercado internacional de café.
Mas, segundo o portal internacional Bloomberg essa tarifa ameaça interromper o fluxo de café e agravar a atual escassez de oferta.
Perto das 9h (horário de Brasília), o arábica trabalhava com queda de 750 pontos no valor de 381,35 cents/lbp no vencimento de maio/25, uma baixa de 775 pontos negociado por 377,65 cents/lbp no de julho/25, um recuo de 830 pontos no valor de 372,50 cents/lbp no de setembro/25, e uma perda de 835 pontos cotado de 365,50 cents/lbp no de dezembro/25.
Já o robusta registrava baixa de US$ 94 no valor de US$ 5.272/tonelada no contrato de maio/25, uma queda de US$ 107 no valor de US$ 5.293/tonelada no de julho/25, uma desvalorização de US$ 123 cotado por US$ 5.247/tonelada no de setembro/25, e uma baixa de US$ 134 negociado por US$ 5.158/tonelada no de novembro/25.
03/04/2025
Maior fábrica de café solúvel do mundo será inaugurada dia 9 de maio, em Linhares -ES BRASIL
GIRO
Multinacional iniciou as obras da fábrica de café solúvel no Norte do Espírito Santo em 2021, com um investimento de cerca de R$ 740 milhões
Por Kikina Sessa
O café solúvel, que já figura entre os principais produtos exportados pelo agronegócio capixaba, vai ganhar um reforço com a inauguração da fábrica da OFI (antiga Olam), que será inaugurada no dia 9 de maio, no bairro Bebedouro, em Linhares, Norte do Estado.
A multinacional, com sede em Singapura, fez um investimento em torno de R$ 740 milhões na unidade que vai iniciar suas operações fortalecendo o mercado de café solúvel no Espírito Santo. De acordo com o governador Renato Casagrande, que anunciou a inauguração, a fábrica é a maior do mundo.
Até pouco tempo o Espírito Santo tinha apenas uma empresa de café solúvel, a RealCafé. Com a inauguração da OFI, o Estado contará com três, incluindo a Café Cacique, fortalecendo a cadeia produtiva.
O Espírito Santo está próximo de se tornar o maior polo de exportação de café solúvel do mundo e a escolha de Linhares para sediar a empresa se deu pelo fato do Espírito Santo ser o maior produtor de café conilon do país, principal matéria-prima para a produção do café solúvel.
No primeiro bimestre de 2025, as exportações de café solúvel só perderam para as de pescados, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura.
“O ano de 2025 começou com um desempenho excepcional para o agronegócio capixaba, que atingiu um novo recorde na geração de divisas no primeiro bimestre. As exportações do setor somaram mais de R$ 3,1 bilhões, um crescimento expressivo de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O café capixaba segue liderando nossas exportações e manteve um excelente desempenho, consolidando o Espírito Santo como um dos principais fornecedores mundiais”, comemora o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Outro fator que foi decisivo para a instalação da OFI em Linhares é a disponibilidade hídrica do município, em virtude do aquífero Rio Doce, ponto fundamental para o processo produtivo do café solúvel.
Para a operação da fábrica de café solúvel estão previstos 253 funcionários envolvidos nas atividades operacionais e administrativas.
03/04/2025
GIRO
Tarifaço de Trump deve deixar mais caro o café do Brasil nos Estados Unidos - Globo Rural
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Snake Coffee: a tendência viral de café mais estranha da China até agora - RADII
02/04/2025